— Fique tranquilo, pode ir lá. — Respondeu Liliane.
No fundo, tudo o que ela mais queria era que aquele expediente terminasse logo para poder voltar, exigir roupas de cama limpas e dormir feito uma pedra pelo resto do dia.
Assim que o diretor virou as costas, dois colegas da equipe começaram a fofocar em voz baixa:
— Que autoridade viria fiscalizar um hospital de fim de mundo desses tão de repente? Isso tá com cara de desculpa esfarrapada para não ter que fazer o inventário com a gente.
— Pois é, também achei bem estranho. — Concordou o outro.
A ponta da caneta de Liliane parou por um segundo sobre o papel. Seus olhos ardiam e estavam tão pesados que ela sequer tinha energia para entrar na conversa, focando apenas em esvaziar aqueles armários de remédios o quanto antes.
De repente, passos apressados e vozes trocando cumprimentos cordiais ecoaram no fim do corredor, indicando que a tal inspeção não era uma mentira. Ela ergueu o olhar de relance e notou um grupo de médicos de jaleco cercando alguns homens bem-vestidos em camisas sociais brancas. A comitiva caminhava em direção ao prédio administrativo com uma postura que impunha respeito.
— Olha só, não é que vieram mesmo? — Murmurou um dos colegas, sem esconder a surpresa na voz.
Liliane preferiu ficar calada e voltou a baixar a cabeça para conferir as etiquetas das embalagens.
Uma hora e meia depois, a contagem estava praticamente concluída e a equipe decidiu voltar para a pousada para descansar um pouco. Foi naquele momento que um homem elegante de camisa branca se aproximou de Liliane:
— Com licença, você seria a senhorita Liliane, da Sinar Medical?
Ela parou de andar e se virou, curiosa com a abordagem:
— Sou eu mesma.
— Tem um senhor aguardando para falar com você. Ele garantiu que vocês se conhecem. — Explicou o homem.
Liliane travou por alguns instantes, tentando processar a informação. Em seguida, olhou para a colega de quarto que a esperava mais à frente e avisou:
— Pode ir na frente para a pousada, não precisa me esperar não.
A mulher assentiu e seguiu caminho com o resto do grupo.
Poucos minutos depois, Liliane acompanhou o homem até o estacionamento do hospital, parando diante de um carro estacionado em uma vaga discreta. O vidro traseiro estava pela metade, e mesmo com a falta de luz no interior do veículo, o perfil da pessoa lá dentro era inconfundível.
Antes que ela conseguisse reagir, o homem virou o rosto na direção dela. Seus olhos afiados captaram de imediato as sombras escuras sob os olhos de Liliane.
— Parece que a noite não foi muito boa para você, não é? — Perguntou ele, com uma voz grave.
Paralisada no lugar, ela ignorou a pergunta e soltou, incrédula:
— O que você está fazendo aqui?
Valentino fez uma breve pausa, respondendo com um tom de quem não se importava muito:
— O Ricardo ficou com medo de você colocar tudo a perder, então me mandou aqui para ficar de olho no seu trabalho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...