Luan girou o volante bruscamente, tentando recuperar o controle do veículo, enquanto Erasmo puxou Clarice para os seus braços, protegendo-a.
— Você se machucou em algum lugar?
Clarice balançou a cabeça. A reação de Erasmo para protegê-la havia sido tão rápida que ela saiu ilesa.
— O que está acontecendo? — Ela ergueu os olhos para perguntar a Luan.
— O carro de trás está batendo de propósito. Pelo visto, eles vieram preparados e com más intenções — respondeu Luan.
Clarice sentiu um calafrio. O veículo de trás continuava empurrando-os impiedosamente para a frente.
A velocidade só aumentava. Ao olhar para o horizonte, ela percebeu que aquele trecho da estrada era cheio de curvas sinuosas.
Se ela não estava enganada, havia uma descida com um penhasco logo adiante.
Encontrando uma brecha para olhar para trás, as pupilas de Clarice se contraíram.
Aquele cabelo tricolor inconfundível... era o amante de Melissa.
O homem também a viu, abriu um sorriso sarcástico e passou o dedo pela garganta, em um gesto claro de ameaça.
Era de uma arrogância e de uma psicopatia extremas.
Ela pôde até mesmo ver um brilho de excitação nos olhos dele.
Clarice franziu as sobrancelhas; aquele cara era, sem sombra de dúvida, um lunático.
— Aquele é o amante da Melissa, o pai do filho que ela estava esperando — Clarice virou-se novamente para a frente.
Ele quer nos matar. Se eu não estiver enganada, o objetivo dele é jogar o nosso carro penhasco abaixo logo ali na frente. Nesse ritmo, em menos de cinco minutos vamos despencar e o carro será totalmente destruído.
— Sr. Alves, vou mandar os seguranças que estão escoltando a Srta. Miranda voltarem para interceptar o carro dele — sugeriu Luan.
— Não vai dar tempo. Apenas mantenha o controle do volante — disse Erasmo, lançando um olhar para a estrada.
Luan assentiu com a cabeça.
Erasmo pegou o celular e fez uma ligação, informando de maneira concisa e precisa a localização e as instruções do que deveria ser feito em seguida.
Clarice ergueu o olhar e se deparou com o perfil perfeitamente delineado de Erasmo.
A presença fria e firme de Erasmo lhe transmitia uma paz indescritível.
— Clarice, não tenha medo. Nada de ruim vai acontecer — Erasmo olhou para baixo e esboçou um leve sorriso.
— Erasmo, acho que acabei envolvendo você nessa confusão — Clarice forçou um sorriso amargo.
— Não se preocupe com isso — Erasmo a apertou ainda mais forte em seus braços.


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