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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 128

A noite já havia tomado conta da cidade e a luz morna do restaurante se espalhava pelo vidro como uma névoa dourada, misturando-se aos tons frios da rua. Parecia que o mundo inteiro tinha ganhado um filtro suave, quente e distante ao mesmo tempo.

O jantar terminava aos poucos. Luana chamou o garçom e pediu a conta. Com os dedos entrelaçados sob o queixo, Bernardo sorriu satisfeito.

— Viu só? Cumpri a promessa. Dessa vez foi você quem pagou.

— Finalmente minha consciência pode descansar em paz. — Luana soltou uma risada.

Os dois saíram do restaurante lado a lado. Bernardo, como sempre, foi rápido em abrir a porta para ela.

— Obrigada. — Disse ela, com um sorriso educado.

Ele caminhava um passo atrás, olhando o celular enquanto perguntava:

— Onde você deixou o carro?

— Não tinha vaga. Estacionei ali adiante, no fim da ladeira.

— Eu te acompanho.

Luana se virou para responder, mas nem teve tempo. De repente, uma moto surgiu em alta velocidade na esquina.

— Cuidado!

Bernardo a puxou por instinto e ela caiu contra o peito dele. O vento deixado pela moto cortou o ar, passando tão perto que fez o cabelo dela voar. O coração de Luana disparou e ela ficou imóvel por um instante, até ouvir a voz dele, próxima demais:

— Está tudo bem? Te machucou?

Ela piscou, voltando à realidade, e se afastou rapidamente, o rosto ainda pálido.

— Eu só me assustei. Mas obrigada. Se não fosse você, acho que teria caído.

Bernardo olhou na direção em que a moto havia sumido enquanto comentava:

— Esses moleques acham que são imortais.

— Enfim, já estou perto do carro. — Disse ela, ajeitando a bolsa no ombro. — Pode ir, não precisa me acompanhar.

— Tudo bem, mas só saio daqui quando você entrar no carro. — Ele acenou com a cabeça.

Luana sorriu, balançou a cabeça e seguiu até o veículo. Após entrar e dar partida, olhou pelo retrovisor; ele ainda estava ali, de pé, observando. Quando o carro virou a esquina e sumiu, Bernardo baixou os olhos para o celular, onde uma mensagem nova piscava na tela.

...

— Deixo secar sozinho.

Foi aí que ela percebeu que ele realmente nunca havia usado o secador da casa. Cada vez que ela o guardava, o objeto permanecia exatamente na mesma posição, intacto. Suspirou, entrou no closet e pegou o aparelho. Entregou nas mãos dele sem dizer uma palavra e saiu. O silêncio entre os dois era tão espesso que dava para ouvir o som da água pingando do cabelo dele no chão.

...

Na manhã seguinte, o toque insistente do celular a tirou do sono. Ainda sonolenta, Luana atendeu.

— Sra. Ferraz? — Era a voz do advogado. — Precisamos conversar.

— Agora? — Ela murmurou, ainda meio adormecida.

— Sim. Surgiu um problema sério. Uma foto sua está circulando nas redes.

— Foto? Que foto? — Ela se sentou na cama num pulo.

— Uma imagem da senhora com o Sr. Bernardo. Estão dizendo que é sua traição antes do divórcio ser formalizado. Está entre os assuntos mais comentados e pode comprometer o acordo.

Luana desbloqueou o celular, o coração apertando. Lá estava uma foto tirada de longe, sob a luz amarelada da rua, ela nos braços de Bernardo, o rosto parcialmente virado, o exato momento em que ele a salvara do impacto da moto.

A legenda em letras chamativas dizia: #O rosto da nova namorada do Sr. Bernardo é revelado#

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