— Já que você veio até aqui, não vai ter coragem de me deixar sozinha nessa situação, vai? — Questionou Liliane, mantendo a postura ereta.
Ela tentava transparecer uma confiança inabalável, mas, no fundo, não fazia a menor ideia do que se passava na cabeça dele.
Percebendo a fachada de coragem que mal escondia a insegurança da moça, Valentino apenas soltou um riso anasalado e curto, optando pelo silêncio. Aquela falta de resposta a deixou impaciente, fazendo com que ela abandonasse a pose orgulhosa e suavizasse o tom de voz.
— Olha... eu queria muito que você me desse uma força com isso! — Pediu ela, demonstrando certa urgência.
Ele ergueu o olhar, encarando-a com uma intensidade palpável, e respondeu de forma direta:
— Tudo bem, eu ajudo.
Aquela resposta pronta pegou Liliane de surpresa. Ela já havia preparado um arsenal de argumentos e insistências caso ele recusasse, e ouvir um "sim" tão fácil a deixou paralisada por um instante. Aliviada com a confirmação, ela finalmente relaxou os ombros e voltou sua atenção para o café da manhã, desfrutando da refeição com o coração mais leve.
Naquela mesma manhã, ao retornar ao estoque de medicamentos do hospital em busca da enfermeira, foi informada de que a mulher havia pedido folga e não apareceria para trabalhar.
Um sentimento de frustração a invadiu enquanto caminhava em direção à saída, mas o celular vibrou de repente com uma mensagem da pessoa que ela tanto procurava.
[Posso te contar toda a verdade sobre o que aconteceu. Venha me encontrar, mas preste atenção: você precisa vir sozinha.]
Com a perspectiva de desvendar aquele mistério, Liliane nem pensou nas possíveis armadilhas. Ela pegou o endereço fornecido e partiu sem demora. Como não havia táxis disponíveis na região, a jovem seguiu a pé, perguntando o caminho aos moradores locais até chegar aos limites da cidadezinha, após uns bons vinte minutos de caminhada.
O destino era uma antiga fábrica de cimento com os portões escancarados, revelando uma estradinha de pedra bem rústica. O cenário ao redor era dominado por vastos campos de arroz que se estendiam até onde a vista alcançava, e havia alguns tratores e caminhonetes velhas estacionados no acostamento. Segurando o celular com força, ela ligou para o número da enfermeira. Um minuto de silêncio tenso se passou antes de a ligação ser atendida.
— Alô... — Murmurou a voz do outro lado.
— Eu já estou bem perto do endereço que você me mandou, preciso continuar andando por essa estrada? — Perguntou Liliane, observando o ambiente ao redor.
A voz da enfermeira soava abafada e fraca, carregada de um tremor inconfundível de pavor.
— Isso... continua andando reto, você vai achar uma chácara particular.
— Ah, entendi, mas você... — Liliane tentou prolongar a conversa, porém a ligação foi encerrada de forma abrupta.
O som contínuo de chamada terminada ecoou em seu ouvido, fazendo com que seus passos diminuíssem o ritmo. Ela abaixou a cabeça, refletindo por alguns segundos, enquanto um pressentimento ruim começava a apertar seu estômago.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...