POV: ROCCO BLACKWOOD
Saí daquela suíte master com o corpo fervendo e a mente completamente desordenada. Mesmo depois de ter descarregado parte daquela tensão absurda assistindo à Sky na cama, o desejo ardente por ela não havia sumido das minhas veias. Era uma necessidade que parecia se alimentar de cada gemido que ela soltava.
Caminhei a passos rápidos pelo corredor do subsolo e me tranquei no meu escritório privado dentro do Ambrosia Club. Eu ainda estava com tanto tesão acumulado, tão bizarramente excitado com a lembrança dela chamando meu nome real, que precisei enfiar a mão na calça e me masturbar mais uma vez para conseguir aliviar o resto do aperto no meu membro rijo. Só assim consegui respirar direito.
Em seguida, entrei no banheiro do escritório e tomei um banho demorado. Deixei a água tirar o suor do meu corpo, tentando em vão arrancar o cheiro de morango da minha memória. Voltei para a mesa, passei pouco mais de uma hora revisando a contabilidade do clube, fechando o caixa das sessões técnicas e organizando as planilhas pendentes da semana para forçar o meu cérebro a focar em números.
Eu já estava arrumando as minhas coisas e pegando a chave da Mercedes para finalmente ir embora quando o meu celular começou a vibrar em cima da mesa. Olhei para a tela e vi o nome do Arthur piscar. Estranhei a ligação àquela hora da madrugada. Atendi imediatamente.
— Fala, Arthur. O que aconteceu?
— Olha, cara... eu estou com uma pessoa completamente perdida aqui no meu bar — a voz do Arthur veio com um ruído de música alta ao fundo. — Eu não conheço ela de verdade, mas acho que você pode ajudar, lembra da doida que te beijou? Pois é. Ela está aqui.
Minhas costas tencionaram na cadeira na mesma hora.
— De quem você está falando, porra? Quem está aí? Ja beijei tantas. Mas de qualquer forma não me interessa.
— A noivinha — Arthur disparou, direto ao ponto. — Aquela do vestido manchado. Do dia do GRENAL Sabe?
— A Sky! — o nome dela saltou da minha boca em um estalo de puro desespero.
— Bom, eu não sei se o nome dela é esse, mas ela está bem aqui. E para ser bem sincero, eu nem sei onde ela esyá, eu acho que ela está no mundo da lua, completamente fora de si.
— Caralho... Não deixa ela sair daí. Estou indo para aí agora mesmo — ordenei, desligando o telefone na cara dele antes de pegar o paletó e correr em direção ao elevador do subsolo.
Entrei na Mercedes e joguei o carro pelas ruas desertas do Quarto Distrito, acelerando o motor além do limite permitido. Minha mente era um caos de preocupação. Eu descontava a ansiedade tamborilando os dedos com força no volante a cada sinal vermelho que me forçava a parar.
O que aquela ruiva maluca tinha na cabeça para se enfiar em um bar daquele nível sozinha e naquele estado?
Estacionei de qualquer jeito na calçada do Erotic’s Boy e empurrei a porta de entrada. O salão estava meio vazio por causa do horário avançado. Corri os olhos pelo ambiente até focar no balcão pegajoso de madeira. A Sky estava exatamente ali, com o corpo totalmente tombado para a frente e o rosto deitado sobre os braços cruzados. A minha blusa de frio preta e pesada que o Arthur tinha jogado estava cobrindo os ombros dela.
Aproximei-me a passos largos, sentindo o meu peito apertar de um jeito incômodo ao ver a vulnerabilidade dela. Parei ao lado do banco alto e toquei de leve no ombro dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário