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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 434

POV: ORION

Ela mordeu os lábios nervosa, uma lágrima escorreu de seu rosto, grunhir angustiado em, a ver tão triste, encostei a cabeça em seu ombro inalando o cheiro protetor da mamãe, Theron choramingou, se deitando em seu colo.

— Excesso de bondade é perigoso… — A voz da mamãe saiu baixa, mas firme, como se segurasse cada palavra para não deixar transbordar o que sentia. — Tira de nós pessoas importantes… insubstituíveis. — Seus olhos pousaram nos nossos, cheios de amor e dor ao mesmo tempo. — Posso suportar qualquer dor física… qualquer ferida… desde que nenhuma atinja vocês.

Senti um aperto forte no peito.

— Por isso, meus amores… — ela continuou acariciando nossas mãos devagar com os polegares — preciso ser dura quando necessário. Forte. Impiedosa, se for preciso. Porque nada, absolutamente nada, é mais importante do que manter vocês seguros.

Ela se inclinou e depositou um beijo demorado na nossa bochecha, primeiro na do Theron, depois na minha. Seu toque era suave, mas o calor que deixou na pele me arrepiou inteiro. O cheiro dela me envolveu. Quente. Familiar. Mas, de repente… algo mudou. Uma leve oscilação, um cheiro mais denso e tenso, e isso me fez inclinar a cabeça de lado, atento.

— Não vai embora ainda, mamãe... — murmurou Theron, quase sem voz.

Ela não respondeu. Apenas nos apertou mais uma vez, depois se afastou devagar.

— Preciso resolver algumas coisas, volto logo. — disse com um meio sorriso, mas seus olhos… eles diziam outra coisa.

Ela deu dois passos em direção à porta.

Não pensei. Corri atrás.

Segurei sua mão com força, o medo me sufocando.

— Mãe... — minha voz saiu baixa, embargada, quase sem força. — Não precisa fazer isso... Eu sei que você não quer... — engoli em seco, tentando controlar o tremor na minha boca. — Não quero te perder também...

Ela se ajoelhou devagar à minha frente, os olhos fixos nos meus. Sorriu com tanta doçura que aquilo me fez estremecer. O sorriso dela era bonito..., mas também triste.

— Ei? — sussurrou, tocando suavemente a ponta do meu nariz com o dedo. Um gesto tão simples, mas que me fez arfar baixinho. — Sou eu que me preocupo aqui, rapazinho...

Os olhos dela brilhavam. Não era só orgulho. Era medo também. Amor. E aquela mistura doía.

— Jamais vão me perder, está bem? — Ela segurou meu rosto entre as mãos com tanto carinho que meu corpo inteiro se arrepiou. — Não se preocupe comigo, meu pequeno guerreiro... Eu sei exatamente o que estou fazendo.

Mamãe beijou minha testa com carinho. Fechei os olhos e senti o calor do beijo dela, mesmo que tenha sido rápido. Doeu um pouco por dentro. Como se ela estivesse dizendo algo sem palavras.

Ela se levantou devagar e foi até a porta. O jeito que caminhava era firme, mas eu sabia que por dentro ela estava com medo. O cheiro dela tinha mudado. Não era só coragem… era preocupação. Angústia.

Quando ela saiu e fechou a porta, o quarto ficou silencioso demais.

Eu fiquei parado, olhando para o nada, sentindo meu peito apertar. Meus olhos começaram a arder, mas engoli o choro. Mordi o lábio e respirei fundo.

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