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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 163

"Érick"

Eu fechei a porta do escritório e caminhei até o aparador, servindo duas doses de wiskhy. Entreguei um copo para o Julian, que se afundou na poltrona de couro com o paletó aberto e uma expressão que misturava exaustão e uma satisfação muito óbvia.

- Você está com uma cara de quem acabou de domar um leão, Julian. - Eu comentei, me sentando no sofá ao lado dele e dando um gole na bebida. - Ou de quem acabou de levar uma surra de uma certa garota de short jeans.

- Você viu aquele short? Minha nossa, essa mulher vai deixar o meu coração em frangalhos! - O Julian fechou os olhos, mas estava sorrindo. - Ah, meu amigo, a Marcelina não dá surras. Ela causa terremotos, ou melhor, tsunamis, como você bem definiu. - O Julian soltou um riso soprado. Ele parecia tenso quando chegou, mas agora a sua postura exalava o controle de sempre. - Mas o contrato está assinado. Amanhã de manhã ela começa oficialmente.

- Ótimo. Agora que a retaguarda da Lorena está protegida por um furacão de chiclete, nós podemos focar na nossa ofensiva. - Eu peguei a pasta preta com os dados do nosso primeiro alvo no Conselho e a joguei no colo do Julian. - O Simão está ocupado tentando se explicar para o resto do Conselho depois do vexame da auditoria. Isso é muito bom para nós. Quando ele perceber o que estamos fazendo, será tarde demais. Enquanto ele sangra politicamente, nós vamos cortar as pernas dos aliados dele. Um por um. Começando pelo elo mais fraco.

Julian abriu a pasta, os olhos brilhando com aquela frieza que o tornava o melhor no que fazia.

- Conselheiro Mendes. - O Julian apontou para a foto de um homem de cabelos brancos e expressão severa. - Sessenta e cinco anos, casado há quarenta com uma das mulheres mais tradicionais da alta sociedade. Ele é o braço direito do Simão nas votações de ética. O detetive descobriu que o Mendes posa de patriarca exemplar, mas mantém um apartamento de luxo no centro, onde sustenta rapazes de vinte anos para o seu bel prazer.

- O puritano cheio de preconceitos gosta de rapazes... - Eu soltei um riso seco, sem a menor surpresa. - Aquela gente me dá náuseas com a sua falsa moralidade. Isso vai destruí-lo... ou pelo menos mantê-lo acorrentado a nós.

- Completamente. - O Julian assentiu, fechando a pasta. - A Lorena vai fazer uma visitinha para ele amanhã à tarde, no aconchegante apartamentinho do centro, enquanto ele está com um dos seus garotos. A Marcelina vai junto, com o crachá de secretária. A Lorena nem vai precisar falar muito, porque ela vai pegá-lo no ato. Mas ela vai ter o prazer de jogar na cara dele as fotos do apartamentom dos rapazes e os comprovantes de transferências bancárias.

- Quero ver o Mendes enfiar a moralidade dele no ralo quando a "babá inadequada" mostrar que tem a vida dele nas mãos. - Eu sorri, sentindo a adrenalina da caçada correr pelas minhas veias. - E depois disso, Julian, você compra as ações dele, todas elas.

- Pode deixar. - O Julian fechou a pasta e a jogou sobre a mesinha de centro. - Agora vamos tratar dos meus interesses.

- Seus interesses? - Eu ri. - Pensei que você só tinha um interesse que atende por Marcelina.

- Ah, essa força da natureza que eu vou domar. - Ele sorriu. - É exatamente sobre isso que eu quero falar. Cara... eu não sei o que aquela garota tem. Ela me trata como se eu fosse um pedaço de lixo corporativo, um playboy idiota, me provoca, me ameaça... e tudo o que eu consigo pensar é em como fazer para tê-la de volta no meu carro.

Eu olhei para o meu amigo, surpreso. O Julian era o maior libertino da holding, o homem que colecionava dondocas da alta sociedade e fazia o que queria com elas. Vê-lo desestabilizado daquele jeito era uma novidade hilária.

- Você está fisgado, Julian! - Eu ri alto, cruzando os braços. - Eu só te vi perder a cabeça assim por uma mulher, uma única vez na vida. E foi por aquela garota de peruca verde da boate. A Pandora.

O Julian travou o copo no ar por um segundo inteiro, a mandíbula contraindo visivelmente antes de ele dar um longo gole no uísque.

- A Pandora era uma fantasia, Érick. Uma obsessão da noite. - Ele respondeu, a voz subitamente mais tensa, sem desviar os olhos do copo. - A Marcelina é real. Ela me machuca onde dói. Ela tem um orgulho que eu não consigo quebrar com o meu dinheiro. Ela me j**a na cara que somos de mundos diferentes e eu... eu estou ficando louco com essa marra dela. Aquela boca... Deus, eu a beijei na sala da casa dela e sinto que fui eu quem levou o golpe.

- Então você fez muito bem em trazê-la para cá como secretária. - Eu apoiei, achando excelente que o meu irmão de vida estivesse finalmente encontrando a sua corda no pescoço. - Agora você tem o pretexto perfeito.

Capítulo 163: O primeiro alvo no Conselho 1

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