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A prometida do Capo italiano romance Capítulo 116

CAPÍTULO 136

Peter Marino

— Ai! — acordei sendo arrastado pelos braços. — ME SOLTA! QUEM... QUEM...

— Porra, porque bebeu? Você sabe que não pode beber assim, vou quebrar a sua cara, quando voltar a si! — pela voz era o Alex, eu mal conseguia abrir os olhos, só senti meu corpo batendo em alguns lugares, que merda! — VIRA PARA O CANTO PORRA! NÃO SOU OBRIGADO A VER O SEU PAU!

Senti o chão frio do banheiro e logo a água morna começou a cair sobre mim. Eu nem conseguia levantar, muito menos conseguia me explicar.

— VOCÊ É UM IRRESPONSÁVEL! EU DEVERIA TER OUVIDO QUANDO ME PEDIU PARA TE AFASTAR DA MINHA IRMÃ! ISSO É HORA DELA PRECISAR SAIR DA PRÓPRIA CASA PARA ESCAPAR DE VOCÊ? — comecei a ouvir muitos gritos, Alex estava furioso. — PELO ESTADO EM QUE ESTÁ, EU DEVERIA TE QUEBRAR OS DENTES, SÓ DE IMAGINAR O QUE ESTAVA TENTANDO FAZER!

— Andou olhando meu pau? — me aprendi assim que falei, Alex me meteu um chute.

— TEM SORTE DE ESTAR ALCOOLIZADO! — vi seus pés se afastarem.

Não sei por quanto tempo fiquei ali, mas quando caí em si, vi que ainda estava nu, e era mesmo o Alex quem estava lá, “mas eu já não sabia? Droga, a bebida é um inferno”.

Levantei, desliguei o chuveiro e puxei uma toalha, enrolando na cintura, e levando um belo soco ao sair da porta.

— Eu devia era ter te quebrado inteiro! Você não sabe que não pode beber? Agora sou obrigado a te ver nu, e imaginar que deve ter ter feito merda para a Katy ir embora daqui! — a última frase me chamou a atenção, virei de repente, para o Alex.

— Katy foi embora?

— E, o que queria? Eu já te vi nesse estado antes, quis te matar, teve sorte de estar inteiro, Katy carrega meu sobrenome, acho que vou ensinar muitas “coisinhas” a ela. — andou de um lado a outro. — Agora me explica... porquê ficou assim? — comecei a procurar uma camiseta.

— Eu preciso falar com ela! Caramba, o que eu fiz?

— Exatamente... que porra você fez, Peter? — parou na minha frente.

— Não lembro direito. — o pouco que eu lembrava, eu não diria.

— Não lembra... — bufou dando um giro no corpo.

— Onde está? Preciso vê-la! — joguei a toalha, comecei a me vestir sem me importar com Alex ali.

— Vai porra, nenhuma! Acha que sou louco de deixar a minha irmã voltar? Sabendo que você estava incontrolável agora pouco? Não, Peter... trata de melhorar, e depois você vê se ela quer falar com você. — sentei na cama, a minha cabeça estava a ponto de explodir de dor.

— Tem razão. Ela jamais deveria ter vindo! — Alex veio mais perto.

— Já chega, não fale merda ou quebro tua cara! Agora começa a contar o que aconteceu, porque sei muito bem que você odeia situações como essa, jamais beberia sem motivos!

— Fui num terapeuta.

— Terapeuta? Ela te pediu?

— Não. Mas, não sou um homem normal, não posso ter uma mulher como a Katy sem um tratamento, só não imaginei que chegaria a esse ponto.

— E, o que tem de anormal? Vejo um homem igual aos outros, com características diferentes. O que aconteceu a tantos anos ficou para trás, Peter!

— Eu vou concertar isso, Alex! Nem se atreva a oferecer emprego à ela.

— É bom, mesmo que mude! Caso contrário, eu mesmo vou me assegurar de cuidar da Katy. Agora estou indo, vê se come e dorme! — assenti, então ele foi.

Olhei ao meu redor, vi o estrago que havia feito, cheguei a quebrar o vidro, não posso deixá-la ficar tanto tempo chateada, fui um idiota.

“Estou tão acostumado com ela, como vou ficar sem a Katy até amanhã?“

Fui até a cozinha, o jantar arrumado na mesa, frio. “Ela me esperou... não acredito que fiz isso!“

Com receio abri a geladeira, estava lá... a sobremesa que falou que faria, cheguei a ver de novo o seu sorriso naquele momento.

Olhei um dos carros na garagem, eu não poderia dormir sem vê-la, sem me explicar.

— Cadê as chaves? — perguntei para o soldado.

— Tenho ordens do capo para não deixá-lo sair, senhor!

— Sei... ele é o “capo”, não é? — balancei a cabeça, mesmo inconformado. — Dane-se! A irmã dele agora é minha mulher, e da minha mulher cuido eu! — desarmei o soldado, peguei a sua arma e apontei para sua cabeça.

— Me dê a chave! — ele entregou com medo — Vai andando ou eu atiro! — o joguei num dos quartos e tranquei a porta, então corri até o carro e saí feito louco.

“Vou te trazer de volta, Katy”!

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