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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 331

"Lorena"

Dentro da pequena caixa de veludo repousava um diamante cravado em um aro de ouro branco, que brilhou debaixo da luz da manhã que entrava através das cortinas meio abertas. O Érick me encarou com os olhos totalmente desarmados. Ele segurou a minha mão com um aperto suplicante de quem havia atravessado o inferno para reconquistar o paraíso e me encarou despido de todo o seu orgulho.

- Nós não vamos apenas redecorar as salas e queimar o quarto de hóspedes, Lô. - Ele falou num sussurro rouco. - Nós vamos agarrar o nosso felizes para sempre.

Um sorriso radiante surgiu no meu rosto, e as lágrimas de alívio venceram as minhas pálpebrasm estava acontecendo, os planos de um ano atrás estavam finalmente se realizando.

- Eu quero resignificar esta casa com você, reconstruir o nosso lar e o nosso relacionamento, merecer você todos os dias e construir a nossa família protegida pelo amor que sentimos. - O Érick começou a falar devagar, com a voz baixa, olhando diretamente nos meus olhos. - Eu quero os pique-niques nas tardes de domingo, os beijos de bom dia para afastar o mau humor, as invasões inesperadas no meu escritório enquanto eu trabalho, os risos e conversas pela casa e ter sempre os nossos amigos barulhentos por aqui para noites de pizza e cerveja. Eu quero estar ao seu lado todos os dias e cada minuto de cada noite. Eu quero te proteger e cuidar de você e dos nossos filhos. Eu quero ser o homem em quem você confia, para quem você não guarda segredos e com quem você quer estar. Eu quero que você me queira e que queira olhar para o futuro comigo enquanto segura a minha mão no presente. Eu quero que você seja mais do que a mãe dos meus filhos, eu quero que seja a minha esposa. Eu quero o meu banquete completo, Lorena, para saboreá-lo por toda a vida. Você quer, Lô, dividir comigo a vida e abraçar os meus sonhos como eu quero abraçar os seus? Quer casar comigo, minha Fada?

Eu sorri radiante, as lágrimas de emoção rolando pelo meu rosto. Meu coração batia apressado e eu sentia como se tudo finalmente estivesse no lugar. Eu queria tudo o que ele queria, queria aquela família, queria a felicidade que ele me fazia sentir. Eu experimentei a vida sem ele e era simplesmente uma versão triste e desbotada de mim. Eu amava aquele homem com todo o meu coração e isso era definitivo. Eu estendi a mão e deixei que ele deslizasse o anel pelo meu dedo trêmulo.

- Eu quero tudo o que você quer e muito mais, meu amor! Eu me caso com você! Mas... vai ser do meu jeito, Albelini. - Eu aceitei com um meio sorriso convencido que o fez rir e desabar de alívio no meu pescoço, dando beijos que invocavam os melhores momentos da noite passada.

- Eu te amo, Lô! E eu vou te fazer muito feliz. - Ele decretou tirando uma mecha de cabelo do meu rosto.

- Você faz! Desde que não tenha uma crise de orgulho ofendido. - Eu sorri e olhei para o anel no meu dedo. - Você anda por aí com anéis de noivado no bolso para pedir todas as mulheres que leva pra cama em casamento?

- Você é uma coisinha má! - Ele bufou divertido. - Não, Lô, você é a única mulher para quem eu já dei um anel, porque você é a única que eu amei e amo. Esse anel era da minha mãe. Meu pai deu a ela quando a pediu em casamento. Antes de toda essa confusão eu já queria me casar com você, aí a minha mãe trouxe o anel para mim. Eu o deixei no cofre, para fazer um pedido formal depois que passasse o problema com o antigo conselho. Deu no que deu. - Ele suspirou e olhou para o anel no meu dedo. - Ontem quando eu peguei a chave da suíte no cofre, eu vi a caixa, decidi que eu não queria esperar mais. Eu a coloquei no bolso e enquanto você dormia eu a peguei, porque eu te pediria assim que você abrisse os olhos essa manhã. Eu não queria esperar pelo momento certo, porque para mim não tem momento mais certo que este. Eu não quero correr o risco que você se arrependa de me perdoar e fuja. Por isso... aqui estamos!

- Eu não vou fugir, Érick! Se prepare, eu estou de volta! - Eu brinquei e ele riu, me prendendo contra o colchão com um beijo.

Duas horas depois, o Alberto estacionou o carro em frente a casa da D. Heloísa. O Érick e eu caminhamos de mãos dadas até a sala de estar onde a Dalva e a D. Heloísa bajulavam o meu filho como as duas avós corujas que eram.

- Ah, mas vocês já voltaram? - A D. Heloísa falou decepcionada. - Viu, Dalva, ela não confia em deixar o nosso neto com a gente.

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