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A prometida do Capo italiano romance Capítulo 118

CAPÍTULO 138

Katy Caruso

Eu sabia que teria que voltar, cresci nesse meio, sei como as coisas funcionam, mas mesmo assim, precisei sair, Peter estava fora de controle.

Agora fui eu quem me calei. Ele ficou na dele, eu na minha, fiquei chateada.

— Katy, senta aqui. — Peter apontou para a cadeira da cozinha. A mesa ainda estava posta, já era tarde.

Assim que me sentei, ele começou a aquecer o jantar, depois pegou o meu prato e me serviu, assim como o dele. Jantamos em silêncio, não eram assim que as coisas deveriam ser, mas posso dizer que gostei de vê-lo ali, com seu semblante preocupado.

— Posso comer a sobremesa, ainda?

— Pode. — ele levantou e também nos serviu, antes de irmos em direção aos quartos.

— Venha, vamos para o outro quarto, vou pedir para limparem esse! — falou ao entrarmos e vermos os vidros espalhados. Hoje ele estava falando mais do que eu, e eu... com lembranças ruins de tudo o que aconteceu.

Vesti uma roupa bem fechada, e então me deitei na cama, bem na beirada.

— Não precisa ficar com medo, não vou me aproximar. — a sua voz estava bem baixa, no fundo não gosto de vê-lo assim, de ser fria... Peter carrega algo pesado com ele, mas é uma pena não se abrir.

— Você me assustou, hoje. — falei ao puxar o cobertor.

— Sinto muito.

— Fiquei muito assustada, Peter. — insisti. Ele sabe que sempre o apoiei, mas dessa vez não deu para engolir.

— A bebida pareceu me ajudar a esquecer as coisas que lembrei. Não pensei no que poderia acontecer, nas consequências. Quando vi, já havia acontecido tudo isso.

— Eu poderia ter te ajudado. Mas, você preferiu confiar na bebida do que em mim. — o encarei.

— Não é verdade.

— Então porque não confia na sua esposa? Não diz os seus motivos para ser assim, ou o porque de precisar da bebida para esquecer? O que você precisa esquecer?

— Eu já disse que não é uma boa ideia. Acho que preciso descansar, a minha cabeça está doendo. — deitou nos pés da cama, e do nada, puxou o meu pé pra ele. Fiquei naquele dilema, pensando se tirava o pé dali, ou deixava.

Peter começou a massagear e a beijar, não tive coragem de tirar das mãos dele. Diferente da outra vez, não dormi com facilidade, e ele ficou ali, repetindo aqueles movimentos por um bom tempo, então acabei dormindo.

(...)

No outro dia, acordei mais tarde. Peter não estava, olhei no celular e havia uma mensagem de que havia ido fazer um trabalho extra para o Alex.

Como ele saiu, ficaram apenas dois dos nossos homens na casa, e hoje estamos com duas funcionárias.

Tomei um banho, quando saí de toalha, ouvi meu celular tocando, então atendi sem me vestir:

— Alô! — estranhei que não era o número do Peter, estava sem identificação.

— Você vai anular esse casamento, é a última vez que digo. — sentei na cama, tentando entender aquilo.

— Quem está falando? — olhei novamente a tela, para ter certeza de que não conhecia o número.

— Eu já avisei o Peter, ele sabe muito bem do que estou falando, se não cancelarem essa porra, terão problemas. Sem contar que vou espalhar o segredo dele, e ele já está ciente. — levantei irritada.

— Pois, não tem mais o que fazer? Deveria ter vergonha na cara, de ficar fazendo as pessoas perderem tempo com esse tipo de coisas. Eu vou te encontrar, e o Alexander vai te fuzilar, seu idiota! — falei irritada, não medi as palavras.

— Chances esgotadas. — desligou.

Fiquei olhando para a tela do meu celular, fiquei de boca aberta. “Quem seria esse homem?“ “De quem era aquele número?“

Vesti a minha roupa, liguei para o Peter:

— Oi, linda!

— Oi. — “O que estava querendo para me chamar, assim?“

— Eu vim trabalhar, resolver um assunto, mas logo chego em casa.

— Está bem. Na verdade, eu liguei, porque comentou de um número que te ligou no dia do casamento, acho que o mesmo número acabou de ligar pra mim. — a ligação ficou muda por alguns segundos, então uma voz apavorada tomou conta dele, e começou a falar sem parar:

— Co... como assim, te ligou? Katy, presta atenção, não atenda mais esse número, aliás, me envia agora mesmo o número para que eu verifique aqui. O que exatamente, te disseram? Te ameaçaram? Disseram o quê? Merda, Katy!

