Após o jantar, o grupo chegou à pousada já bem tarde da noite.
Como não havia quartos suficientes para todos, a solução encontrada foi dividir as acomodações em duplas, e Liliane acabou ficando com uma colega de trabalho.
As condições do lugar eram extremamente precárias, com o ar impregnado por aquele cheiro úmido de mofo típico de espaços fechados há muito tempo. Era a primeira vez que Liliane se hospedava em um ambiente tão degradado e apertado.
Ao tocar os lençóis desgastados, que de tantas lavagens já mostravam fios soltos, e lançar um olhar para o banheiro com manchas amareladas nos cantos, ela não conseguiu evitar que sua testa se franzisse em desgosto.
— Senhorita Liliane, pelo visto vamos ter que aguentar esse lugar durante a semana toda. — Comentou a colega, soltando um suspiro cansado.
Embora estivesse longe de estar satisfeita com aquele ambiente, Liliane sabia que a cidadezinha do interior era minúscula e pouco habitada. Ter uma pousada para passar a noite já era lucro, então o jeito era se virar com o que tinham.
Forçando um sorriso amigável, ela balançou a cabeça e respondeu:
— Tudo bem, não se preocupe, eu consigo me adaptar tranquilamente.
Dizendo isso, ela acomodou sua mala no canto e se sentou na beirada da cama. No entanto, assim que puxou a coberta para ajeitá-la, um inseto enorme saiu rastejando lá de dentro.
— Ah! — Ela soltou um grito agudo, pulando da cama num sobressalto que a deixou pálida de terror.
A colega, por outro lado, manteve a calma absoluta. Pegou qualquer coisa na mesa de cabeceira, deu um golpe certeiro que derrubou a barata no chão e, sem hesitar, esmagou o bicho com duas pisadas firmes. Em seguida, pegou um lenço de papel, embrulhou os restos mortais e jogou na lixeira antes de tentar acalmá-la:
— Já passou, o bicho já era.
Encolhida em cima de uma cadeira, Liliane precisou de um bom tempo para recuperar o fôlego antes de conseguir perguntar:
— Você não tem medo dessa coisa?
— É só uma barata, não tem motivo para pânico. — Retrucou a colega, voltando para perto da própria cama para arrumar as coisas. De repente, ela parou e olhou para Liliane, que ainda parecia em estado de choque. — Espera aí, você nunca viu uma barata na vida?
— Já... claro que já vi. É que... eu só fui pega de surpresa agora pouco. — Gaguejou ela, tentando disfarçar o constrangimento.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...