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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 117

Um. cap. Conforto para vocês- AVALIEM A OBRA. TEM MUITAS PESSOAS LENDO E NÃO ESTÃO DEIXANDO COMENTÁRIOS NA PAGINA PRINCÍPAL DO LIVRO).

POV: ROCCO BLACKWOOD

Estacionei o carro na frente do prédio dela. Olhei de lado e a Sky continuava apagada, vencida pelo cansaço desses dias de hospital. Desliguei o motor, saí com cuidado e abri a porta do carona. Tentei passar os braços por baixo dela para tirá-la dali sem acordar, mas no segundo em que a puxei, ela deu um sobressalto, arregalou os olhos e me deu um empurrão violento no peito.

O resultado? Eu perdi totalmente o equilíbrio, caí de bunda no chão duro da calçada e ela veio logo atrás, despencando de mau jeito e caindo com tudo por cima de mim.

— Ficou louca, ruiva?! — perguntei, massageando as costas com uma mão enquanto tentava entender o golpe.

A Sky piscou, olhou para a minha cara de tacho no chão e começou a rir. Uma risada alta, gostosa, mas que durou pouco. No meio do riso, o semblante dela mudou e ela desabou em um choro tenso, misturando o alívio com o estresse acumulado. Não falei nada. Só a puxei para cima, levantei com ela no colo e caminhei direto para o elevador, segurando a bicha firme até abrir a porta do apartamento dela.

Coloquei ela de pé na sala e apontei para o corredor.

— Vai tomar um banho de verdade e lavar esse cabelo. Enquanto isso, vou arrumar a mesa e colocar a comida nos pratos.

A Sky cruzou os braços, me encarando com desconfiança.

— Nossa, o herdeiro agora serve comida? Desde quando você faz isso?

— Eu sou rico e sou bom em absolutamente tudo o que faço, aceita — brinquei, ajeitando as mangas da camisa.

Ela soltou um risinho debochado.

— Nossa...

— Eu já sei o que você vai falar — interrompi, sorrindo de canto. — Que o meu ego é do tamanho do Everest, acertei?

— Acertou em cheio, Blackwood — ela riu, balançando a cabeça, mas logo o olhar dela caiu sobre mim, me analisando de cima a baixo. — E você? Por que está com essa cara de quem foi atropelado e deixado para morrer?

— Bom, tenta ficar doze horas trancada dentro de um jato cruzando o Atlântico para ver se você não fica exatamente da mesma forma — respondi, puxando as sacolas da janta.

Ela arqueou a sobrancelha, jogando um olhar malicioso.

— Hum... E por acaso você estava sozinho nesse avião ou tinha alguma morena de pernas bonitas viajando com você?

— Não tinha morena nenhuma, ruiva. Estava só eu — falei, fixando meus olhos nos dela. — Eu fui para Londres resolver o problema do acidente do meu irmão, e voltei correndo assim que deu só para ficar com você.

A Sky travou por um segundo, o rosto mudando de expressão.

— E por que você faria isso?

— Porque você é minha funcionária, esqueceu? Preciso cuidar das minhas ferramentas de trabalho — soltei a provocação, só para ver a reação.

Ela bateu o pé no chão, me xingou de idiota e marchou em direção ao banheiro, batendo a porta com força. Fiquei rindo sozinho na cozinha.

Depois de um tempo, ela voltou com os cabelos lavados e úmidos, vestindo uma camisa confortável. Sentei com ela na mesa e começamos a comer a janta que comprei.

— Bom, eu preciso ir para casa tomar um banho e me trocar, mas depois eu posso voltar para cá se você quiser — comentei, limpando as mãos no guardanapo.

— Não precisa ir embora não... — ela falou meio sem graça, limpando a boca.

— Tenho que trocar de roupa, já estou cheirando a Doritos e queijo suíço.

— Que nojo — ela disparou, terminando de mastigar. — Fica aí. Eu tenho uma roupa que dá em você.

Olhei para ela, achando aquilo estranho.

— Roupa de quem? De homem? Quem?

— Não, não... não é de homem. Mas eu acho que vai servir em você. Vai lá tomar seu banho — ela disse, apontando na direção do banheiro.

Tomei um banho demorado, tirando a nhaca do fuso horário do corpo. Quando desliguei o chuveiro, ouvi a batida na porta e a Sky deixou a tal roupa na bancada. No segundo em que olhei para o tecido, eu comecei a rir alto sozinho. Não era possível que ela estava me fazendo passar por aquilo.

Era um pijama dela. Um shortinho curto e uma blusa de alcinha de estampa ridícula. Quando enfiei os braços, as alças finas quase estouraram nos meus ombros largos. O short ficou bizarramente apertado, esmagando minhas coxas. Eu parecia um verdadeiro traveco com o saco partido.

Coitado do big Black, tendo a masculinidade severamente testada e se alguém me visse assim.

COM CERTEZA!! SERIA DUVIDOSA.

— Eu não vou sair daqui de dentro com essa merda! — gritei de trás da porta.

— Ah, sai daí logo, Rocco! Não deve ter ficado tão ruim assim! — ela gritou de volta da sala, rindo alto.

Me encarei no espelho, rindo da minha própria desgraça. Dei um jeito no pano e abri a porta. No segundo em que a Sky me viu pisar na sala, ela se dobrou ao meio e começou a gargalhar, apontando para as minhas pernas de fora.

— É... realmente está muito ruim! — ela comentou entre os risos, o que me fez rir junto.

— Pode rir da minha masculinidade ferida, vai — resmunguei, cruzando os braços bem devagar para não arrebentar as costuras da blusa de alcinha.

— Eu já coloquei a sua roupa do voo para bater na máquina — ela disse, tentando controlar o riso e limpando uma lágrima no canto do olho.

— É, agora não tenho nem como ir embora, porque eu me recuso a passar na portaria do seu prédio vestido assim — brinquei, fazendo ela rir de novo.

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