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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 132

POV/ ROCCO

— Eu quero ser tudo para você, Sky — confessei, a voz saindo crua e desarmada. — Quero ser tudo o que você deseja, tudo o que você precisa, tudo o que passa na sua mente e tudo o que você necessita nesta vida.

— Uau!!! Isso daria uma música... — Ela levantou o dedo para enfatizar, mas acabou acertando o meu olho em cheio e quase me deixou cego.

Mais cego, né!

— Eu sei que você não vai se lembrar de nenhuma palavra amanhã, noivinha... — sussurrei, a voz saindo crua, grave e desarmada. — Mas para você conseguir voar alto e alcançar o que o seu nome representa, você precisa de uma rocha sólida onde fincar os pés. E eu vou ser essa rocha, Sky. Eu serei a estrutura imutável que vai sustentar todo o seu mundo, garantindo que nada, absolutamente nada, consiga abalar ou quebrar a sua segurança de agora em diante. Eu não sei quanto tempo essa paixão avassaladora ou esse tesão brutal vão durar no meu peito, mas eu sei que, enquanto eu estiver respirando, vou cuidar de você. Mesmo que você insista em lutar contra e não queira ser cuidada por causa desse seu orgulho bobo.

A Sky soltou um suspiro lento, as pupilas focaram em mim por um milésimo de segundo em meio ao torpor da bebida, antes de deixar os lábios se abrirem em um sussurro arrastado e impressionado:

— Uau... isso é tão poético.

Inclinei-me e dei um beijo demorado e terno na testa dela.

— Ótimo... Agora eu preciso vestir alguma roupa em você — comentei, tentando aliviar a intensidade do momento, embora estar tão perto dela estivesse me torturando.

Ajeitei o corpo dela nos meus braços, tentando controlar a batida totalmente descontrolada do meu peito. Levei a Sky para o quarto principal e a deitei na cama de casal com cuidado.

Abri o meu armário, puxei uma das minhas camisetas pretas de algodão mais largas e voltou para perto dela. Foi um teste de resistência foda vestir aquela roupa nela; com os dedos meio desajeitados e lutando contra o vislumbre daquela pele alva e macia, passei o tecido pela cabeça dela e guiei os braços moles pelas mangas. A barra da camiseta ficou enorme, cobrindo até a metade das coxas grossas e fartas.

Acomodei-a sob o edredom e dei a volta, deitando-me na cama logo em seguida. Quando me aproximei para me cobrir, a Sky se mexeu no colchão, os olhos claros semiabertos focando fixamente no teto escuro da cobertura.

— Rococo... queria ver o céu... sabe? O céu... — ela balbuciou, a voz sumindo em um sussurro manhoso.

Olhei para o teto alto e depois voltei os olhos para o rosto dela.

— Vou resolver isso para você — prometi, a voz saindo grave na penumbra do quarto, enquanto a minha mente já começava a planejar uma reforma com claraboia automatizada ou teto de vidro bem acima daquela cama. — Da próxima vez que você quiser ver o céu, não vai precisar nem levantar da cama. Eu vou dar um jeito.

A Sky soltou uma risadinha fraca, inteiramente entregue ao torpor, e virou o corpo de lado. Ela se aninhou perfeitamente no vão do meu braço, colando o rosto no meu peito e soltando o hálito quente de morango contra a minha pele.

— Você... tem que pa-parar... de fazer essas coisas por mim, Blackwood... — ela murmurou, a voz sumindo em pausas longas e arrastadas enquanto o sono a vencia. — Senão... senão eu vou aca-bá... me apaixonando... por você...

— Ah, é? Bom saber que não sou o único numa situação embaraçosa — sorri para ela, sentindo o meu coração bater violentamente contra as costelas.

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