A matriarca olhou para ela por um momento e soltou um suspiro.
— Fui egoísta em pedir isso. Minha jovem, quando estiver na capital e tiver um tempo livre, venha me visitar!
Clarice assentiu. Era um pedido que não podia recusar, e serviria para confortar a velha senhora.
Quando Clarice saiu do quarto de Dona Alves, imediatamente sentiu a atmosfera tensa na sala de estar, no andar de baixo.
Assim que estava prestes a descer as escadas, deu de cara com Elisa.
— Tia Elisa.
Elisa mantinha uma expressão neutra, mas Clarice percebia claramente que a mulher não gostava dela.
— Eu quero conversar com você.
Clarice lançou um olhar para o andar de baixo, onde a discussão ainda continuava.
— Tudo bem.
Clarice seguiu Elisa, e a mulher a conduziu até a varanda externa do segundo andar.
Não havia ninguém ali; o ambiente era extremamente silencioso.
Elisa virou-se e olhou para ela.
— Você poderia se afastar do meu filho?
Clarice franziu a testa.
— Tia Elisa, o que a senhora quer dizer com isso?
— Eu conheço o seu histórico familiar. Embora você seja filha do Wilson, não é a favorita dele. Como pôde notar, a Família Alves também não gosta de você.
— Ficar ao lado do meu filho só trará problemas para ele e não o ajudará em nada na carreira.
— Quem mandou a senhora me dizer isso? Foi o Ezequiel ou a Otília?
Clarice perguntou de forma direta, e Elisa visivelmente se surpreendeu.
Clarice entendeu tudo rapidamente. Parecia que havia adivinhado: estavam usando a mãe de Erasmo, a pessoa com quem ele mais se importava, para pressioná-la.
Como não conseguiram convencer Erasmo, decidiram atacá-la.
— Ninguém me mandou dizer nada. Essa é a minha verdadeira opinião.
O tom de Elisa soou um pouco ansioso.


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