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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 725

Pega de surpresa, Luana encolheu a barriga por instinto. Ela tentou manter uma distância mínima entre os corpos, torcendo em silêncio para que ele não notasse nada de diferente no seu corpo. "Por favor, que ele não perceba.", implorava ela, em pensamento.

Mas Ricardo era observador demais. Ele sentiu a tensão nos músculos dela de imediato. Os olhos escuros e profundos se fixaram nela, carregados de uma curiosidade investigativa.

Luana desviou o olhar, incapaz de sustentar aquela conexão. Sabia que, se continuasse sob aquele escrutínio, o seu segredo seria descoberto em questão de minutos.

Para quebrar o clima, ela pigarreou de forma discreta.

— Considerando o status atual da nossa relação, acho que ficar abraçados assim... não é muito apropriado, não acha?

Uma risada abafada e rouca vibrou no peito dele. Ricardo levou alguns instantes para conter o humor e voltar a encará-la com seriedade.

— Luana. — Chamou ele, com a voz suave.

— Oi? — Ela piscou, atenta.

— Por que tenho a nítida impressão de que você está escondendo alguma coisa de mim?

Luana não deixou a máscara cair. Com um movimento sutil dos olhos, ela disfarçou o nervosismo e apertou o tecido da camisa dele com as pontas dos dedos.

— Talvez eu esteja apenas planejando a minha viagem de volta pra Riviera para curtir o Carnaval.

A expressão de Ricardo vacilou por uma fração de segundo.

— Você não vai ficar aqui para passar o feriado comigo?

— Eu já passei anos da minha vida ao seu lado. — Respondeu ela, abrindo um sorriso brando. — A culpa é sua por não ter dado valor quando podia. Quem sabe numa próxima oportunidade.

Dito isso, Luana se desvencilhou do abraço dele com delicadeza e mudou o rumo da conversa.

— Uma mulher veio me procurar outro dia.

O sorriso de Ricardo desapareceu como fumaça. Um frio cortante e quase imperceptível tomou conta do seu semblante. Na verdade, Sebastião já havia relatado o incidente. O verdadeiro motivo da visita de Ricardo naquela noite era garantir, com os próprios olhos, que ela estava sã e salva.

— Ela tentou te machucar? — Perguntou ele, o tom de voz agora grave e preocupado.

— Não, não fez nada. — Luana balançou a cabeça. — Mas eu fiquei curiosa. Queria saber quem ela é.

Ricardo pesou as palavras em silêncio antes de responder:

— Você se lembra da história da Sra. Janice, a mãe do Bernardo, certo?

— Claro que lembro. — Confirmou ela.

— A mãe biológica dela se chama Glória. É a mulher que puxa as cordas por trás da família Marques. Aquela que bateu na sua porta é a filha adotiva dela.

Luana ficou boquiaberta. Bernardo já havia comentado sobre o passado complicado da mãe, mas sempre que mencionava a avó, nunca deixava claro se a mulher ainda estava viva ou morta.

— De qualquer forma, saber que o Sebastião está na sua cola me deixa mais tranquilo. — Comentou Ricardo, voltando a encará-la.

Luana já havia escorregado para debaixo do edredom macio, arrastando-se um pouco para o lado para abrir espaço. Ricardo se sentou na beirada e encostou as costas na cabeceira da cama. Sem cerimônia, ela se aproximou ainda mais e passou o braço ao redor da cintura dele.

Aquela demonstração espontânea de afeto e dependência quase o desarmou por completo. Afinal, no passado, tudo o que ele mais desejava era que ela se apoiasse nele daquele jeito.

...

A noite avançou, cobrindo a cidade com um manto escuro.

Longe dali, no ambiente estéril e mal iluminado de um quarto de hospital, Henrique abriu os olhos devagar. Ele aguardou em silêncio. Assim que teve certeza de que não havia guardas no corredor, forçou o corpo dolorido a se sentar. Vestiu um casaco por cima da roupa de paciente e, arrastando os pés, escapuliu pela porta.

Ao se aproximar do posto de enfermagem, ele parou de supetão. A enfermeira de plantão estava debruçada sobre a bancada, tirando um cochilo.

Aproveitando a brecha, ele passou rápido e sem fazer barulho. Pegou o elevador até o térreo e caminhou de cabeça baixa em direção à saída principal. O coração batia descompassado no peito; a adrenalina de estar a poucos passos da liberdade o consumia.

Faltavam apenas alguns metros para alcançar as portas de vidro quando um grito agudo rasgou o silêncio do saguão.

— Ele está fugindo! Peguem ele! — Berrou uma enfermeira lá de trás.

O pânico tomou conta de Henrique. Sem coragem para olhar para trás, ele ignorou a dor aguda que irradiava da cicatriz da cirurgia e tentou correr. O esforço foi inútil. Duas montanhas de músculos vestidos de terno preto bloquearam a saída, barrando o seu caminho.

Com o rosto pálido e coberto de suor frio, Henrique recuou um passo.

— Saiam... saiam da minha frente agora! — Exigiu ele, com a voz trêmula.

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