POV: DAIMON
"Mas quero que o faça implorar primeiro. Vamos brincar mais um pouco antes de matar."
— O que... o que estão fazendo aí parados...? — Malik gaguejou, revirando os olhos, o pavor estampado no rosto. — Ataquem o Supremo!
Os lobos ao redor hesitaram por uma fração de segundo, mas o comando os fez avançar. Vi os corpos vindo na minha direção como uma onda de carne e dentes. Meus soldados derrubaram alguns com rapidez, porém outros investiram direto contra mim.
— Covarde desprezível. — Soltei um riso frio, exibindo as presas. — Não há honra em uma luta entre homens?
Com um giro brutal, joguei Malik contra o primeiro inimigo que ousou se aproximar. O impacto foi tão forte que os dois caíram no chão em um amontoado de gemidos e sangue.
Antes que Malik pudesse se levantar, avancei. Saltei sobre os corpos e estendi minhas garras, rasgando gargantas, dilacerando jugulares com uma velocidade que fazia o sangue espirrar quente em minha pele. Os gritos dos lobos soavam abafados quando seus pescoços se rompiam sob minha força.
— Um a menos. — Rosnei, puxando um dos inimigos pelo maxilar e torcendo a cabeça até ouvir o estalo seco do osso quebrando.
"Isso... quero mais! Vamos cortar esses desgraçados em pedaços até o chão ficar coberto de sangue." Fenrir rugiu dentro de mim, vibrando com cada morte. "Arranca o coração desse verme e esfrega na cara do Malik antes de esmagá-lo!"
Agarrei Malik pelos pés, minhas garras se cravando fundo em seus tornozelos até atravessar carne e ossos. O som do osso se partindo me trouxe uma satisfação animalesca.
— Aí, desgraçado! — Malik rugiu de dor, o rosto contorcido. — Me solta, maldito!
— Está com dor? — Inclinei a cabeça, meu sorriso era puro escárnio. — Ainda nem comecei.
"Quero ouvir ele implorar, Alfa. Vamos fazê-lo gritar até perder a voz." Fenrir rosnou, excitado, batendo suas garras contra a minha mente. "Arranca cada pedaço, devagar. Faz ele engolir a própria carne!"
— É só isso que você tem para me oferecer? — Franzi os lábios com desprezo, minha voz saindo baixa, mas carregada de pura ameaça.
"Como eu disse... ele não vale nem o ar que respira." Fenrir bufou com impaciência, o som quase uma risada cruel. "Mas não o mate rápido demais. Lembre-se: Airys sofreu nas mãos desse verme."
— Me... me perdoe, Supremo... — Malik gaguejou, a voz trêmula e fraca, enquanto se arrastava para trás, os olhos arregalados e o corpo coberto de sangue. — Raiker... Raiker nos ameaçou.
A cada palavra dele, minha raiva crescia. Meus passos eram lentos, pesados, e cada um parecia apertar ainda mais a corda invisível do terror em sua garganta.
— Raiker te obrigou a matar inocentes? — Minha voz saiu em um rugido profundo, vibrando como um trovão. — Te obrigou a massacrar filhotes?

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