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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 109

POV: SKY BITTENCOURT

Quando cheguei ao auditório do hotel para a palestra, o meu estômago ainda estava dando nós. Eu fui a primeira a entrar, tentando me esconder nas fileiras do fundo, mas não demorou muito para que as outras pessoas chegassem. A Sakura e a Moon se sentaram ao meu lado.

Um tempo depois, através do vidro do corredor, vi o Rocco se despedindo da Letícia. Eles demoraram uma eternidade e ainda ficaram conversando no corredor antes de ela ir embora. Fiquei encarando aquela cena com um aperto esquisito no peito, a mente fritando, tentando adivinhar o que caralhos eles tinham ficado fazendo trancados naquele quarto depois. Senti uma pontada quente e incômoda.

Será que isso é ciúme?, meu subconsciente perguntou, e a simples possibilidade de ter ciúme de um brutamontes prepotente daquele me irritou tanto que dei três murrinhos na minha própria cabeça para ver se o juízo voltava para o lugar.

— Para com essa merda, Sky. Foco no que importa, Sky — ordenei a mim mesma, respirando fundo quando as luzes começaram a apagar.

A palestra começou. Quem assumiu o projetor foi o Nathan, desfiando dados de solo e fundação enquanto o Diego acompanhava do lado como suporte. O Rocco sentou na primeira fileira. Ele não abriu a boca, mas eu conseguia sentir o peso do olhar dele. Toda vez que eu me mexia na cadeira, sentia o par de esmeraldas dele me mapeando por completo e me deixando totalmente desconfortável.

Eu não aceitaria passar por aquilo, não depois de ter sido rebaixada ao status de "apenas uma funcionária" na frente da morena de alta-costura. No meio do intervalo, puxei a Sakura e a Moon pelo braço num canto do corredor.

— Meninas, tem como eu dormir no quarto de vocês hoje à noite? — perguntei, a voz saindo meio arrastada pelo nervosismo.

— Uai, Sky? Aconteceu alguma coisa? — Moon franziu o cenho, confusa.

— Nada, é que a gente precisa focar muito no projeto e trabalhar duro a partir de agora — disfarcei rápido.

— Ok então! Vamos arrasar! — Moon afirmou com o mesmo otimismo de sempre, saindo na frente para pegar um café.

Assim que minha irmã se afastou, a Sakura cruzou os braços e me barrou no canto do corredor, me medindo com aquele olhar clínico de quem já tinha lido todas as entrelinhas da minha cara de choro.

— Onde é que você está dormindo? — ela perguntou direto, baixinho.

Engoli em seco, olhando para os lados antes de me render.

— No quarto com o Rocco Blackwood.

— Eu sabia! — Sakura levou a mão à testa, soltando um riso soprado. — O que está rolando entre vocês dois, afinal?

— Eu não sei, Sakura... A gente se pegou de um jeito absurdo, mas hoje de manhã uma morena maravilhosa bateu na porta atrás dele, cheia de intimidade.

Sakura balançou a cabeça, num misto de pena e irritação.

— O Rocco é um safado, um cafajeste de primeira. Não fica triste por causa dele, não.

— Eu não estou triste, estou puta. E não quero que ninguém saiba disso. Eu acabei de ser traída pelo Victor, e já me envolvi com alguém complicado...

— Mas eu acho melhor assim — Sakura ponderou. — Se o pessoal da empresa souber que está se envolvendo com o CEO, sua carreira vai direto para o ralo. Seu trabalho vai perder todo o valor, vão te acusar de favoritismo e dizer que só passou no concurso por causa dele.

— Você tem toda razão. É a melhor coisa no momento. Não posso complicar ainda mais a minha vida — afirmei, embora meu coração apertasse de um jeito estranho.

Quando o horário do voo de voltar para Porto Alegre chegou e nós já estávamos no terminal de embarque, o Rocco continuava desaparecido. A comitiva da engenharia entrou na fila do avião, e eu fiquei vigiando o portão de embarque de segundo em segundo, esperando que aquela muralha de músculos brotasse de última hora. A Sakura percebeu o meu pescoço girando igual ao de uma coruja e tocou de leve no meu ombro.

— Ele não vem, Sky. Teve que pegar um voo direto para a Inglaterra de madrugada.

— Ah... por quê? — perguntei, tentando parecer indiferente, mas falhando de um jeito miserável.

— O irmão caçula dele, o Ravi... parece que o guri teve um surto de rebeldia, roubou o carro do avô lá em Londres e bateu o veículo num acidente feio. O Rocco teve que largar tudo para ir tomar conta da situação.

Senti um aperto esquisito no peito. Uma onda de dó me atingiu, embora eu odiasse sentir pena de um homem tão prepotente.

A Sakura acabou me explicando melhor a situação: quando os pais do Rocco morreram naquele acidente de carro, ele era muito jovem, um adolescente que teve que virar homem na marra para segurar o império, e o irmão dele era mais novo ainda, uma criança que estava dentro do veículo e carregava as marcas físicas do desastre. O Rocco era meio traumatizado com isso, vivia cercado de responsabilidades esmagadoras e o peso daquela coroa de concreto devia ser um fardo sádico para um cara de vinte e poucos anos.

Bati o pé no chão da sala de embarque, tentando afastar a empatia. Eu não podia ter dó do neto do homem que destruiu o meu pai. Não podia.

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Que situação complicada da nossa Sky. Não é? E a do Rocco também ?

Próximos capítulos. Grandes revelações e acontecimentos.

Ativem o modo Sherlock Holmes.

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