— Calma, está tudo bem. Foi apenas uma ligação, eu estou em casa. Era um homem, me disse para anular o nosso casamento, e disse que era a última vez que dizia isso. Também falou de um segredo, disse que você sabia, mas eu o enfrentei, então ele me disse que as chances estavam esgotadas, não entendi. O que acha que ele pode fazer?

— Acho melhor calar a boca. Não gostei nada do teu jeito comigo no telefone, só não te dei uma surra porquê o chefe te quer inteira, e depois também posso aproveitar teu rostinho...

— NOJENTO! — tentei levantar, firmei as vistas para não cair, empurrei aquele homem horrível, com dentes podres.

— Já chega! — ele gritou, me colocou com raiva na cadeira, e não tive forças para me defender. Então senti uma corda ou algo do tipo ser passada pelas minhas mãos e pulsos, logo depois nos tornozelos... eu estava presa na cadeira. — Como não posso te bater ainda, vou me vingar de outra forma! — fiquei sem ar, quando puxou as alças da minha blusinha e expôs os meus seios para ele.

— Me deixa em paz! Para! — um calafrio tomou conta do meu corpo todo. Vi as feições do rosto dele que eram diabólicas e tive medo e nojo.

— Hum, seus peitos são uma delícia! — forcei meu corpo na cadeira quando o vi se aproximar. O terror tomou conta de mim. Quanto mais eu me esticava na ilusão, tentativa falha de se esquivar, mais ele parecia satisfeito e com vontade de me atacar, ficou com a língua pra fora, mostrando o que iria fazer.

— SEU NOJENTO! PARE COM ISSO! ME SOLTA! — eu comecei a gritar, mas nada parecia que iria resolver. Aquele nojento simplesmente encostou a boca no bico do meu seio e tive náuseas.

Ele apertou com os lábios com força, estava com a intenção de machucar, era muito diferente de quando o Peter o fez... “Deus... o Peter não vai me perdoar por isso, ele é muito ciumento!“ “Agora é que ele não vai querer me encostar, mais.“

Comecei a chorar enquanto o homem continuou, até que senti alguns dentes me morderem e doeu muito, mas fui salva por outro grito:

— Tá maluco, cara? O chefe vai mandar te comerem, por tentar pegar a ragazza antes dele, principalmente essa! — em lágrimas, me contive na cadeira, morrendo de medo. Agora haviam dois homens diferentes olhando meus seios, me senti horrível.

— Ela mereceu, já estou farto das mulheres dessa família, essa vai pagar pelas outras! — tremi quando o que chegou ergueu a minha blusinha de qualquer jeito, deixando bagunçado, e não me aliviei com isso. Aquilo só me deixava claro que havia algo muito pior por vir.

De repente, senti algo vibrar no bolso da minha calça, parecia meu celular. Comecei a ficar desesperada para atender, provavelmente seria o Peter, ele precisava me encontrar, ou poderia ser tarde.

— Olha, Americano! O celular da vadia veio junto! — senti a mão daquele nojento na minha bunda.

— Passa aqui, vou ver quem é! O chefe ainda não chegou, mesmo! — me apavorei. Ele colocou no viva-voz.

— KATY? KATY CADÊ VOCÊ? — era o Peter, ele gritava.

— Não é a vadia não, deveria ter me escutado! Mas fica tranquilo que já estamos cuidando dela pra você! Aliás, ela tem seios deliciosos! — senti as lágrimas escorrerem sem parar pelo meu rosto.

— MALEDETTO, EU VOU TE MATAR DEVAGAR! VOU ACABAR COM VOCÊ! SE PENSAM QUE VÃO LEVAR A MINHA MULHER E FICARÁ POR ISSO MESMO, ESTÃO MUITO ENGANADOS! — o nojento gargalhava.

— Pode miar à vontade, gatinha! Aqui todos já sabem que fez papel de mulherzinha para o teu pai, e agora a tua mulher também já sabe, é melhor deixar que um homem de verdade cuide bem dela! — eu paralisei ao ouvir aquilo, as minhas lágrimas agora doíam, quando escorriam pelo meu rosto.

— MALEDETTO, LAZARENTO! ESPERO QUE TAMBÉM TENHAM TE CONTADO O QUE ACONTECEU COM ELE, PORQUÊ VOU FAZER MUITO PIOR COM VOCÊ! — Peter gritou, e se defendeu, mas isso não tirou a minha dor, porque comecei a entender a dor dele, provavelmente era muito maior do que eu havia imaginado.

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