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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 248

O comentário de Luana soou como um choque no salão, silenciando até quem já era acostumado com segredos e traições.

Ali, tudo era um jogo de aparência, com casos, filhos fora do casamento e amantes discretos, mas nenhum desses assuntos virava notícia diante de tanta gente. Mesmo quando sabiam da infidelidade dos maridos, as esposas preferiam ignorar para preservar a imagem da família.

Por tudo isso, o que Luana fez parecia coisa de quem perdeu o juízo. Expor aquele segredo diante de todos era como dar um tapa no rosto de Ricardo em público. Ninguém ali teria coragem de enfrentá-lo, muito menos de sair em defesa de Luana.

Nelson tentou quebrar o clima, buscando dar um tom mais leve:

— Senhorita Ferraz é bem-humorada, não é? Só quis brincar com a gente, não foi?

Apesar das tentativas de risos forçados, todos sabiam que aquilo não era brincadeira. Pouco tempo depois, com o salão esvaziando e o clima ainda pesado, Ricardo pousou a taça sobre a mesa e foi até Luana.

— Você sabia da situação do Leonardo. Por que disse aquilo? — Perguntou Ricardo, mantendo a voz baixa.

Luana cruzou os braços, retribuindo o olhar sem desviar.

— Porque é o fato. Se a família Ferraz quer tanto um neto, então que assuma o Leonardo como filho. Assim resolvem logo o problema.

O semblante de Ricardo ficou mais fechado. Luana não recuou e continuou, firme:

— Se tem pena do menino, adota você mesmo. Ele voltaria a ter alguém para chamar de pai.

Ricardo respirou fundo, tentando manter o controle.

— Nunca quis que você pensasse aquelas coisas sobre mim e ele.

Luana soltou um sorriso quase sem vida.

— Não faz diferença. — Endireitou o corpo, olhando ao redor. — Esta festa está insuportável. Vou embora.

Assim que tentou passar, Ricardo segurou seu braço.

— Levo você.

Ela não respondeu, apenas continuou a andar.

Ricardo se despediu rapidamente de Nelson e saiu do salão. Luana caminhava devagar, distraída. Havia provocado Ricardo de propósito, mas o silêncio dele a deixava confusa.

Por um instante, lembrou como ele costumava reagir toda vez que o assunto era Vanessa, ele ficava nervoso, se defendia, atacava, pronto para proteger a mulher. Mas agora, nada.

Tão envolvida nos próprios pensamentos, acabou trombando nas costas dele. Ricardo se virou imediatamente, segurando-a pela cintura para evitar que ela caísse.

Olhou nos olhos dela e disse, com tom sério:

— Sei que você queria me humilhar, Luana. Mas não precisava ir tão longe.

— Coma antes de sair. — Pediu Ricardo, colocando o prato na mesa.

Luana parou diante da travessa, olhando a massa fumegante. Sentou-se e provou um pedaço, sem dizer nada.

Ricardo tirou o avental, sentando-se à frente dela.

— E aí, gostou?

Ela pegou o copo de água, tomou um gole e respondeu:

— Aprendeu a cozinhar assim por causa da Vanessa, não foi?

O sorriso de Ricardo desapareceu imediatamente.

Luana continuou, fria:

— Eu já falei que não gosto de comida doce. Mas claro, você lembra do gosto da dona Vanessa, não do meu.

Deixou o garfo de lado, limpou as mãos com o guardanapo e não tocou mais na comida.

Ricardo ficou alguns segundos imóvel, olhando o prato e então se levantou. Sem dizer uma palavra, pegou a travessa e jogou tudo no lixo.

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