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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 567

Na hora do almoço, Luana saiu para comer com Liliane. Ao ouvirem os colegas na mesa de trás conversando animadamente sobre o pagamento que acabara de cair, Luana pegou o celular para conferir as notificações do banco.

— Luana, seu salário caiu? — Perguntou Liliane.

Luana tomou um gole de sopa antes de responder com naturalidade:

— Eu abri mão do meu salário pelos próximos seis meses.

— O quê?! — Liliane quase engasgou, olhando para a amiga com incredulidade. — Ele quer que você trabalhe de graça?

— Chama-se contribuição voluntária. — Corrigiu Luana, sorrindo. — O professor Valentino está passando por um momento financeiro bem apertado. Precisamos ser compreensivos.

— Ele? Um herdeiro de segunda geração apertado de grana? — Liliane franziu a testa, mas logo pareceu se lembrar de algo. — Pensando bem, faz sentido. Ele tem frequentado aquelas lanchonetes simples de esquina e usa as mesmas roupas o tempo todo. Eu até cheguei a suspeitar que a família dele tinha falido.

Luana ergueu as sobrancelhas, curiosa.

— Como você sabe que ele frequenta lanchonetes de esquina?

— É que... bem, por coincidência... — Liliane forçou um sorriso amarelo. — Nós moramos no mesmo bairro agora.

— Você encontrou um apartamento?

A garota assentiu, animada.

— Foi o Matias quem achou para mim. O aluguel é mil e quinhentos, quarto e sala, super ajeitadinho.

— Matias é aquele...

— O estagiário universitário que trabalha como assistente do Valentino. Ele é um amor de pessoa.

Luana não recordava o nome, mas sabia quem era o assistente universitário de Valentino. Um rapaz de pele clara, óculos de grau, com uma aparência intelectual e inofensiva. Era, de fato, um estudante que acabara de entrar no mercado de trabalho.

Considerando que Liliane também havia se formado há poucos anos e ainda tinha aquele ar de inocência, os dois deviam ter muito em comum. Além disso, uma garota bonita e vivaz como Liliane certamente não passava despercebida.

Mas Luana achou melhor não se intrometer na vida amorosa da colega e guardou as especulações para si.

...

Em um restaurante de alta gastronomia, reservado exclusivamente para a ocasião, o ambiente era de uma tranquilidade absoluta.

Ricardo estava sentado à mesa próxima à janela, com a postura relaxada. À sua frente, segurando a taça de vinho pela haste com elegância, estava Emanuel.

— O senhor é, de fato, um homem de palavra. O projeto foi aprovado e devo dizer que é uma honra poder colaborar com alguém do seu calibre. Brindo a isso. — Disse Emanuel, erguendo a taça em um gesto de respeito antes de beber todo o conteúdo.

Somente quando Emanuel se retirou é que Ricardo, sem pressa alguma, retirou a máscara que usava e a colocou sobre a mesa.

Aquele Emanuel da família Souza era, sem dúvida, um homem inteligente. Havia deduzido sua identidade, optado por não expô-lo e ainda havia deixado clara sua posição de neutralidade e interesse em aliança. Interessante.

O silêncio foi quebrado pelo toque do celular. Era Fernanda.

— Senhor Ricardo, aconteceu algo com a dona Sofia.

Ao mesmo tempo, em Oeiras.

Ao receberem a notícia de que Sofia havia sido internada na UTI, Alexandre e Amanda correram juntos para o hospital. Pouco depois, chegaram Henrique, Helena e Anabela, num ritmo menos urgente.

Os dois grupos não se cumprimentaram. O ar entre eles era gelado, marcado por um distanciamento palpável.

Assim que o médico saiu da unidade de terapia intensiva, Alexandre avançou, a ansiedade evidente na voz:

— Doutor, como está a minha mãe?

O médico suspirou, com a expressão grave.

— A Sra. Sofia sofreu uma intoxicação medicamentosa. Infelizmente, ela ainda não está fora de perigo.

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