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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 482

— Que coincidência incrível, não é? — Liliane se sentou sem qualquer cerimônia, lançando um olhar rápido e travesso para Valentino antes de continuar com naturalidade. — Eu estava por perto e, por acaso, vi vocês!

Ela fixou os olhos na panela fumegante sobre a mesa, inspirando o aroma com um sorriso guloso.

— Nossa, que cheiro delicioso! Vocês não se importam que eu me junte à mesa, certo?

Luana, pega de surpresa, forçou um sorriso amarelo e olhou para Valentino em busca de socorro. O homem, porém, manteve a expressão impenetrável.

— Você é a anfitriã, você decide. — Disse Valentino com indiferença, recostando-se na cadeira.

— Então... tudo bem.

— Ah, Luana, você é um amor! — Exclamou Liliane, acomodando-se triunfante na cadeira ao lado dela.

Durante a refeição, Luana pediu licença e se levantou para ir ao toalete. Assim que ficaram a sós, a máscara de doçura de Liliane caiu instantaneamente, dando lugar a um olhar de puro desafio e provocação.

— Deve ser horrível ter seus planos arruinados por mim, não é, Sr. Valentino? Imagino o quanto deve estar doendo aí dentro.

Ele soltou uma risada curta e nasalada, sem se abalar.

— Por que eu me sentiria mal? Quem deve estar sofrendo é aquele outro sujeito. Caso contrário, ele não teria mandado você zumbir ao redor da Luana feito uma mosca varejeira.

— Se sou a mosca, você é o quê? Um sa... — Liliane examinou o rosto dele. Ele era bonito demais para ser chamado de sapo. Corrigiu-se de imediato, buscando algo mais ofensivo. — Uma cobra peçonhenta! Um carrapato grudento!

— Interessante. Essas definições se encaixam muito melhor no Ricardo.

— Seu...

Liliane apontou o dedo para ele, furiosa, mas ao perceber que o homem a ignorava completamente e continuava a comer com elegância, trincou os dentes, recolheu a mão e decidiu descontar a raiva na comida, enterrando a cara no prato.

Enquanto isso, no corredor do shopping que levava ao toalete do restaurante, Luana caminhava de volta quando avistou Manuel. Ele vestia roupas casuais e conversava com um homem diante do elevador.

Quando o desconhecido virou o rosto de perfil, os traços angulosos e dolorosamente familiares atingiram Luana como um soco no estômago. Aquela visão, mesmo que fugaz e rápida, foi suficiente para fazer seu coração falhar uma batida.

As portas do elevador se abriram e o homem entrou a passos largos. Manuel permaneceu do lado de fora, observando-o entrar antes de apertar o botão para fechar a porta. Num impulso desesperado, assim que as portas começaram a deslizar, Luana correu.

Ao ouvir os passos apressados, Manuel se virou e arregalou os olhos.

— Sra. Luana?

— Aquele homem... era o Ricardo, não era? Ele está vivo! — Disparou ela, sem fôlego, exigindo uma resposta definitiva enquanto tentava olhar para o mostrador do elevador.

Manuel exibiu uma expressão constrangida e balançou a cabeça devagar.

— Sra. Luana, a senhora deve ter se enganado.

— Eu jamais confundiria aquele rosto! Nem que ele virasse cinzas eu deixaria de reconhecê-lo!

— Aquele não é o Sr. Ricardo. — Afirmou Manuel com firmeza, mas com um tom de pesar. — Sei que é difícil aceitar o que aconteceu, e que a mente nos prega peças, mas... cedo ou tarde, a senhora precisará encarar a realidade.

Manuel, alegando ter assuntos urgentes para resolver, ofereceu apenas aquelas breves palavras de consolo e se retirou rapidamente.

Luana permaneceu ali por um momento, atordoada. Quando retornou à mesa, Valentino notou imediatamente o cansaço em seu semblante e a demora excessiva. Deduziu que algo houvera ocorrido naquele intervalo, mas, respeitando o espaço dela, optou pela discrição e não fez perguntas.

Ao final do jantar, quando Valentino se prontificou a levar Luana para casa, Liliane interceptou a oferta com rapidez felina.

— Levo! — Declarou ela, erguendo o queixo. — Sr. Valentino, não pegaria nada bem você levá-la, concorda?

— E por que motivo eu não seria adequado? — Retrucou ele, erguendo uma sobrancelha.

— Porque eu...

— Meu pai veio me buscar. — Interrompeu Luana, encerrando a disputa. — Agradeço a gentileza dos dois.

Liliane e Valentino trocaram olhares carregados de antipatia mútua, frustrados. Luana, porém, estava alheia à tensão infantil entre eles. Sua mente permanecia presa à imagem daquele homem no elevador.

Seria possível existir alguém tão idêntico a ele neste mundo?

Pouco depois, Danilo buscou a filha. Enquanto o veículo deles se afastava, um carro preto estacionado discretamente nas sombras baixou o vidro lentamente. Sob a luz neon difusa da rua, o perfil do homem oculto se tornou visível por um breve instante, observando o carro de Luana desaparecer no trânsito.

...

Uma semana depois, na noite de Natal, a atmosfera na casa de Luana era acolhedora. Ela e o pai compartilhavam um jantar intimista com um pequeno fondue.

— Presente de Natal. Abra, veja se gosta. — Disse Danilo com um sorriso afetuoso, entregando-lhe um pacote embrulhado em veludo vermelho.

Luana recebeu o presente e, ao abrir, notou o logotipo da Rose de Noël gravado na caixa. Dentro, repousava uma pulseira da coleção "Turquesa e Rosas de Natal". Era uma peça rara, de uma edição que havia se esgotado globalmente há anos.

— Pai, isso é incrível! — Exclamou ela, atônita. — Ainda é possível comprar isso? Achei que fosse impossível de encontrar.

— Se eu quero comprar, eu encontro quem venda. — Riu Danilo, orgulhoso de seu feito. — O que as filhas dessas famílias tradicionais têm, a minha filha também terá.

Capítulo 482 1

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