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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 747

Danilo ficou surpreso ao ouvir aquilo. Ele dobrou o jornal que tinha nas mãos com calma, encostou-se na cadeira e perguntou:

— Como assim viajar para o exterior de uma hora para outra, minha filha?

Luana explicou em detalhes sobre a oportunidade no Instituto de Pesquisa Médica Solaris. Notando a sombra de preocupação no olhar do pai, ela tentou tranquilizá-lo e completou:

— Serão apenas três meses, pai. Passa rápido.

Danilo olhou para ela com uma expressão grave e cheia de carinho, suspirando antes de falar.

— A questão não é o tempo que você vai ficar fora. Você está grávida, Luana. Como acha que vou conseguir dormir em paz sabendo que a minha filha está sozinha num país estranho?

Luana abriu a boca para argumentar, mas o pai ergueu a mão para interromper a fala.

— Sei que você está fazendo isso pela sua mãe, e também entendo que é uma chance de ouro para a sua carreira. É óbvio que não vou cortar as suas asas. Mas, se você faz tanta questão de ir para Solaris, o Vinícius tem que ir junto com você para te fazer companhia.

Ela piscou, surpresa com a condição imposta.

— Mas e a empresa?

Danilo endireitou a postura, assumindo um ar de falsa indignação ao responder:

— Estou aqui para quê? Ainda não morri, sabia? Acho que ainda dou conta de administrar os negócios da família.

Rindo, Luana se sentou mais perto dele e segurou seu braço com afeto.

— Que conversa de morte é essa, pai? O senhor ainda vai viver muitos e muitos anos.

Danilo acenou com a mão, dispensando o exagero, e virou o rosto para encará-la com seriedade mais uma vez.

— Não preciso chegar aos cem anos, só quero paz até o fim da vida. E então? Estamos combinados que o seu irmão vai com você?

Ela abriu um sorriso largo, cedendo à preocupação paterna.

— Se o senhor faz tanta questão, quem sou eu para contrariar? O Vinícius vai comigo.

...

Não demorou para que Vinícius recebesse a ligação do pai. Ao ouvir o plano, o rapaz aceitou a missão de bom grado. Sem perder tempo, ele organizou sua agenda e tirou três meses de licença do trabalho.

Quando Vitor soube do longo período de afastamento do chefe, a pasta de documentos que segurava escorregou e bateu com força na mesa. O assistente o encarou com os olhos arregalados, quase em pânico e exclamou:

— Sr. Vinícius, o senhor só pode estar brincando comigo. Três meses? A empresa está cheia de problemas para resolver. Não vou dar conta de segurar essa barra sozinho, não.

Vinícius pegou o paletó que estava pendurado na cadeira e o vestiu sem o menor traço de pressa.

— Meu pai vai assumir o controle, não precisa de tanto drama. Se aparecer alguma coisa muito complicada, é só levar para ele assinar. Três meses passam voando, você vai ver.

Vitor recolheu os papéis espalhados e resmungou com um bico.

— O senhor não era assim antes.

O chefe parou e o encarou com curiosidade, questionando em seguida:

— E como é que eu era?

Danilo e a esposa mal tinham fechado a porta de casa quando o barulho de pneus no cascalho chamou a atenção deles. O patriarca olhou pela janela, imaginando que os filhos tivessem esquecido algo, mas franziu a testa ao reconhecer um veículo bem diferente estacionando na sua porta.

Ricardo desceu do carro com sua postura imponente de sempre. Ele ajeitou a gola do sobretudo num gesto contido e acompanhou a funcionária, caminhando a passos firmes até a entrada da residência.

Prevendo o peso da conversa, Danilo pediu que a esposa subisse para o quarto. Ele se sentou na sala de estar, cruzando as mãos sobre as pernas. Segundos depois, a empregada surgiu no ambiente, trazendo Ricardo.

Sem pressa para se acomodar, o rapaz fez um leve aceno com a cabeça em sinal de respeito e cumprimentou:

— Senhor Danilo.

O mais velho estreitou os olhos e perguntou:

— O que você veio fazer aqui?

Ricardo manteve o tom de voz calmo, demonstrando uma postura de pura redenção ao responder:

— Vim pedir desculpas. Tive imprevistos muito graves no dia do noivado e não pude comparecer. Seja qual for o motivo, falhei em não avisar a tempo e sei que causei um enorme constrangimento para a família de vocês.

Danilo apontou para a poltrona em frente. Assim que o visitante se acomodou, ele soltou uma risada amarga, carregada de frustração, e atacou sem pena:

— Ah, então você ainda lembra que precisa se explicar? Se a Luana não tivesse pensado rápido e transformado aquela festa no noivado do Roberto com a Rita, a nossa família teria virado chacota. A minha filha seria o principal motivo de piada em Macondo!

Ricardo abaixou o olhar, assumindo a culpa sem tentar criar desculpas vazias.

— Toda a responsabilidade é minha.

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