"Lorena"
O beijo de trégua que começou lento, meio inseguro e quase que pedindo passagem era um pedido de desculpas silencioso que me fez esquecer todos os motivos que eu tinha para ficar longe daquele homem. Mas não durou muito. E o perigo não era mais ele me demitir, mas sim eu nunca mais querer ir embora desse refúgio. Em segundos, ele se transformou em um incêndio que não se podia controlar. E não poderia ser diferente, mesmo ali, tentando se desculpar, era o Érick Albelini, ele era intenso.
No momento em que as mãos dele apertaram a minha cintura e ele me empurrou para o sofá novamente, seu corpo sobre o meu, o mundo lá fora e todos os problemas simplesmente virou cinzas.
Naquele momento, cercada pelo cheiro de mato e pelo calor do homem que eu deveria temer, eu percebi que estava perdida. Não importava se eu era a babá ou a garçonete; eu amava o modo como ele me segurava como se eu fosse a coisa mais preciosa do seu mundo.
- Eu senti falta disso... do seu calor... do seu beijo. - Ele rosnou contra a minha boca, um som rouco que vibrou direto no meu baixo ventre. - Do seu gosto, da forma como você estremece quando eu te toco.
Ele não esperou. Suas mãos subiram possessivas, ignorando o tecido do meu elegante vestido de babá, que agora parecia apenas um corte de tecido amarrotado. O Érick desabotoou os botões do vestido com uma urgência febril, e quando sua boca encontrou a curva do meu pescoço. Eu também havia sentido falta dele. Ele me tocava com a sede de um homem que esteve no deserto por dias.
Eu empurrei o seu paletó e o puxei para mais perto, minhas mãos se agarrando ao tecido até que ele se livrasse da peça. Ali, naquele sofá de couro caramelo, naquele pedaço de mundo que se descolava da nossa realidade, eu estava de novo entregue àquele homem.
Ele ergueu o corpo, tirou o paletó e a gravata, arremessando cada peça em uma direção. Os botões do meu vestido estavam abertos até a cintura, onde a saia se encontrava embolada. Os olhos dele desceram pelo meu corpo cheios de desejo.
Ele tornou a se deitar sobre mim, seus lábios exigentes procurando os meus. Enquanto ele me beijava, habilmente já tinha desabotoado o meu sutiã e puxava para fora dos meus ombros as alças da peça junto com as alças do vestido. No segundo seguinte, enquanto todas as minhas peças de roupa escorregavam pelo meu corpo, a sua boca também descia, como que marcando o ritmo que ele me deixava nua.
Ele beijava a minha pele, como quem atiça brasas procurando pelas labaredas. Ele me livrou das minhas roupas com um gemido em apreciação ao que via. Seuas mãos subiram dedilhando a minha pele por onde a sua boca tinha passado.
Ele apoiou as duas mãos ao lado da minha cabeça, pairando sobre mim enquanto me beijava e eu abria o seu cinto e empurrava sua calça e a cueca para baixo. Eu ouvi o baque dos sapatos dele no chão. Devagar ele tocou o meu corpo com o dele, mantendo um cotovelo ao lado da minha cabeça, enquanto sua outra mão deslizava pelo meu corpo e puxava a minha perna para cima.
Ele voltou a me beijar e esfregou o seu membro na minha intimidade, fazendo o meu corpo tremer de necessidade.
- Como você consegue esconder esse fogo? - Ele soprou as palavras junto aos meus lábios.
Ele me penetrou com uma lentidão que me fez morder o lábio inferior. Aquele movimento lento era obsceno e delicioso. Ele entrou completamente em mim, me fazendo arfar. A forma como ele me preenchia era perfeita. Ele se retirou completamente e voltou a me penetrar, dessa vez com um movimento rápido e preciso, me fazendo soltar um gemido agudo.
- Isso, gostosa, me mostra essa mulher que você esconde do resto do mundo. - Ele sussurrou.
Ele trilhou beijos pelo meu pescoço até chegar aos meus seios. Enquanto seus movimentos iam ganhando velocidade e meus gemidos iam ficando mais altos. E como se ele não conseguisse mais se conter, ele segurou forte a minha cintura e acelerou os movimentos, me levando com ele num frenesi delicioso.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite