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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 687

Ao ouvir tamanha acusação, Sebastião franziu o cenho, furioso com a audácia da mulher.

— Como você se atreve a falar assim com a...

— Sebastião! — Interrompeu Luana com um gesto suave, antes de voltar a sua atenção para Priscila. — O meu irmão é inocente, e tudo o que estou fazendo é buscar a verdade. Não há nenhuma intenção de prejudicar a sua filha. Aliás, você acredita mesmo que abafar esse caso trará algum benefício para a Olívia? Fui eu quem garantiu que o Wellington terminasse atrás das grades, e conheço em detalhes cada armadilha que ele preparou, inclusive a forma como manipulou a sua filha. Se ele sair impune, que garantia você tem de que ele não voltará a persegui-la?

Luana deu um passo à frente, sua voz assumindo um tom de advertência realista.

— Além disso, se a Olívia não tivesse vindo esclarecer os fatos por iniciativa própria e a polícia descobrisse a farsa por outros caminhos, ela responderia pelo crime de falso testemunho. Nesse cenário, o problema não seria apenas a reputação dela; ter um registro de antecedentes criminais fecharia as portas do mercado de trabalho para o resto da vida.

Priscila emudeceu na mesma hora. Qualquer argumento que estivesse prestes a disparar se esvaziou diante da perspectiva sombria de ver a filha com a ficha suja na polícia.

A garota já havia abandonado os estudos, o que por si só era um desgosto, mas ficar desempregada estava fora de cogitação.

"Eu dependo dela para o meu sustento no futuro! Se ela não arrumar um bom emprego, como é que eu vou me manter?", refletiu Priscila, tomada por uma súbita preocupação financeira.

Ao perceber o silêncio reflexivo da mulher, Luana soube que havia tocado no ponto fraco dela e decidiu selar o acordo.

— Compreendo o seu temor quanto aos comentários alheios. — Continuou Luana, adotando uma postura mais conciliadora. — Por essa razão, garanto que o processo correrá sob segredo de justiça. Nenhuma informação pessoal da Olívia será divulgada à imprensa ou ao público, preservando a identidade dela do início ao fim. Quanto ao futuro profissional, assim que ela completar dezoito anos, assumo o compromisso de garantir uma vaga de trabalho para ela na empresa da minha família. O que acha dessa proposta?

Priscila piscou, atônita com a promessa. Seus olhos examinaram Luana com um interesse renovado, observando a elegância de suas roupas e a presença imponente de Sebastião logo atrás.

"Esta mulher não é uma qualquer. Tem motorista particular e uma postura de quem manda em muita gente...", concluiu ela, pensativa.

— Você está falando sério sobre conseguir um emprego para a minha filha? — Indagou Priscila, com a voz agora desprovida de qualquer hostilidade.

Olívia encarava Luana com os olhos arregalados, incapaz de acreditar no que acabara de ouvir.

Luana abriu a bolsa, retirou um elegante cartão de visitas pertencente a Vinícius e estendeu-o à mulher.

— Este é o contato do meu irmão e os dados da nossa corporação. Caso tenha qualquer dúvida sobre a nossa idoneidade, se sinta à vontade para pesquisar o nome da empresa nos registros comerciais oficiais.

Priscila pegou o papel com cuidado. O relevo dourado e a textura fina já denunciavam o altíssimo padrão do material.

"Nossa, que requinte de cartão...", pensou ela, impressionada. No entanto, ao bater os olhos no endereço impresso, franziu a testa com desapontamento.

— Mas isso fica em Macondo... É muito longe daqui. — Ela murmurou, prestes a reclamar, quando um nome específico chamou sua atenção. — Espere um instante... Grupo Souza? Por acaso é aquele império imobiliário e financeiro de Macondo, a família mais rica do estado?

— Sim, somos nós. — Confirmou Luana, com um meio sorriso discreto.

— Ah, meu Deus, conheço a fama de vocês! É uma das maiores potências do país! — A postura de Priscila mudou de forma radical, e um sorriso bajulador surgiu em seu rosto outrora ranzinza. — Por favor, me perdoe pelo meu comportamento de antes, senhora Luana. Às vezes, o calor do momento me faz dizer bobagens sem pensar.

Sem perder tempo, ela puxou Olívia para perto pelo ombro, sussurrando de forma que Luana pudesse ouvir:

— Isso... isso é mentira! Eu nunca toquei nela! Senhor guarda, essa garota está inventando coisas para me prejudicar! Eu exijo falar com o meu advogado!

O delegado encarregado do interrogatório sustento o olhar com severidade.

— Se você afirma que não tocou ela, como explica o laudo médico que aponta a ruptura do hímen da vítima?

— Como eu vou saber? Aquela garota já devia estar de safadeza com outros caras por aí e resolveu colocar a culpa em mim para limpar a própria barra!

A escrivã ao lado interrompeu a digitação, fitando-o com evidente desprezo.

— O laudo pericial é incontestável. Os exames clínicos realizados logo após o ocorrido comprovaram que a lesão decorrente da perda da virgindade era recente, sem qualquer cicatriz antiga que indicasse relações anteriores. Isso prova que ela era virgem antes daquela noite. Além disso, o estado de embriaguez profunda impedia que Luiz realizasse qualquer ato de natureza sexual, um fato que você e a própria Olívia confirmaram nos novos depoimentos. Sendo você o mentor intelectual de toda essa armação, o que tem a dizer agora?

— Eu... — Wellington sentiu a garganta secar e mordeu o lábio inferior. Pressionado contra a parede pelas evidências, ele acabou confessando em um sussurro tenso. — Eu só usei os dedos... mas não cheguei a fazer nada de verdade!

— E você por acaso pensa que importunação ofensiva e abuso físico não constituem crimes graves de violência sexual? — Rebateu o policial, com a voz firme.

Wellington ficou sem palavras. Gotas de suor frio começaram a brotar em sua testa enquanto o silêncio se instalava na sala. Vendo o delegado recolher os papéis e se levantar para encerrar o expediente, o desespero falou mais alto e ele gritou:

— Esperem! Eu não fiz isso sozinho! Fui induzido por outra pessoa!

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