— Eu não levo o menor jeito para gestão empresarial. Além do mais, eu sou uma pessoa que gosta de viver livre, sem amarras. Jamais conseguiria assumir um cargo de liderança. — Recusou Luana, balançando a cabeça.
Ricardo soltou uma risada suave e segurou a mão dela com firmeza.
— Não tem problema. Você não precisa aprender nada disso, eu cuido dos negócios da empresa. A sua única obrigação é fazer aquilo que te faz feliz.
Luana abriu a boca para responder, mas o toque do celular a interrompeu. Era uma chamada de Vinícius.
...
Enquanto isso, na antiga casa, a escuridão já havia tomado conta do céu.
Vinícius olhou para o relógio em seu pulso, incomodado com a demora de Sarah. Ela já havia saído do alojamento estudantil e não estava com Luana. Onde aquela garota poderia ter se metido a uma hora dessas?
A lembrança do vulto que vinha mais cedo perto do portão invadiu a sua mente, fazendo-o franzir a testa. Após alguns segundos de hesitação, ele pegou as chaves do carro e saiu em busca dela.
Longe dali, Sarah ignorava as mensagens de Luana enquanto permanecia sentada em um banco de praça. O parque, que antes estava cheio de vida, agora se encontrava deserto e silencioso. Ao olhar para o vazio ao seu redor, a realidade a atingiu em cheio: ela não tinha para onde ir.
O celular vibrou em sua mão, exibindo o nome de Luana na tela. Sarah encarou o aparelho por um longo tempo, sentindo um nó na garganta, até que decidiu silenciar a chamada. Ela não sabia se estava pronta para encarar aquela situação, mas tinha consciência de que fugir para sempre não resolveria o problema.
Com um suspiro pesado, ela digitou uma resposta rápida para tranquilizar a amiga e se levantou do banco, iniciando o caminho de volta.
Sem perceber, ela havia deixado o tempo passar demais. O trajeto de volta se revelou assustador. As ruas estreitas estavam desertas e mal iluminadas, e o único sinal de vida eram alguns moradores de rua revirando lixeiras nas esquinas.
Sarah abaixou a cabeça e apertou o passo. O som dos seus sapatos batendo contra o asfalto irregular ecoava de forma nítida pelo beco silencioso. De repente, o barulho de passos desordenados surgiu logo atrás dela. O coração da jovem disparou, e ela quase começou a correr, até perceber que se tratava apenas de um grupo de homens embriagados que viraram a esquina rindo alto.
Ela soltou a respiração que nem sabia estar prendendo. No entanto, ao virar a última esquina antes de chegar em casa, ela esbarrou de frente com uma figura alta e escura. O susto foi tão grande que um grito escapou de seus lábios.
O homem também pareceu surpreso com o impacto, mas logo recuperou a postura e falou com uma voz grave:
— Calma, sou eu.
Aquele timbre familiar fez Sarah congelar na mesma hora.
A luz amarelada do poste de rua iluminava parte do rosto de Vinícius, que estava parado a poucos passos de distância. Havia uma tensão sutil marcada em suas feições. Ele não tentou se aproximar, apenas fixou os olhos nela com uma intensidade profunda, como se precisasse inspecioná-la da cabeça aos pés para ter certeza de que estava ilesa.
— O que você... — A voz dela saiu trêmula, e o resto da frase morreu em sua garganta.
— Luana me avisou que você não estava respondendo às mensagens. — Explicou ele. O tom de voz era controlado, mas não conseguia disfarçar a preocupação subjacente. — Eu imaginei que você pudesse estar perdida por aqui, então resolvi dar uma volta para procurar.
Sarah abaixou o olhar e notou que ele segurava uma lanterna na mão. Ele havia saído de casa no meio da noite apenas para procurá-la? Mas por qual motivo ele se importaria tanto? As palavras fugiram da mente dela, deixando-a imersa em um silêncio confuso.
Vinícius permaneceu parado nas sombras do portão. A luz fraca do poste cortava o rosto dele em um ângulo oblíquo, aprofundando as sombras ao redor dos seus olhos. Ele não respondeu de imediato. Apenas desligou a lanterna com um clique suave e girou o objeto metálico na palma da mão, escolhendo as palavras com cuidado.
— No começo... — A voz dele soou mais baixa e rouca. — Eu não achava que você fosse uma boa influência para a minha irmã.
Sarah arregalou os olhos, surpresa com a franqueza do rapaz.
— Mas depois... — Ele fez uma pausa, e o olhar dele pousou nas pontas das orelhas dela, que estavam levemente avermelhadas. — Eu percebi que você tem um talento real. Eu vi o quanto você lutava para ser reconhecida pelo seu esforço. Além disso, você é uma mulher deslumbrante. Sendo muito honesto, foi impossível não me sentir atraído.
Uma rajada de vento soprou, quase abafando o final da frase dele, que soou como um sussurro perdido na noite.
— No entanto, o que me prendeu de verdade não foi apenas a sua beleza.
Sarah ficou sem reação por alguns segundos. As pontas dos seus dedos tocaram a pele quente atrás da orelha de forma inconsciente.
— Você... O que você está querendo dizer com isso?
"Isso é uma declaração de amor?", ela se questionou, com o coração aos saltos. Ela não teve coragem de erguer os olhos, mas sentia o peso do olhar dele sobre si. Era uma presença calma e contida, semelhante a uma maré que sobe em silêncio durante a madrugada.
— Eu apenas disse o que precisava ser dito. — Concluiu Vinícius, mantendo a serenidade. — O resto, agora, depende de você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...