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A Tentação do Segundo Casamento romance Capítulo 138

Por fim, sob o bombardeio insistente de Adelina e Kátia, Clarice finalmente quebrou a barreira que a impedia.

Ao sair do hospital, Erasmo recebeu uma notificação no celular. O homem, que já estava dirigindo, encostou o carro bruscamente na beira da rua.

Era o toque personalizado de Clarice. Ela havia respondido.

Ele pegou o aparelho e abriu o aplicativo de mensagens.

— Tudo bem! — era o que a mensagem dizia.

Apenas duas palavras simples, mas os cantos dos lábios de Erasmo se ergueram em um sorriso que ele não conseguiu conter.

Ele olhou para a própria mão e percebeu que a palma estava suada.

Erasmo soltou uma risada baixa, debochando de si mesmo. Fazia tantos anos que não sentia o coração bater tão acelerado daquele jeito.

— Estou com saudades. Onde você está? Vou te buscar. — digitou ele.

Naquele exato momento, o trio de amigas encarava a tela do celular, e os olhos de Adelina e Kátia brilhavam de empolgação.

— Nossa, quem diria que o meu irmão era tão intenso assim, escondendo o jogo!

— Faz nem meia hora que vocês se viram e ele já está com saudades?

Kátia cobria a boca ao lado, rindo baixinho.

Clarice sentiu-se um pouco constrangida. Com as provocações de Adelina, suas bochechas coraram levemente. Olhar para aquelas palavras tão cheias de afeto na tela a deixava com um friozinho na barriga.

Eram apenas três palavras comuns, mas com a mudança de sentimentos, o significado delas transformava tudo.

Adelina continuou a instigá-la:

— Você prometeu que ia fazer compras com a gente. Não pode nos abandonar só porque ele disse que está com saudades, hein!

— Além do mais, vocês moram juntos, o que não falta é oportunidade.

— Diga ao meu irmão para ir para casa primeiro.

Clarice sorriu sem graça. Na verdade, ela também estava com um pouco de vergonha de encarar Erasmo agora.

— Pode ir para casa. Nós ainda vamos fazer compras, eu volto mais tarde. — ela respondeu.

A mensagem mal havia sido enviada e a resposta chegou em segundos.

— Está bem. Compre tudo o que gostar, não precisa economizar o meu dinheiro. Estarei te esperando em casa.

— Ah, e não volte muito tarde. Amanhã é um bom dia e a avó está com pressa. Vamos ao cartório amanhã! — escreveu Erasmo.

Amanhã? Isso não era rápido demais?

Adelina estalou a língua duas vezes, mas ainda assim defendeu Erasmo após olhar a tela:

— É, amanhã é um bom dia mesmo. Quanto antes, melhor.

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