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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 413

POV: AIRYS

— Daimon... você me feriu? — Minha voz saiu falha, quase um grito sufocado, enquanto olhava incrédula para o sangue escorrendo do meu braço. As marcas das garras dele ardiam, mas a dor física era pequena comparada ao golpe que senti na alma ao ver o homem que amo me machucar.

As contrações voltaram com força, arrancando um gemido trêmulo da minha garganta. Ficar de pé estava se tornando um tormento. As pernas pareciam não responder, o corpo inteiro queria se curvar, ceder, cair em posição fetal. Cada onda de dor vinha como se meu corpo estivesse sendo dilacerado por dentro.

Mas eu não podia ceder. Respirei fundo, arfando, tentando manter a coluna ereta enquanto lágrimas escorriam misturadas ao suor.

— Eu preciso suportar... — Murmurei para mim mesma, o peito subindo e descendo em desespero. — Preciso proteger minha família... preciso trazer o Daimon de volta.

“Não desiste agora, Airys. Aguenta.” A voz de Rielly, soou dentro de mim, firme e feroz. “Ele está perdido na maldição, mas ele ainda é nosso. Luta por ele. Luta pelos nossos filhos.”

Fechei os olhos por um instante, sentindo o mundo girar, as dores cortando minha respiração.

— Que droga, Alfa... Por que tinha que sair do círculo? — Rosnei, arfando entre os dentes, sentindo o gosto metálico do sangue na boca. — Vira-lata teimoso!

“Não é hora para isso, Airys. Nosso bebê está em sofrimento e o inimigo está cada vez mais perto.” Rielly ergueu o focinho, os pelos eriçados, rosnando hostil em direção a Raiker. “O desgraçado veio com o propósito de nos destruir. E o Daimon... ele se tornou um perigo para nós.”

Meu coração apertou, o suor escorrendo pela testa enquanto olhava para Daimon, completamente fora de si. Os olhos dele estavam sombrios, e cada passo que dava parecia que ele não me reconhecia mais.

— Daimon... olha para mim! — Arfei, sentindo o corpo tremer, não sabia se de medo ou da dor das contrações que vinham cada vez mais fortes. — Sou eu... você precisa voltar.

— Que situação patética, irmãozinho. — A voz do lobo negro rompeu o caos. Ele se aproximou devagar, os olhos brilhando de prazer enquanto rondava ao nosso redor, cada passo pesado e ameaçador. A saliva escorria de suas presas, pingando na neve suja de sangue. — Olhe para você... completamente engolido pela escuridão, incapaz de proteger a própria Luna... e agora a ferindo com essas garras imundas. Igualzinho ao nosso pai.

Ele riu de forma cruel, um som grave e distorcido, que fez cada pelo do meu corpo se arrepiar.

— Raiker, seu maldito... — Rosnei, sentindo minha voz falhar pela mistura de raiva e dor. Meu braço sangrava e latejava, mas isso não era nada comparado ao desespero de ver Daimon perdido dentro da própria mente, com os olhos tomados pela maldição.

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