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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 11

Na manhã seguinte, quando Luana abriu os olhos, o aroma de café recém-passado já tomava conta da cozinha. A empregada se movia de um lado para o outro, preparando o desjejum com cuidado.

Ricardo não havia voltado para casa na noite anterior, disso ela tinha certeza. No fundo, não era difícil imaginar onde ele havia passado a noite. Provavelmente junto daquela mulher e do filho dela.

Puxando a cadeira, Luana se sentou à mesa. Ainda não tinha dado o primeiro gole no café quando o celular começou a tocar. O nome "Agatha" apareceu na tela.

Do outro lado, a voz trêmula de sua mãe veio acompanhada de soluços:

— Luana, sei que você está sofrendo nessa família rica... mas desta vez, pelo amor de Deus, ajuda o Luiz, vai?

Aquelas palavras "sei que você está sofrendo nessa família rica" acertaram em cheio o ponto mais sensível de Luana, a ferida que ela mantinha escondida.

Sua mãe sabia muito bem de tudo o que ela passava. Sabia, mas mesmo assim, quando Luana confidenciou que queria se separar de Ricardo, ela não ficou ao lado da filha.

Com a mão apertando o garfo, a voz de Luana saiu baixa e rouca:

— Já falei com o Ricardo ontem à noite.

Não era por Luiz, nem por sua mãe. Dessa vez, era por si.

— E o que ele disse? — A pergunta veio rápida, com ansiedade.

— Que falaria sobre isso outro dia. — Luana respondeu, repetindo as palavras de Ricardo sem tirar nem pôr.

— Eu sabia, minha filha! Sabia que você não ia ficar de braços cruzados. — Agatha interrompeu, o alívio transparecendo na voz. — Fica tranquila, assim que resolvermos essa situação do Luiz, prometo que não vou mais te pedir nada.

Antes que Luana pudesse responder, ela encerrou a ligação às pressas, como se tivesse medo de que a filha mudasse de ideia e se recusasse a ajudar.

Luana permaneceu imóvel por alguns segundos, olhando para o celular sobre a mesa. Então, suspirou, largou o aparelho ao lado do prato e continuou o café da manhã como se nada tivesse acontecido.

...

No começo da tarde, Luana voltou ao hospital. Assim que as portas do elevador se abriram, seus olhos encontraram uma cena que lhe fez contrair o maxilar.

Vanessa estava no balcão da enfermagem, cercada por várias enfermeiras, todas sorrindo e comentando animadas. Na bancada, viam-se pequenos embrulhos delicados.

— Sra. Vanessa, o Sr. Ricardo trata mesmo a senhora como uma princesa! — Disse uma delas, admirada.

— É verdade! A gente achou que o romantismo dele fosse só com a senhora, e olha só, até a gente ganhou presente. Será que não estamos sendo obrigadas a engolir o açúcar desse casal? — Brincou outra, causando risos.

Segurando um batom caro, Vanessa exibia um brilho satisfeito no olhar. Mas, ao virar a cabeça, avistou Luana e interrompeu o que estava prestes a dizer. Pegando um dos embrulhos que restavam, caminhou até ela com um sorriso cordial.

— Dra. Luana, isso é só uma lembrancinha. Todos do corpo de saúde estão recebendo, este é o seu.

— Que bom. Ele está cumprindo bem o papel de pai dessa criança.

Foi então que Vanessa percebeu o mal-entendido. Luana estava convencida de que Ricardo era o pai de Leo. Era uma informação valiosa, e ela não fez questão de corrigir.

Pelo contrário, Vanessa reforçou:

— Sim. Ele, inclusive, está pretendendo registrar o Leo oficialmente.

O choque gelou o semblante de Luana. Registrar oficialmente? Então ele pretendia mesmo reconhecer o menino como filho?

Uma enfermeira apareceu na porta, chamando Vanessa para atender um paciente. Antes de sair, ela lançou um último olhar para Luana, tentando captar a menor expressão que denunciasse seus pensamentos.

— Desculpe, Dra. Luana, vou voltar ao trabalho.

Saiu com passos leves. O brilho satisfeito em seus olhos era impossível de disfarçar.

Luana, lentamente, relaxou os punhos cerrados. Respirou profundamente e, depois de alguns segundos, um sorriso irônico despontou em seus lábios.

Se ele queria assumir aquela criança, para ela não fazia a menor diferença.

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