Na manhã seguinte, Luana e Sebastião pararam em frente ao modesto endereço de Olívia.
Antes que Luana pudesse tocar a campainha, Sebastião deu um passo à frente, assumindo a linha de frente para protegê-la.
— Deixe isso comigo, senhora. A mãe dessa menina tem fama de ser encrenqueira e barraqueira.
— A mãe dela pode até não saber de nada, mas, no fim das contas, está no papel de proteger a filha. Não tem problema, eu resolvo. — Luana não recuou e bateu na porta com firmeza.
Pouco tempo depois, uma senhora de cabelos brancos atendeu. Ao dar de cara com dois desconhecidos bem-vestidos no portão, a velhinha piscou, confusa.
— Pois não? Vocês procuram quem?
— Bom dia, por acaso aqui é a casa da Olívia?
A idosa abriu a porta com um sorriso acolhedor e convidou os dois a entrarem sem reservas. Sem cerimônia, caminhou até a porta de um dos quartos e bateu de leve, chamando a neta.
— Querida, acorda que tem visita para você! — Após o aviso, a senhora retornou à sala esbanjando a tradicional hospitalidade brasileira. — Fiquem à vontade, a casa é de vocês. Aceitam um café passado na hora? Tem um bolo de fubá fresquinho que acabei de tirar do forno, venham provar.
A recepção calorosa deixou Luana sem jeito diante da situação delicada.
— Muito obrigada, dona. Não precisa se incomodar, estamos bem.
— Imagina, que incômodo o quê! Visita na nossa casa é bênção. — A idosa abanou as mãos no ar, sorridente. Percebendo a demora da neta, voltou a chamar em voz alta. — Olívia! Sai logo dessa cama, menina!
Após muita enrolação, a adolescente finalmente surgiu no corredor, vestindo roupas amassadas. Ela arrastava os chinelos pela sala, os olhos pesados de sono e preguiça. No entanto, a letargia desapareceu num piscar de olhos assim que ela reconheceu o rosto de Luana.
Luana ofereceu um sorriso brando, mantendo a postura serena.
— Bom dia. Já nos conhecemos, não é?
Olívia desviou o rosto e começou a morder os lábios, trancando-se num silêncio tenso.
— Que modos são esses, Olívia? Os seus amigos vieram te ver, ofereça alguma coisa a eles. — A avó deu uma bronca afetuosa na garota enquanto se sentava no sofá velho para puxar assunto. — Essa menina sempre foi rebelde, sabem? Largou os estudos muito cedo, passou o último ano num emprego que não deu em nada. Agora inverteu o dia pela noite. Fica de madrugada nesses joguinhos de computador e passa o dia roncando. É uma aflição só para o meu coração.
Luana aproveitou a brecha emocional para investigar o ambiente familiar da jovem.
— E os pais dela? Eles não cobram responsabilidade?
Luana trocou um olhar cúmplice com Sebastião. O militar sacou o celular do bolso e deu o play na gravação. O áudio com a confissão clara de Wellington ecoou pela sala silenciosa. A cor fugiu do rosto de Olívia na mesma hora, deixando-a pálida como papel.
— Você é muito nova, Olívia. E tem uma avó que dá a vida por você. — O tom de Luana era firme, mas carregava um aviso carregado de empatia. — Você tem noção de que um escândalo desses não vai destruir apenas o seu futuro, mas também a saúde da sua avó? Você quer mesmo que ela descubra a verdade escandalosa sobre o que você anda fazendo?
A jovem engoliu em seco, os olhos arregalados de pavor.
— Vocês... Vocês vão contar para a minha avó?
— Fique tranquila. Não costumo jogar sujo para destruir famílias. — Luana baixou os olhos, calculando o impacto de cada palavra. — O problema é que eu não posso botar a mão no fogo pelas outras pessoas envolvidas.
Olívia arrancou um pedaço de pele do lábio com os dentes, tremendo. Após uma eternidade de hesitação, os ombros dela cederam, revelando a verdade oculta.
— Conheci o Wellington num jogo online. A gente era... amigo virtual.
O contato dos dois havia começado nos servidores do jogo há cerca de um ano. Embora soubessem que moravam na mesma cidade, a ideia de um encontro presencial nunca tinha sido cogitada por nenhum dos lados. Ela sabia muito bem que Wellington era alguns anos mais velho e trabalhava com tecnologia da informação.
Ela sabia de um detalhe ainda mais íntimo. Sabia que Wellington nutria uma paixão secreta por uma colega de escritório da mesma empresa. O nome da mulher era Joyce.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...