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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 118

POV: SKY BITTENCOURT

Acordei no meio da madrugada com o quarto mergulhado no silêncio e uma sensação de calor que eu não sentia há muito tempo. Quando abri os olhos devagar, meu coração deu um pulo e o sangue subiu direto para as minhas bochechas de tanta vergonha. Eu estava completamente jogada, dormindo com a cabeça em cima do peito do Rocco.

Olhei para o rosto dele a poucos centímetros do meu. Ele dormia de um jeito tão sereno, tão calmo e desarmado, que toda a minha vontade de pular para o outro lado da cama sumiu. Em vez de me afastar, acabei me aninhando ainda mais ali, me encaixando no braço dele. Quase no mesmo instante, ainda dormindo, ele se moveu e me abraçou de volta, me apertando contra si.

Fiquei ali, imóvel, pensando em como o colo dele era quente. Ouvindo o barulho compassado do coração dele bater contra o meu ouvido, me veio um pensamento bobo: ele é humano de verdade, afinal. Ele tem um coração aqui dentro.

Tudo o que eu estava sentindo começou a virar uma confusão mental na minha cabeça. O Rocco estava mexendo comigo de um jeito que eu não conseguia controlar, aparecendo e ficando do meu lado no momento em que eu mais precisava, sem pedir nada em troca. O que eu sentia por ele estava se tornando grande demais, assustadoramente grande. Mas eu jamais admitiria isso em voz alta para ele. Nunca. Se o ego dele já era do tamanho do Everest, agora tinha virado o Burj Khalifa, o maior arranha-céu do mundo. Se eu desse corda, ele construiria uma Muralha da China entre nós só de pura soberba.

Mas, no fundo, eu gostava de estar perto dele. E olhando para ele no escuro, uma certeza me atingiu: se eu pudesse escolher alguém no mundo para perder a minha virgindade, eu queria que fosse com ele. O Rocco me fazia sentir uma mulher desejada, mas ao mesmo tempo era tudo tão tranquilo e seguro perto dele que eu me sentia totalmente à vontade naquele quarto, sem um pingo de nervosismo. E isso era o que mais me assustava. Talvez porque nós dois fôssemos dois ridículos que passavam o dia brigando por tudo, mas o nosso relacionamento, no fim das contas, era bizarramente bom.

Acordei pela segunda vez pela manhã, com os raios de sol entrando pela janela e um cheiro maravilhoso de café fresco invadindo o quarto. Estiquei a mão para o lado no lençol e o espaço estava vazio. Ele já tinha levantado.

Me espreguicei, levantei da cama e caminhei até a cozinha. O Rocco já estava lá, vestindo as suas próprias roupas sociais, com a mesa completamente posta para o café da manhã e um prato cheio de pão de queijo quentinho.

— Nossa... que horas você acordou? — perguntei, coçando os olhos.

— Acordei mais cedo — ele respondeu, servindo o café na xícara. — Tive que resolver algumas coisas no celular. E você? Vai voltar para o hospital hoje? O que vai fazer? Eu preciso dar um pulo na empresa daqui a pouco.

— Eu vou lá na casa da Sakura ajudar a minha irmã e o pessoal a arrumar o projeto da Zênite — expliquei, me sentando. — A entrega e a apresentação final são no sábado, então não posso deixar elas na mão.

O Rocco se encostou no balcão, me olhando sério.

— Sabe que eu não vou avaliar o projeto de vocês, né? Eu me preocupar com você é uma coisa, e eu sei que você tem um potencial enorme na arquitetura, Sky. Mas eu sou o CEO da Blackwood. Não posso deixar as minhas emoções falarem mais alto na mesa do júri.

Parei com a xícara no meio do caminho, arqueando a sobrancelha.

— Emoções? Que emoções? Do que você está falando? Robô Blackwood? — perguntei, tentando dar uma de desentendida, e dei um gole rápido no café quente.

O líquido ferveu na minha língua.

— Ai, caramba! Queimei a língua! — exclamei, arregalando os olhos e quase cuspindo o café de volta na xícara.

Comecei a abanar a boca com a mão, pulando de um lado para o outro na cozinha enquanto o Rocco caía na risada, se divertindo com o meu desespero.

— Tá vendo? Isso é para você largar de conversar demais. — ele provocou, pegando a chave do carro no balcão. — Quer uma carona até a casa da Sakura?

Olhei para ele, ainda passando a mão na boca, e depois para o meu próprio estado, com o cabelo meio bagunçado. Ele estava impecável, lindo demais naquele terno, o que me deu uma pontada de raiva por ele conseguir ser tão bonito logo cedo.

— Quero — resmunguei, me rendendo à praticidade.

— Olha, ainda bem que você é herdeiro — brinquei, rindo do tom desafinado dele. — Porque como cantor, meu Deus... você ia passar fome. Ia ser muito mais pobre do que eu.

Ele deu um sorriso de canto, sem tirar os olhos do trânsito, e voltou a ficar sério de repente.

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