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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 249

Luana ficou alguns segundos parada, surpresa pela atitude de Ricardo. Ele, no entanto, apenas esboçou um sorriso contido e falou com aquela serenidade que parecia nunca se alterar:

— Você prefere sabores mais suaves, não é? Posso preparar outra coisa para você, se quiser.

Sem esperar resposta, Ricardo seguiu para a cozinha, calmamente.

Luana apertou as mãos e se levantou numa reação rápida, gritando sem esconder o incômodo:

— Ricardo, eu não quero café da manhã feito por você! Não precisa preparar nada para mim!

Ricardo parou no meio do caminho, mas respondeu com o tom indiferente, como se não tivesse escutado as palavras dela de verdade:

— Coma alguma coisa antes de ir trabalhar.

Perdendo o controle, Luana atirou os talheres sobre a mesa, e o som metálico reverberou pela sala.

Imediatamente, Ricardo saiu da cozinha. Vendo os talheres espalhados no chão, aproximou-se sem dizer nada. Segurou as mãos de Luana, olhando com atenção.

— Você se machucou?

O barulho chamou a atenção de Fernanda e dos seguranças, que apareceram preocupados, mas, ao perceberem que não era grave, se retiraram em silêncio.

Luana mordeu o lábio, puxando a mão de volta e evitando encontrar o olhar de Ricardo.

Percebendo o clima, Ricardo falou, agora com um tom rouco, quase vulnerável:

— Se quer descontar a raiva, faça em mim. Só não se machuque.

Luana não discutiu mais e acabou cedendo. Percebeu que, por mais que tentasse enfrentá-lo, ele continuava com a mesma calma, como se nada a atingisse. Então decidiu parar de resistir e queria ver até onde ele seria capaz de suportá-la.

...

Mais tarde, no hospital, Luana recebeu uma ligação de Gustavo. Ele avisou que a equipe de André havia sido incorporada ao projeto de nanoterapia e que, na semana seguinte, todo o grupo viria para Riviera. Gustavo pediu que Luana participasse do evento de boas-vindas.

Mesmo sem ter conversado muito com André, Luana sabia que, com ele no time, o projeto ganharia outra dimensão. Confirmou presença e desligou o telefone.

Quando as portas do elevador se abriram, Luana ergueu o olhar e se deparou com Valentino.

— Professor Valentino. — Cumprimentou Luana, sorrindo de leve, tentando transmitir alguma cordialidade.

Valentino apertou o botão do andar e comentou, sem olhar para ela:

— À tarde, você vai comigo na consulta externa.

— Eu? — Luana apontou para si, um pouco surpresa. — Achei que o Sandro seria seu assistente.

— Ele pegou licença.

— Licença? Ficou doente?

— E você ainda acha ruim? Eu aceitaria sem pensar duas vezes no seu lugar!

— Ah, eu não trocaria. Conversar com ele cansa. Quer fazer um favor e assumir para mim? — Luana brincou, mostrando leveza.

— Deixa pra lá, eu passo. Com o professor Valentino, eu tenho menos assunto ainda. Quando fico na frente dele, simplesmente não sei o que dizer. — Iara balançou a cabeça, fugindo do convite.

De repente, uma voz soou atrás das duas.

— Estou ouvindo, sabia? — Comentou Valentino, já parado ao lado delas.

Luana e Iara se viraram imediatamente, pegas de surpresa pela presença dele.

Iara ficou vermelha, arregalou os olhos e saiu praticamente correndo, tropeçando no próprio pé.

Luana respirou fundo, procurando disfarçar o constrangimento num sorriso forçado.

— Então, professor... Que horas é a consulta?

Valentino se inclinou levemente sem se aproximar demais e respondeu em tom neutro:

— Você tem meu número. Aviso por mensagem.

Antes que Luana pudesse responder, Valentino passou ao lado dela e desapareceu pelo corredor.

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