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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 850

Após o jantar, o grupo chegou à pousada já bem tarde da noite.

Como não havia quartos suficientes para todos, a solução encontrada foi dividir as acomodações em duplas, e Liliane acabou ficando com uma colega de trabalho.

As condições do lugar eram extremamente precárias, com o ar impregnado por aquele cheiro úmido de mofo típico de espaços fechados há muito tempo. Era a primeira vez que Liliane se hospedava em um ambiente tão degradado e apertado.

Ao tocar os lençóis desgastados, que de tantas lavagens já mostravam fios soltos, e lançar um olhar para o banheiro com manchas amareladas nos cantos, ela não conseguiu evitar que sua testa se franzisse em desgosto.

— Senhorita Liliane, pelo visto vamos ter que aguentar esse lugar durante a semana toda. — Comentou a colega, soltando um suspiro cansado.

Embora estivesse longe de estar satisfeita com aquele ambiente, Liliane sabia que a cidadezinha do interior era minúscula e pouco habitada. Ter uma pousada para passar a noite já era lucro, então o jeito era se virar com o que tinham.

Forçando um sorriso amigável, ela balançou a cabeça e respondeu:

— Tudo bem, não se preocupe, eu consigo me adaptar tranquilamente.

Dizendo isso, ela acomodou sua mala no canto e se sentou na beirada da cama. No entanto, assim que puxou a coberta para ajeitá-la, um inseto enorme saiu rastejando lá de dentro.

— Ah! — Ela soltou um grito agudo, pulando da cama num sobressalto que a deixou pálida de terror.

A colega, por outro lado, manteve a calma absoluta. Pegou qualquer coisa na mesa de cabeceira, deu um golpe certeiro que derrubou a barata no chão e, sem hesitar, esmagou o bicho com duas pisadas firmes. Em seguida, pegou um lenço de papel, embrulhou os restos mortais e jogou na lixeira antes de tentar acalmá-la:

— Já passou, o bicho já era.

Encolhida em cima de uma cadeira, Liliane precisou de um bom tempo para recuperar o fôlego antes de conseguir perguntar:

— Você não tem medo dessa coisa?

— É só uma barata, não tem motivo para pânico. — Retrucou a colega, voltando para perto da própria cama para arrumar as coisas. De repente, ela parou e olhou para Liliane, que ainda parecia em estado de choque. — Espera aí, você nunca viu uma barata na vida?

— Já... claro que já vi. É que... eu só fui pega de surpresa agora pouco. — Gaguejou ela, tentando disfarçar o constrangimento.

Esforçando-se para abrir um sorriso convincente, Liliane despistou o cansaço:

— Estou ótima, não foi nada.

Para evitar que a outra percebesse sua noite de insônia, ela havia levantado antes do amanhecer, fingido que tinha acabado de acordar super disposta e até saído para comprar o café da manhã de todos. Afinal, era a primeira vez que assumia a liderança de um grupo. Ela não podia deixar que a vissem como uma pessoa fresca e, acima de tudo, não podia decepcionar as expectativas que colocaram nela.

O corredor do hospital cheirava forte a produtos de limpeza e álcool. Prancheta em mãos, ela lutava contra o sono avassalador para conferir as listas e anotar os dados corretamente. No entanto, manter o foco era uma tortura e suas pálpebras pareciam pesar toneladas, fechando-se contra a sua vontade.

— Tem alguma coisa errada com a quantidade desse lote de remédios. — A voz de um dos colegas a puxou de volta para a realidade. — Estão faltando dezesseis caixas, vamos ter que falar com o responsável pelo estoque para bater os números de novo.

Liliane apenas concordou com a cabeça e pegou a caneta para registrar a falta. O diretor do hospital, que os acompanhava na auditoria, atendeu o celular e logo em seguida se aproximou dela com uma expressão apressada:

— Olha, vou pedir para o meu assistente ajudar vocês com o resto da contagem. Algumas autoridades estão chegando para uma inspeção surpresa aqui no hospital e eu preciso estar lá na frente para recebê-los.

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