Na manhã seguinte, Luana saiu do quarto com passos arrastados e encontrou Maria na sala de jantar.
A empregada recolhia os restos do jantar da noite anterior, jogando tudo fora com um semblante carregado de desapontamento.
— Que desperdício! — Maria resmungava enquanto esvaziava os pratos. — Um jantar tão caprichado e ninguém sequer tocou. Nesse calor, estraga tudo em poucas horas...
As palavras bateram fundo em Luana. A lembrança lhe veio nítida. Ela havia preparado aquela refeição com as próprias mãos, havia chegado a enviar mensagem para Ricardo, mas ele não voltou. A indiferença dele doía, e era óbvio que o que havia acontecido na noite anterior ainda o incomodava.
— Senhora, já acordou? — Maria ergueu a cabeça, segurando uma travessa pesada. Seus olhos brilharam com hesitação antes de comentar. — Esse jantar...
Luana forçou um sorriso, tentando esconder a mágoa.
— Fui eu que fiz. Achei que ele voltaria para comer.
Percebendo o desconforto, Maria se apressou em mudar o tom e lançou um comentário leve, quase brincalhão:
— O patrão deve ter se enrolado nos compromissos.
Como se quisesse aliviar o clima, acrescentou com um sorriso:
— A senhora não quer preparar o café da manhã pra ele? Antigamente sempre arrumava tudo com tanto cuidado... ele adorava.
Luana respirou fundo, com o coração apertado. No entanto, acabou concordando com um aceno breve. Preparou um café simples, organizou cada item numa marmita arrumada e seguiu para o Grupo Ferraz.
Diferente do dia anterior, dessa vez os rostos da recepção a reconheceram imediatamente. Assim que a viram, os sorrisos apareceram.
— Veio procurar o senhor Ricardo? — Perguntou uma das atendentes, simpática.
Luana pousou a marmita sobre o balcão com calma e respondeu em tom neutro:
— Entregue, por favor, à senhorita Fernanda.
A funcionária piscou, surpresa com a escolha, mas assentiu sem discutir.
Pouco depois, a marmita estava nas mãos de Fernanda. Ao ver o embrulho, a secretária estranhou. Luana, trazendo-a comida? Logo, porém, deduziu que só poderia ser para Ricardo. Ainda assim, não deixou de achar curioso. Estaria ela mudando de atitude?
Com passos firmes, levou a refeição até o escritório dele.
Ricardo estava de costas, junto à janela, finalizando uma ligação. Assim que desligou, voltou-se para ela.
— Senhor Ricardo, o café da manhã que a senhora Luana mandou. — A voz de Fernanda soou neutra, mas atenta.
O olhar dele pousou sobre a marmita. Os olhos se estreitaram, silenciosos. Na noite anterior, era o jantar. Agora, o café. Era um gesto familiar, parecido com tantos outros do passado, mas dessa vez carregava um peso diferente. Estava claro que ela lutava por Luiz.
— Deixe aí. — A ordem saiu breve, mas havia firmeza na voz.
Fernanda colocou a marmita sobre a mesa. Naquele instante, um chamado alegre ecoou do corredor:
— Ricardo!
Leonardo entrou correndo, ainda com as pernas um pouco trôpegas, mas estampando uma felicidade contagiante no rosto. Vanessa vinha logo atrás, carregando a mochila dele.
Ricardo franziu a testa e segurou o menino antes que caísse.
— Você não estava com o joelho machucado? Por que tá correndo desse jeito?
— Mas já não dói mais! — Leo abriu um sorriso largo, cheio de orgulho. — Consigo andar direitinho!
Vanessa interveio com voz suave, depositando a mochila na poltrona ao lado:
— É meu café. Só deixei na mesa do senhor Ricardo. Se você quiser comer, prepare outro.
Ela lançou um olhar frio para Vanessa e saiu do escritório sem se prolongar.
Vanessa mordeu o lábio, o rancor queimando por dentro.
"Essa mulher pensa que, por ser secretária dele, pode me desafiar? Quando eu for a senhora Ferraz, você vai pagar caro."
...
Enquanto isso, Luana chegava ao hospital particular. Como já esperava, foi barrada na porta do quarto de Luiz.
— Senhora, não nos coloque contra a parede. — Disse o segurança, constrangido. — Foram ordens do senhor Ricardo.
— Ele está sendo bem cuidado? — Perguntou Luana, firme, mas com a voz carregada de preocupação.
O homem hesitou antes de responder:
— Sim. O senhor Ricardo contratou uma equipe médica só para ele. Não vai faltar nada.
Luana abaixou os olhos em silêncio, os dedos apertando a bolsa junto ao corpo. No fundo, sabia que o tempo corria. Assim que o prazo terminasse, ela iria embora. O divórcio a libertaria do nome Ferraz, e por não ser filha biológica da família Freitas, Ricardo não teria mais como usar Luiz contra eles.
Mas bastava pensar em Agatha para o coração apertar ainda mais.
Com mãos trêmulas, ela pegou o celular, respirou fundo e enviou uma mensagem curta, apenas para tranquilizá-la.
Logo em seguida, a tela do celular se iluminou com uma nova notificação. Era uma mensagem enviada ao grupo interno do hospital trazia uma foto de Ricardo, Vanessa e Leonardo, os três sorrindo lado a lado no parque de diversões.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...