Por fim, ela decidiu bloquear todos os meios de contato de uma vez por todas.
A noite caiu, marcando o início da vida noturna. As boates da Cidade H fervilhavam de vozes e agitação.
No camarote de luxo do segundo andar, estavam reunidos vários executivos influentes.
Eram exclusivamente grandes executivos de empresas de entretenimento.
Se Clarice quisesse voltar a dirigir suas produções, essas pessoas poderiam abrir as portas de que ela precisava.
Como a noite fora organizada por Erasmo, o clima era extremamente harmonioso.
Após várias rodadas de bebida, muitos dos presentes estenderam a mão para firmar parcerias com Clarice.
Clarice agradecia a cada um com um sorriso, perfeitamente ciente de que as coisas não fluiriam com tanta facilidade se Erasmo não estivesse ali no comando.
Clarice tomou várias taças de vinho. Seu rosto ganhou um leve rubor, um tom rosado sob a pele clara.
— Vou dar uma passadinha no banheiro.
Estava um pouco alta e queria lavar o rosto para despertar.
Erasmo olhou para ela, com uma ponta de preocupação, e perguntou: — Quer que eu vá com você?
Clarice balançou a cabeça com um sorriso leve. — Não precisa. Eu volto logo.
Assim que saiu pela porta do camarote, Clarice teve que se apoiar na parede.
Fazia tanto tempo que não bebia. Sua resistência ao álcool havia caído drasticamente.
Deu uns tapinhas no próprio rosto e seguiu em direção ao banheiro.
Antes mesmo de achar o local, foi agarrada pelo braço em um canto mais escondido do corredor.
Clarice levou um susto enorme. Quando abriu a boca para confrontar a pessoa, foi prensada contra a parede, com o outro pulso também imobilizado.
A pessoa à sua frente não era ninguém menos que Orlando.
O semblante de Clarice escureceu na mesma hora.
— Por que você está me segurando? Me solta!
Clarice disparou irritada, fazendo força para libertar os pulsos.


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