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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 131

POV: ROCCO

Ela continuou tossindo e despejando todo o conteúdo do estômago direto no meu peito.

A afastei um pouco e ela tossiu se engasgando, fazendo com que o líquido corrosivo e ácido respingasse na minha cara.

O cheiro terrível e azedo tomou conta do ar da sala inteira num piscar de olhos. Quando ela finalmente terminou soltou um suspiro fraco, desabando de lado no sofá, olhei para baixo e senti o meu estômago revirar. Havia restos nítidos de macarrão grudados no tecido da minha roupa e vomito escorrendo pelo meu peito e na minha cara.

A Sky limpou a boca com as costas da mão, soltou um gemido manhoso e simplesmente voltou a dormir, pesada, como se não tivesse acabado de destruir o meu terno, a minha dignidade e o meu tapete de cinco dígitos.

Me afastei dela cambaleando, sentindo o rastro gosmento e quente no meu pescoço. Eu estava em absoluto estado de choque. Olhei para aquela ruiva folgada, olhei para o estrago no chão e para o resto de macarrão.

Sem saber como reagir, simplesmente me joguei de costas no piso de porcelanato da sala. Deitei ali mesmo, no meio do caos, e bati a nuca contra o chão frio algumas vezes, encarando o teto com os olhos arregalados de desespero.

— Meu Deus... Por favor, devolve a minha sanidade — supliquei em voz alta para as paredes vazias, a voz saindo em um fio de pura derrota. — O que porra está acontecendo comigo? O que essa garota fez com a minha vida?

Fiquei ali por dois minutos inteiros, tentando recuperar a dignidade. Suspirei, levantei-me com cuidado para não espalhar o estrago e tirei o moletom imundo de uma vez, jogando-o direto dentro do cesto da área de serviço. Peguei um pano úmido, limpei o meu queixo com nojo e caminhei até a cozinha para olhar o relógio digital do forno de luxo. Passava das 01h da madrugada.

Peguei o meu celular e liguei imediatamente para a farmácia 24 horas da avenida principal.

— Alô. Preciso de uma entrega de urgência para a cobertura do edifício Blackwood — ditei de forma autoritária para o atendente. — Me manda o melhor remédio para ressaca que vocês tiverem, protetor gástrico e algo para enjoo forte. Pode colocar a taxa de entrega na velocidade máxima.

Desliguei o telefone e passei a mão pelos cabelos, encarando a sala de estar. Eu não tinha uma única peça de roupa feminina naquele apartamento. Eu não trazia mulheres para dormir aqui, muito menos para morar. Mas a verdade escancarada na minha cara era que, toda vez que a desgraça acontecia na vida dela, a Sky acabava deitada exatamente ali, dormindo sob o meu teto e sob os meus cuidados.

E o pior de tudo... o que me deixava realmente apavorado por dentro? Eu não estava achando ruim. Nem um pouco.

Olhando para ela ali, frágil, percebi que o meu peito estava preenchido por uma sensação de utilidade que eu nunca tinha experimentado antes. Eu passei a vida inteira controlando pessoas por obrigação, por poder, por contratos ou por pura manipulação financeira. Mas cuidar da Sky não tinha nada a ver com controle. Eu estava fazendo aquilo por puro afeto, por um desejo ardente de garantir que ela ficasse segura e bem.

Fiquei parado na ponta do sofá, observando o peito dela subir e descer devagar. Um pensamento absurdo, ridículo e completamente avassalador cruzou os meus neurônios naquele instante: Talvez se essa garota decidisse me colocar uma coleira de couro no pescoço e saísse me puxando pelas ruas de Porto Alegre igual a um bicho de estimação... eu simplesmente iria atrás dela sem reclamar.

Travei no lugar, os meus olhos arregalando sozinhos com o teor daquela constatação. Balancei a cabeça com força, me xingando mentalmente em todos os idiomas que eu conhecia.

— Não! Que porra é essa? Ficou maluco, Blackwood? — sussurrei para mim mesmo, indignado com a minha própria submissão mental. — Eu é que coloco a coleira e as amarras nas pessoas! Eu sou o Dom aqui! Que merda está acontecendo com a minha cabeça?

Dei um tapa na minha própria testa, tentando acordar para a realidade.

— Pronto. Agora eu vou ter que banhar você de qualquer jeito, vou ter que me banhar direito e ainda vou ter que passar a madrugada inteira banhando o meu apartamento para tirar esse cheiro de macarrão azedo — resmunguei sozinho, caminhando até o sofá.

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