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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 393

POV: DAIMON

Fenrir emergiu com violência, sua presença rasgando minha pele como fogo. Ossos estalaram, músculos se retorceram, as garras se estenderam até quase perfurarem o chão, e as presas latejavam prontas para morder. A respiração ficou pesada, quente, carregada do cheiro metálico de sangue.

Partimos em um grupo reduzido de soldados. A maior parte das forças permanecia na alcateia protegendo os refugiados. Apenas quatro guerreiros vieram comigo e Simon, escondido entre eles, disfarçado, pronto para qualquer ataque surpresa.

O silêncio da floresta foi rompido pelo crepitar de um vilarejo próximo em chamas. A fumaça subia espessa, queimando a garganta, misturada ao cheiro acre de sangue fresco. O chão estava manchado de vermelho e repleto de corpos. Homens, mulheres... e até mesmo pequenos corpos de filhotes.

"Filhotes... massacraram FILHOTES, Alfa." Fenrir rugiu ferozmente dentro de mim, sua voz tão intensa que fez minha cabeça latejar. "Covardes. Todos covardes! Eu vou matar cada um, despedaçar seus ossos, arrancar seus olhos e espalhar suas vísceras para que saibam que não existe perdão para desgraçados como eles!"

Minha visão escureceu por um segundo, as pupilas dilatando com uma sede insana por sangue.

— Espalhem-se. Procurem por sobreviventes ou sinais do inimigo. — Ordenei, com um rosnado feroz. Voltei lentamente à forma humana, sentindo a pele queimar ao se recompor. Fechei os olhos por um instante, aguçando cada sentido. O cheiro podre de sangue velho e carne em decomposição se misturava ao ar. Um sorriso lento surgiu no canto da boca. — Ah... por que não me disseram que estávamos brincando de esconde e caça?

O som de passos apressados e galhos quebrando ecoou ao redor. Um a um, os inimigos começaram a sair das casas destruídas, das sombras e de entre as árvores, formando um círculo em torno do meu grupo. O ar pesado carregava o cheiro de raiva e morte.

Simon permaneceu escondido na mata, quase imperceptível, pronto para atacar.

— Alfa Supremo... — Malik surgiu entre os lobos, sua voz arrastada, carregada de deboche, enquanto exibia um sorriso. — Achei que fosse mais inteligente que isso. Não percebeu que era uma emboscada? — Sua risada ecoou entre os lobos, um som irritante, falso. — E ainda trouxe tão poucos soldados?

"Eu adoro quando eles acham que nos têm nas mãos." Fenrir riu, feroz, sua voz reverberando na minha mente como um trovão. "Alfa, podemos mostrar para esse verme o que é ser caçado de verdade? Posso começar arrancando a língua dele só para ouvir os gritos falharem?"

— Malik... você é mesmo uma desonra para qualquer grupo que se autodenomine Alfa. — Estalei a língua lentamente, analisando cada detalhe do seu corpo, os músculos tensos, o peito arfando. Meu olhar o atravessou com desprezo. — Já não te disse que quantidade não significa força?

— Você me superestima demais, Supremo. — Ele rosnou, os dentes expostos, tentando manter uma postura de intimidação. — Mas isso acaba hoje.

— Hum... é mesmo? — Inclinei a cabeça de lado, deixando meu pescoço estalar. — Está tão ansioso assim para morrer?

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