Liliane tinha acabado de sair do banho e, com os cabelos ainda pingando água, empurrou a porta do banheiro com o maior cuidado do mundo. Ela colocou apenas metade da cabeça para fora, olhando de um lado para o outro para se certificar de que o corredor estava vazio.
Ao notar que não havia ninguém por perto, escondeu o pacote de absorventes contra o peito e, como uma gazela assustada, correu na ponta dos pés em direção ao quarto.
Ela já estava de joelhos diante da mala, revirando as roupas de forma um tanto caótica, quando a porta do quarto se abriu de repente, sem qualquer aviso.
Valentino tinha acabado de desligar o telefone e entrava no aposento.
No instante em que os dois se encararam, Liliane levou um susto tão grande que as suas pernas fraquejaram, fazendo-a cair sentada na beirada da cama.
— Que susto! Por que você anda sem fazer barulho? — Reclamou ela, com a voz trêmula.
O rapaz não respondeu de imediato. Ele apenas deu alguns passos à frente e dirigiu o olhar para o abdômen dela.
— Ainda está doendo? — Perguntou ele, com o tom de voz calmo.
— Não, já passou faz tempo. — Respondeu Liliane, sentindo as bochechas arderem. Ela não sabia dizer se era por causa do vapor quente que ainda saía do banheiro ou se era por outro motivo, mas sentia o corpo inteiro esquentar sob o olhar dele.
Valentino parou bem na frente dela, observando de cima a baixo aquele rosto que ganhava um tom cada vez mais avermelhado.
— Engraçado... Naquela noite em que você me jogou na cama, você não parecia estar com tanta vergonha assim.
Aquelas palavras foram como um fósforo aceso em uma sala cheia de pólvora. O rosto de Liliane esquentou de tal maneira que ela teve a nítida sensação de que poderia derreter ali mesmo.
Pensando bem, ela tinha quase certeza de que aquela menstruação havia adiantado justamente por causa daquela noite tão intensa e cheia de adrenalina. Se não fosse por isso, ela não teria perdido a oportunidade de ouro de finalmente ter aquele homem para si!
— Só estou com calor, não tem nada de vergonha aqui! — Rebateu ela, virando o rosto para o lado oposto, tentando sustentar uma pose de durona que claramente não colava.
Valentino soltou um murmúrio de concordância, sem insistir na provocação.
— Que bom que não está mais doendo. O mais importante agora é você se recuperar totalmente, porque não dá pra aceitar que você tenha febre toda vez que ficar naqueles dias.
— Isso foi um caso isolado, nunca tinha me acontecido antes. — Resmungou ela, baixinho. De repente, com um brilho travesso surgindo nos olhos, ela ergueu a cabeça e o encarou de forma direta. — Mas me diz uma coisa... Você não quer me ajudar a cuidar da minha saúde?
Valentino apenas a encarou, sem palavras diante de tamanha audácia.
O silêncio tomou conta do quarto por alguns instantes.
Aproveitando a deixa, Liliane inclinou o corpo para frente, aproximando-se dele com um sorriso provocativo, fingindo uma timidez que não possuía.
— Ora, você não é o médico? Aposto que você deve saber muito bem como cuidar do corpo da sua namorada...
Antes que ela pudesse terminar a frase, Valentino estendeu a mão e cobriu a boca dela com delicadeza. Ele se inclinou na direção dela, esboçando um sorriso de canto de boca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...