— Não fazemos a menor ideia do que é isso. — Disse o assistente do diretor do hospital, depois de bater o olho de qualquer jeito nos papéis que lhe foram entregues.
— Todo ano entra uma quantidade enorme de medicamentos aqui. Tem notas fiscais, comprovantes de tudo. Como é que vocês não sabem de nada, se as contas do estoque da farmácia não batem? — Retrucou um dos rapazes da equipe de vistoria.
— É isso mesmo. Bastou a gente ficar três anos sem vir fazer o balanço para sumir essa quantidade absurda de caixas. Será que o hospital não desviou esses remédios para revender por fora e encher o próprio bolso, maquiando os registros?
O tom de desconfiança foi o bastante para acabar com a pouca paciência do assistente, que fechou a cara na hora.
— O que é que você está insinuando? Você por acaso tem alguma prova do que está falando?
— Então como você explica essa bagunça nas contas?
— E eu vou saber? Vá tirar satisfação com o nosso diretor se quiser!
— Mas que palhaçada é essa com a gente?
Ao ouvir o tom de voz subindo e a confusão se formando, Liliane despertou do transe em que estava com as planilhas e caminhou na direção do grupo. O que antes parecia ser um bate-boca inofensivo saiu de controle em um piscar de olhos.
O assistente do diretor empurrou o colega de equipe de Liliane, e logo os dois estavam trocando socos e agarrões. O clima de caos tomou conta da sala, assustando os estagiários e as enfermeiras que estavam por perto.
— Parem com isso agora! — Liliane correu para tentar apaziguar a situação. — Soltem um ao outro, chega de briga!
No meio de todo aquele empurra-empurra, um dos braços balançou sem rumo. O colega dela, cego pela adrenalina da briga e batendo com toda a força do mundo, não conseguiu frear o próprio movimento. O soco pesado atingiu Liliane em cheio, fazendo com que ela perdesse o equilíbrio e tombasse no chão com violência.
O choque de verem que haviam machucado alguém de fora fez com que os dois congelassem no mesmo instante, sendo logo separados pelo resto da equipe.
— Senhorita Liliane!
Várias pessoas correram para ajudá-la a se levantar.
A cabeça da garota zumbia num tom alto e agudo, deixando sua visão turva e causando uma tontura forte. Seu rosto queimava como fogo, já repuxando com um inchaço doloroso.
Depois do susto, uma colega de equipe a acompanhou até a sala de curativos para ver o estrago. O estado dela era de dar pena. A testa e o canto inferior do olho esquerdo estavam num tom de roxo escuro, e o inchaço era tão grande que a pálpebra pesou, impedindo que ela sequer conseguisse abrir o olho direito.
A mulher umedeceu um algodão com remédio e começou a fazer compressas frias no local machucado.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...