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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 112

O rosto de Ricardo escureceu de repente diante da reação dela. Segurou-a pelo braço com força e a puxou de volta, a voz carregada de tensão, como se fosse um ultimato:

— Luana, o que você quer dizer com isso?

Ela tremia no aperto dele, os lábios quase sem cor, denunciando o medo e o desconforto.

— Eu... eu não estou me sentindo bem... — Ela murmurou, tentando escapar da intensidade do olhar dele.

Os olhos de Ricardo se estreitaram, como lâminas afiadas que queriam penetrar até o fundo da alma dela. O tom saiu mais gelado ainda:

— Não está se sentindo bem ou não quer?

Havia algum tempo, Luana já evitava o toque dele. No começo, ele achou que fosse apenas birra ou manha, mas agora estava claro que era algo mais profundo.

Ela levantou o rosto devagar, o olhar apagado e vazio, como o de uma marionete sem vida.

— Ricardo, sou uma pessoa. Tenho carne, sangue, sentimentos. Eu não sou sua ferramenta. Você não me ama. Agora que a Vanessa voltou, não precisa mais se forçar a me tocar. Certo?

Por um instante, Ricardo pareceu entender cada palavra, mas escolheu não responder. Em vez disso, segurou a nuca dela e a puxou para perto, a respiração dele batendo contra o rosto dela.

— Então você não está disposta?

Ela respirou fundo, virou o rosto com firmeza e disse:

— Não. Eu não estou.

Ricardo soltou uma risada seca, cheia de desdém.

— Vai estar.

Largou-a sem mais explicações, pegou o casaco largado no pé da cama e saiu do quarto. O barulho da porta se fechando deixou para trás um silêncio sufocante, pesado, junto da solidão que se abateu sobre ela.

...

Na manhã seguinte, o celular de Luana tocou sem parar. Meio sonolenta, atendeu sem olhar o visor, mas a voz furiosa de Douglas a despertou como um soco.

— Luana, o que você fez dessa vez? Por que o Ricardo proibiu a gente de ver o Luiz?!

Ela se endireitou na cama, o coração acelerando.

— Como é que é?

— Fomos ao hospital visitar o Luiz e a segurança não deixou a gente entrar! Disseram que foi ordem direta do Ricardo! — Douglas gritava, a indignação transbordando. — Ele deixou o Luiz ser tratado no hospital dele, e agora de repente barra nossas visitas? O que você aprontou para deixá-lo irritado? Você sabe a condição do Luiz! Não dava para engolir o orgulho por causa dele? Foi por sua culpa que ele acabou desse jeito. Vai mesmo deixar o garoto condenado a uma cama para o resto da vida?

Cada palavra era uma lâmina cravando no peito dela. Antes que conseguisse explicar, Douglas desligou na cara dela.

Luana ficou paralisada, olhando para o nada, como se tivesse dado um soco no vazio, impotente, sem lugar para descarregar a dor.

...

No carro a caminho do Grupo Ferraz, Fernanda ajustou o retrovisor e observou o homem frio e imponente sentado no banco traseiro. Sua voz saiu baixa, mas firme:

— O Bruno andou se envolvendo com gente suspeita. No dia anterior ao ocorrido, alguém o procurou na delegacia.

Ricardo respondeu apenas com um som grave, sem emoção:

— Descobriu quem?

Fazia tanto tempo que não ia que todas as funcionárias já eram novas.

— A senhora tem horário marcado? — Perguntou a moça, educada.

— Não. — Luana respondeu rápido. — Mas pode avisar a senhorita Fernanda que a Luana está aqui. Ela vai entender.

Antes que a recepcionista pudesse responder, uma mulher de maquiagem carregada se aproximou, falando pelo rádio.

— Quem é que está procurando quem?

— Senhorita Mariana, essa moça quer falar com o senhor Ricardo, mas não tem hora marcada... — Explicou a recepcionista.

Mariana lançou um olhar de cima a baixo em Luana, carregado de desdém. Para ela, era óbvio que Ricardo tinha uma noiva, mas sempre surgia alguma atrevida tentando chamar a atenção dele.

— Agora qualquer uma acha que pode entrar aqui e ver o senhor Ricardo? Isso aqui é o Grupo Ferraz, não uma feira. Ele não recebe qualquer pessoa.

Luana não respondeu, apenas se virou para sair.

Mas a voz ácida da gerente cortou o ar atrás dela:

— Está vendo? Hoje em dia qualquer mulher com um rostinho bonito acha que pode se vender para entrar numa empresa grande. Abre o olho, porque se a noiva dele descobrir, é você quem vai para rua primeiro!

O corpo de Luana congelou por instinto. Ela não queria bater boca, mas aquelas palavras eram veneno demais para deixar passar.

Girou nos calcanhares, voltou até o balcão e jogou a bolsa com força sobre a mesa, com o olhar firme, gelado.

— Repete o que você disse.

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