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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 857

Por sorte, bem naquele momento de tensão, o colega soltou um suspiro frustrado e deu uma ideia. — Se a gente pelo menos conseguisse dar uma olhada no computador da farmácia deles, já ajudava muito.

Antes mesmo que Liliane conseguisse formular alguma resposta, a colega do lado balançou a cabeça em sinal de negação.

— Com a postura que eles estão agora, eu duvido muito que deixem a gente chegar perto daquele sistema.

— Se eu soubesse que ia dar toda essa dor de cabeça, nem teria saído de casa. Esse povo está de marcação com a nossa empresa!

Os dois continuaram discutindo a situação, trocando queixas sem parar, enquanto Liliane continuava calada. Dava a impressão de que a opinião dela já não tinha mais tanto peso ali. No entanto, ela se recusava a voltar de mãos abanando depois de tudo aquilo.

Ela fechou os punhos com força, ganhando coragem, e aproveitou a pausa dos dois para intervir. — Eu posso tentar encontrar alguém para dar uma força com isso.

Os colegas se entreolharam, surpresos, pois ficou bem claro que haviam depositado o resto das esperanças nela.

Antes de ir embora do hospital, Liliane pediu um favor para a colega e conseguiu arrumar óculos de sol bem grandes e um chapéu. Assim que pisou no quintal de casa, deu de cara com Valentino, que parecia ocupado falando ao telefone.

Por puro instinto, ela encolheu o pescoço, abaixou a cabeça e empurrou a armação dos óculos para colar no rosto. Assim que percebeu que ele havia desligado o aparelho, ela disparou a falar, sem dar chance para conversa.

— Olha, vou jantar na rua hoje, então não precisa se preocupar em preparar comida para mim.

Sem dar tempo de Valentino abrir a boca, ela passou voando por ele e se enfiou dentro de casa. Ele acompanhou a silhueta apressada com o olhar, franzindo a testa numa expressão de dúvida.

Quando o homem decidiu entrar no quarto, Liliane já havia se enfiado debaixo das cobertas, escondendo o rosto como se a sua vida dependesse disso. Sentindo a presença dele perto da cama, ela não teve coragem de olhar para trás e apenas puxou o cobertor contra o corpo.

— Me deu muito sono do nada, eu só quero dormir em paz!

— Levanta agora. — Ordenou ele, com um tom de voz que não aceitava recusa.

— Não quero!

Valentino esticou a mão e tentou puxar o tecido grosso, mas ela o agarrou com a força do desespero.

— O que deu em você? Eu já disse que estou morrendo de sono!

Vendo a resistência, ele mudou a abordagem e falou com mais calma:

— Só vira o seu rosto para mim.

O coração de Liliane deu um pulo no peito, e ela enterrou o rosto no colchão de vez.

— Pode me matar, que eu não vou virar.

O quarto ficou num silêncio absoluto.

Parecia que ele tinha desistido. Assim que ela tomou coragem para espiar e tirou metade do rosto debaixo do pano, Valentino foi mais rápido. Com um movimento ágil, ele a puxou para cima, levando junto todo o cobertor. Pega de surpresa, a única reação possível foi cobrir o rosto com as mãos num reflexo rápido.

Só que o estrago já estava feito. Aquele segundo de distração foi tempo mais que suficiente para que os olhos atentos dele captassem o roxo na pele.

Ela confirmou com a cabeça.

Sem pedir permissão, Valentino abriu a bolsa dela e fuçou até encontrar o tubo de gel curativo. Liliane esticou a mão para pegar o remédio, mas a palma quente do homem tocou a bochecha dela, com os dedos segurando firme o seu maxilar para puxá-la para mais perto.

O puxão suave a pegou de surpresa, fazendo com que seu corpo fosse levado para frente, deixando-a quase colada ao peito dele. Sentindo o calor daquele corpo enorme tão perto do seu, o coração dela disparou num ritmo frenético. O instinto gritou para que ela se afastasse, mas ele a segurou no lugar com firmeza.

— Fica parada.

O toque gelado da pomada encontrou a pele quente. Os movimentos de Valentino eram suaves e cheios de paciência. As pontas de seus dedos espalharam o remédio ao redor do inchaço, com uma força tão calculada que parecia ter medo de machucá-la.

Liliane virou uma estátua, e até a respiração ficou presa na garganta. Tudo o que ela conseguia sentir era o frescor da pomada afundando na pele e um calor absurdo incendiando as pontas das suas orelhas.

"Meu Deus, o que é isso! Será que o meu sonho virou realidade?", murmurou ela, para si mesma.

O silêncio do quarto era tanto que ambos podiam escutar a respiração um do outro. Ela trincou os dentes, lutando com todas as forças para não deixar os cantos da boca subirem num sorriso bobo. Não teve coragem de erguer os olhos, apavorada com a ideia de que qualquer som entregaria o batimento descontrolado no peito.

E, no meio de todo esse caos interno, um pensamento ousado cruzou sua mente.

"Se eu esticasse os braços agora e abraçasse a cintura dele bem forte... qual seria a sensação?"

Enquanto a cabeça criava os melhores cenários, as mãos da garota já começavam a formigar, loucas para agir por conta própria.

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