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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 340

"Érick"

Eu estava sentado na cama observando a Lorena encostada no meu peito amamentando o meu filho. Era lindo de ver a docilidade com que ela olhava para ele e o acariciava enquanto ele gulosamente sugava o seu seio. Eu acariciava a barriga dela e vez ou outra dava um beijo na curva do seu pescoço.

- Pronto! - Ela falou suavemente, mudando o nosso filho de posição, o aconchegando em seu peito. A cabecinha dele repousou em seu ombro.

- Eu passaria o dia assim com vocês. - Eu comentei, enquanto tocava levemente a cabeça do meu filho.

- Você não tem ideia do quanto isso é cansativo. É maravilhoso, eu não estou reclamando, mas me deixa exausta. - Ela desabafou. - E daqui a pouco vai ter outro.

- O que eu posso fazer para que seja menos difícil para você? - Eu quis saber.

- Você já está fazendo. Você é um ótimo pai. Você levanta a noite, troca fraldas, cuida do seu filho. Isso é muito mais do que eu imaginei que um pai que precisava de uma babá faria.

- Eu sempre cuidei da Alice, só não podia estar em casa todas as tardes e não queria ocupar a minha mãe que, como descobrimos, já é muito ocupada. - Eu ri. - Deus, eu jurava que aquela mulher passava as tardes tomando chá e cuidando do jardim.

- Mas ela faz isso, só que ainda tem tempo de ajudar outras mulheres e ganhar dinheiro com negócios lucrativos.

- É, ela sabe usar o tempo. Lô, se você quiser diminuir o ritmo na empresa, ou trabalhar de casa, aparecendo na holding só quando for essencial...

- Eu sei e eu já estou planejando isso. Eu quero cuidar dos meus filhos e quero trabalhar. Eu tenho muita sorte por poder levar o trabalho para casa e se não der conta mandar o meu marido fazer por mim.

- Sim, minha rainha, eu estou nesta vida para servi-la. - Eu brinquei com ela e enquantos rimos um som curto e abafado atraiu a nossa atenção vindo do Marco. Era o sinal de que estava na hora de voltar para o jardim.

Nós nos vestimos e eu fechei o zíper do vestido da minha esposa que era praticamente uma réplica do vestido de noiva, mas com comprimento no joelho e saia menos ampla. Ela estava deslumbrante!

Assim que atravessamos a porta que dava para o movimentado jardim, meus olhos travaram no casal na entrada da varanda. E os olhos do homem caíram também sobre mim. Era o Lucas, amigo da Lorena. Eu sabia que devia a ele um agradecimento, mas eu ainda sentia um certo ciúme por ele ter acompanhado a gestação da Lorena. Eu vinha adiando o momento de conhecê-lo.

Mas a promessa que eu fiz à Lorena quando ela me perdoou acendeu como um letreiro na minha mente: do jeito dela seria o único jeito, sem crises de orgulho idiota com ninguém. Além do mais, ela me falou várias vezes do quanto ele foi essencial para a saúde gestacional dela e eu devia muito a ele por isso.

Eu respirei fundo, puxei a Lorena comigo e marchei a passos firmes e impositivos direto na direção daquele homem. Parei em frente a ele e estiquei o meu braço, oferecendo a minha mão em cumprimento.

- Érick, finalmente nos conhecemos. Embora eu sinta como se já o conhecesse há muito tempo. A Lorena sempre falou muito de você. - Ele foi o primeiro a falar.

- É mesmo?! Espero que ela tenha se lembrado das coisas boas. - Eu apertei a mão do Lucas com uma firmeza madura, sincera e de igual para igual.

- Ela se lembrou. Você já conhece a Morgana? A louca que a Lorena deixou cuidando da minha avó? - Ele apontou para a mulher ao lado.

- É um prazer conhecê-la, Morgana. Talvez voce consigha me explicar de onde a D. Cecília tira tanta vitalidade. Ontem na boate ela estava dançando sobre a mesa. - Eu me lembrei e vi os olhos do médico quase pularem das órbitas.

- Nem olha para mim, Lucas, não fui eu dessa vez. - A mulher respondeu e se virou para mim. - Como vai, Sr. Albelini. nós já nos conhecemos, da boate, eu ficava no bar. Sua mãe quem conseguiu o emprego para mim com a D. Débora. - Ela apertou a minha mão com firmeza.

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