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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 127

Agatha ficou paralisada, a mente demorando alguns segundos para processar a cena diante dela. Nesse instante, Vitor apareceu no corredor acompanhado de alguns enfermeiros, ofegante.

— Senhora! — Chamou ele, com a voz tensa.

Os enfermeiros se apressaram em separá-las, mas a Sra. Souza resistia, agitada.

— Quero minha menininha! — Ela gritava, tentando se soltar com força surpreendente.

— Aqui, aqui está! — Vitor agarrou rapidamente a boneca que trazia e a mostrou para ela, quase desesperado.

Assim que a velha senhora viu o brinquedo, parou de resistir e agarrou a boneca contra o peito; os olhos marejaram e a voz tremeu num sussurro terno:

— Não chora, meu amor... mamãe está aqui, está aqui...

Vitor enxugou o suor da testa, o coração ainda acelerado. Por pouco, um escândalo no hospital teria acabado com sua carreira. Virou-se para Agatha, que ainda parecia em choque, e disse com pressa:

— Me desculpe, minha patroa te assustou. Está tudo bem?

Ela piscou algumas vezes, voltando a si.

— Está sim... não foi nada.

— Ainda bem. — Vitor soltou o ar, aliviado, e se voltou para os enfermeiros. — Levem a senhora de volta para o quarto.

Com muito cuidado, conseguiram convencer a Sra. Souza a acompanhá-los. Ela entrou no elevador abraçada à boneca, murmurando palavras suaves como se acalmasse uma criança real. Mesmo depois que a porta se fechou, Agatha continuou ali, o corpo rígido, o coração descompassado.

Pouco tempo depois, Douglas apareceu no corredor, irritado.

— Você não ia só pegar água quente? Que tanto tempo é esse?

Ela não respondeu.

— Ei, o que foi? — Douglas insistiu, aproximando-se.

— Douglas... — Agatha murmurou, os olhos ainda perdidos. — Vi uma mulher.

Ele revirou os olhos.

— E daí? Qual mulher? Volta logo, o Luiz está precisando tomar banho.

— Ela parecia com a Luana. — A voz dela era quase um sussurro. — Você acha que pode ser a mãe biológica dela?

Se Luana conseguisse encontrar os pais biológicos, ela certamente ficaria feliz. Ainda assim, após tê-la criado por mais de vinte anos, era impossível fingir indiferença, pois mesmo que o carinho dedicado à menina nunca tivesse sido tão intenso quanto aquele reservado ao próprio filho, existia entre elas um vínculo verdadeiro, construído ao longo dos anos.

Douglas bufou sem paciência:

— Ah, Agatha, para com isso. Só porque se parece um pouco, já vai achar que é parente? O mundo está cheio de gente parecida.

Então, pegou a bacia da mão dela e saiu andando.

Ao fundo, ouviu-se a risada de uma mulher.

— Está rindo do quê? — Resmungou ele. — Não é para vocês, é para ela!

Luana teve que segurar o riso antes de responder:

— Certo. Então combinado. Até mais.

— Fechado, me manda endereço depois.

Ela desligou e o elevador se fechou diante dela.

...

Às sete da noite, o restaurante já estava preparado. Luana chegou cedo, escolheu uma mesa discreta e esperou. Pouco tempo depois, Bernardo apareceu no saguão; o olhar dele varreu o ambiente até a encontrar e então sorriu, caminhando em sua direção com o mesmo ar despreocupado de sempre.

Usava uma camisa florida por num blazer branco. Em outro homem, talvez parecesse cafona, mas nele funcionava. Era moderno, charmoso e cheio de personalidade. Talvez fosse o rosto bonito ou o jeito leve de se mover, como se o mundo girasse no ritmo dele. Se estivesse na televisão, faria sucesso sem esforço.

— Oi! — Disse ele, inclinando-se sobre a mesa, perto demais. — Aconteceu alguma coisa? Está me encarando assim por quê? Tenho algo no rosto?

Luana piscou, voltando à realidade, e balançou a cabeça com um leve sorriso envergonhado.

— Nada não. — Ela respondeu, pegando o cardápio para disfarçar o constrangimento.

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