POV: SAVANNA
— Savanna? — Jasper me alcançou rápido, a mão firme prendendo meu pulso. — Você não precisa fazer isso, é arriscado.
Arqueei uma sobrancelha, sentindo o toque quente dele que me prendeu no lugar.
— Tem tão pouca fé assim em mim? — provoquei, deixando um sorriso curto escapar.
Me virei de frente para ele, hesitando por um segundo antes de abrir sua mão e pressionar a minha contra a dele. Entrelaçamos os dedos, e o calor subiu pelo meu braço como se ele fosse capaz de me ancorar ali.
— Eu quero viver essa tal segunda chance que você mencionou. — Minha voz saiu firme, mas o coração acelerava no peito. — Mas, para isso… preciso encerrar o elo com Raiker. E isso só acontece se ele morrer.
"Então vamos matar ele." a voz da loba ecoou firme na minha mente, impaciente. "Chega de hesitar."
O olhar de Jasper baixou para nossas mãos unidas antes de voltar para o meu rosto, estreitando os olhos, a mandíbula marcada pela tensão.
— Ele vai te matar por ter fugido. — O tom dele soou firme, mas o olhar amendoado carregava um lampejo de medo que ele não conseguiu esconder. — Não suporto a ideia...
Arqueei uma sobrancelha, firme.
— Eu tenho por quem voltar e lutar. — Respondi sem hesitar.
Dei um passo à frente, o espaço entre nós desapareceu. A mão livre dele deslizou pela minha cintura, firme, me puxando até que nossos corpos se tocaram. Senti o calor dele subir pelo meu ventre, o coração acelerando.
Nossas testas se encostaram. Minha respiração se misturou à dele, curta, carregada.
— Eu vou voltar. — repeti, sentindo o peso da promessa.
Jasper soltou um suspiro que roçou minha pele, os dedos apertando minha cintura com mais força, como se não quisesse me soltar. O olhar dele prendeu o meu, intenso demais para permitir que eu recuasse.
— Ficarei próximo, nas redondezas para garantir isso. — Ele falou baixo, a voz arrastada, erguendo o rosto até nossos lábios quase se tocarem. — Você não vai estar sozinha.
— Não! — Rosnei, firme, sentindo o calor subir pelo corpo. O olhar dele se fechou de imediato. — Raiker tem um excelente olfato, como a do Supremo. Com meu retorno, ele já estará desconfiado. Vai perceber sua presença... e isso pode arruinar tudo.
A tensão entre nós aumentou. Senti meus ombros enrijecerem, minha respiração acelerada.
— Eu posso lidar com ele sozinha. — Completei, sustentando seu olhar, mesmo com a mão dele ainda próxima à minha cintura, o toque quente e firme me distraindo mais do que deveria.
— Mas que droga, para com essa teimosia... — O tom dele veio carregado de frustração e um rosnado baixo. — Não pode esperar que eu fique parado vendo você ir para as garras daquele maldito sem fazer nada.

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