POV: ALEC
— Mas ele é só o meu irmãozinho... — Murmurei baixinho, apertando as mãos no colo. — Não é justo com ele.
Solucei baixinho, sentindo a garganta arder.
— Eu não entendo, Deusa... — Murmurei com a voz trêmula, abaixando a cabeça. — A mamãe disse que você quer me levar embora... e que por isso não salva meu irmãozinho.
A loba ficou em silêncio, como se as palavras tivessem pesado até para ela. Virou o focinho para o céu, os olhos dourados parecendo brilhar mais forte.
— Alec, por que veio até aqui me chamar? — Perguntou, sem desviar o olhar da Lua.
Arrastei os joelhos para o lado, devagar, até encostar minha cabeça no pelo branco dela, que era tão macio e quente. A loba ficou surpresa, me olhou de canto e então roçou a cabeça nos meus cabelos, como se quisesse me acalmar.
— Seu coração é puro e bondoso, pequena. — Disse ela, quase em um sussurro.
— Eu não quero perder meu irmãozinho... — Minha voz saiu baixinha, mas firme, enquanto apertava os punhos para não chorar ainda mais. — Ele sempre me protegeu, agora é a minha vez de proteger ele. — Levantei o rosto, encarando os olhos dourados e prateados da Deusa. — Eu vou com você... Mas, por favor... por favorzinho, devolva a vida do meu irmão. Faz ele viver, sorrir de novo...
A loba branca inclinou a cabeça, me observando em silêncio.
— Pequena... Você tem ideia do que está dizendo? — A voz dela soou calma, mas com algo pesado por trás. — Se eu a levar, não haverá volta. Você estará se entregando a mim, como um pacto, para sempre.
— Eu ouvi você falar para a mamãe: uma vida pela outra. — Murmurei baixinho, apertando os dedos nervosa. — Pode levar a minha vida... mas, por favor, salva a do meu irmão.
— Que assim seja. — A voz da Deusa soou calma, mas firme. Ela deu alguns passos para trás e, diante de mim, seu corpo começou a mudar. A loba branca sumiu, e no lugar apareceu uma mulher alta, com fios longos e prateados que caíam como seda, e olhos dourados que brilhavam como se soubessem de todos os segredos do mundo. Ela estendeu a mão para mim. Suas unhas eram grandes e afiadas, mas, quando toquei a mão dela, não senti dor, só um frio estranho que fez meu corpo estremecer. — Vamos?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO