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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 558

Com as orelhas ardendo, Luana abaixou a cabeça, fingindo estar ocupada para disfarçar a súbita timidez. O céu escurecia gradativamente e as luzes da cidade começavam a acender, envolvendo a metrópole numa aura quente e luminosa, contrastando com o ar frio que soprava.

Tinham passado o dia inteiro caminhando e, agora, a brisa noturna trazia um frescor gélido que atravessava as roupas finas dela. Percebendo o leve tremor em seus ombros, Ricardo despiu o próprio casaco e o acomodou sobre as costas dela com cuidado.

— Cuidado para não pegar um resfriado. — Murmurou ele, com voz grave.

Luana segurou as lapelas do casaco, sentindo o tecido ainda quente pelo corpo dele. O aroma era uma mistura suave de amaciante com aquele perfume amadeirado que ela conhecia tão bem; um cheiro que, por muito tempo, tentou apagar da memória, mas que agora a envolvia completamente.

Aquele gesto a transportou para o passado, lembrando-se da noite em que fora dopada e quase abusada por Vanessa numa armadilha profissional. Naquela ocasião, era Bernardo quem a levava ao hospital, mas Ricardo, movido por um ciúme possessivo e desagradável, também a cobria com seu casaco, irritado apenas por vê-la próxima de outro homem.

Naquele momento, porém, a atmosfera era diferente. Não havia posse no olhar dele, apenas uma preocupação genuína e palpável.

Observando-a, Ricardo pareceu ler os pensamentos que cruzavam a mente dela. O coração dele apertou, uma dor aguda e difusa, como se fosse perfurado por dezenas de pequenas agulhas. A palavra "desculpa" pairou em sua língua, mas ele a engoliu. Parecia um termo fraco demais para apagar as cicatrizes do passado, e ele temia que trazer o assunto à tona quebrasse a frágil paz daquele momento. Sabia que o caminho para o perdão seria longo e árduo.

— Te levo para casa. — Disse ele, desviando o olhar para dar espaço a ela.

Luana apenas assentiu.

Caminharam lado a lado em direção ao estacionamento, o silêncio entre eles confortável, até passarem por uma floricultura. A dona, uma mulher grávida e sorridente, estava na calçada tentando atrair os últimos clientes do dia e, ao ver o casal, seus olhos brilharam.

— Ei, moça! — Chamou ela, com simpatia. — Hoje é Dia dos Namorados. Que tal pedir para seu namorado levar um buquê?

— Dia dos Namorados? — Repetiram os dois em uníssono, entreolhando-se surpresos.

Luana imaginava que ele soubesse, mas a expressão de genuína confusão no rosto de Ricardo dizia o contrário. Ele tossiu, levando a mão à boca para disfarçar o constrangimento, mas seus olhos já percorriam a vitrine, fixando-se nas rosas mais vibrantes da exposição.

— Quero todas as rosas que você tiver na loja. — Declarou ele, voltando-se para a vendedora.

A mulher piscou, atônita.

— Todas?

Luana também estacou, incrédula.

— Sim, todas. — Confirmou Ricardo, já sacando a carteira com decisão. — Aceita cartão, certo?

Recuperando-se do choque, a vendedora assentiu vigorosamente, o sorriso se alargando.

— Claro! Aceitamos sim!

Enquanto a mulher processava o pagamento, Ricardo pegou uma caneta do bolso e anotou um endereço no bloco de notas do balcão.

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