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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 116

POV: ROCCO BLACKWOOD

Não sei exatamente quanto tempo fiquei ali, parado no meio daquele corredor gelado do hospital, segurando a Sky contra o meu peito. Para um cara que vive calculando o tempo de cura do concreto e a precisão de cronogramas, perder a noção dos minutos era um erro de cálculo bizarro. Mas o calor do corpo dela e o jeito como os soluços foram diminuindo aos poucos pareciam mais importantes do que qualquer relógio.

De repente, ela deu um tranco para trás, empurrando de leve o meu peito com as duas mãos e me encarando com os olhos vermelhos e semicerrados.

— Por que você está me abraçando? — ela perguntou, a voz saindo meio rouca e ríspida, tentando recuperar aquela postura defensiva de sempre.

Olhei para baixo, arqueando uma sobrancelha.

— Olha, ruiva, se a minha memória não falhou nas doze horas de voo, foi você que me abraçou primeiro — rebati, segurando o riso.

— Ah, é? Então não me abraça mais! Me solta! — ela esbravejou, cruzando os braços.

O detalhe era que ela falava para soltar, mas as mãos dela continuavam firmes na barra do meu paletó, me segurando ali. Ergui as duas mãos para o alto, mostrando as palmas, totalmente rendido àquela lógica maluca dela.

— Eu até tentaria te soltar, mas você me esmagando desse jeito e me privando do oxigênio fica um pouco complicado, não acha? — provoquei, olhando para as mãos dela ainda presas no meu tecido.

— Você é um besta! Um idiota completo! — ela xingou, o rosto ficando vermelho, misturando a vergonha com a raiva de ter sido pega no flagra.

— Por que você está brigando comigo do nada? — perguntei, rindo fraco e abaixando os braços.

— Eu não sei! — ela rebateu, bufando e jogando os braços para baixo, parecendo brava com o próprio comportamento.

— É, pelo visto a gente já se acostumou tanto a brigar que você faz isso até no piloto automático — comentei, dando um passo curto para frente. — Mas tudo bem. Se você quiser brigar e descontar em mim agora, não tem problema. Pode vir.

Falei sério. Se o deboche e as patadas de sempre servissem para distrair a cabeça dela daquele cenário fúnebre de pronto-socorro, eu aceitaria o papel de saco de pancadas com o maior prazer. Mas olhando bem para ela ali... o estrago físico era visível.

Os olhos estavam inchados, as olheiras profundas marcavam a pele clara e o cabelo ruivo acobreado parecia um verdadeiro ninho de passarinho desgovernado. Me causou um aperto no coração.

Analisei aquela bagunça com um sorriso de canto.

— Faz quantos dias que você não toma um banho de verdade, hein? — soltei, arqueando a sobrancelha.

— Cala a boca, Blackwood! — ela sibilou, me fuzilando com o olhar. — levantando os braços para ver se estava fedendo.

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