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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 790

— Eu não levo o menor jeito para gestão empresarial. Além do mais, eu sou uma pessoa que gosta de viver livre, sem amarras. Jamais conseguiria assumir um cargo de liderança. — Recusou Luana, balançando a cabeça.

Ricardo soltou uma risada suave e segurou a mão dela com firmeza.

— Não tem problema. Você não precisa aprender nada disso, eu cuido dos negócios da empresa. A sua única obrigação é fazer aquilo que te faz feliz.

Luana abriu a boca para responder, mas o toque do celular a interrompeu. Era uma chamada de Vinícius.

...

Enquanto isso, na antiga casa, a escuridão já havia tomado conta do céu.

Vinícius olhou para o relógio em seu pulso, incomodado com a demora de Sarah. Ela já havia saído do alojamento estudantil e não estava com Luana. Onde aquela garota poderia ter se metido a uma hora dessas?

A lembrança do vulto que vinha mais cedo perto do portão invadiu a sua mente, fazendo-o franzir a testa. Após alguns segundos de hesitação, ele pegou as chaves do carro e saiu em busca dela.

Longe dali, Sarah ignorava as mensagens de Luana enquanto permanecia sentada em um banco de praça. O parque, que antes estava cheio de vida, agora se encontrava deserto e silencioso. Ao olhar para o vazio ao seu redor, a realidade a atingiu em cheio: ela não tinha para onde ir.

O celular vibrou em sua mão, exibindo o nome de Luana na tela. Sarah encarou o aparelho por um longo tempo, sentindo um nó na garganta, até que decidiu silenciar a chamada. Ela não sabia se estava pronta para encarar aquela situação, mas tinha consciência de que fugir para sempre não resolveria o problema.

Com um suspiro pesado, ela digitou uma resposta rápida para tranquilizar a amiga e se levantou do banco, iniciando o caminho de volta.

Sem perceber, ela havia deixado o tempo passar demais. O trajeto de volta se revelou assustador. As ruas estreitas estavam desertas e mal iluminadas, e o único sinal de vida eram alguns moradores de rua revirando lixeiras nas esquinas.

Sarah abaixou a cabeça e apertou o passo. O som dos seus sapatos batendo contra o asfalto irregular ecoava de forma nítida pelo beco silencioso. De repente, o barulho de passos desordenados surgiu logo atrás dela. O coração da jovem disparou, e ela quase começou a correr, até perceber que se tratava apenas de um grupo de homens embriagados que viraram a esquina rindo alto.

Ela soltou a respiração que nem sabia estar prendendo. No entanto, ao virar a última esquina antes de chegar em casa, ela esbarrou de frente com uma figura alta e escura. O susto foi tão grande que um grito escapou de seus lábios.

O homem também pareceu surpreso com o impacto, mas logo recuperou a postura e falou com uma voz grave:

— Calma, sou eu.

Aquele timbre familiar fez Sarah congelar na mesma hora.

A luz amarelada do poste de rua iluminava parte do rosto de Vinícius, que estava parado a poucos passos de distância. Havia uma tensão sutil marcada em suas feições. Ele não tentou se aproximar, apenas fixou os olhos nela com uma intensidade profunda, como se precisasse inspecioná-la da cabeça aos pés para ter certeza de que estava ilesa.

— O que você... — A voz dela saiu trêmula, e o resto da frase morreu em sua garganta.

— Luana me avisou que você não estava respondendo às mensagens. — Explicou ele. O tom de voz era controlado, mas não conseguia disfarçar a preocupação subjacente. — Eu imaginei que você pudesse estar perdida por aqui, então resolvi dar uma volta para procurar.

Sarah abaixou o olhar e notou que ele segurava uma lanterna na mão. Ele havia saído de casa no meio da noite apenas para procurá-la? Mas por qual motivo ele se importaria tanto? As palavras fugiram da mente dela, deixando-a imersa em um silêncio confuso.

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