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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 133

POV: SKY BITTENCOURT

Abri os olhos com uma dificuldade imensa, sentindo aquela ressaca desgraçada que parecia que ia me fazer morrer. Tentei enterrar o rosto no travesseiro de uma vez para fugir da luz do sol, mas o cheiro amadeirado e o rastro de loção pós-barba invadiram o meu nariz. Olhei para o teto, para os móveis minimalistas e para as paredes ao redor. Pronto. Eu já sabia exatamente onde estava: no quarto do Rocco. De novo.

Sempre isso. A mesma coisa. Eu sempre acabo voltando para cá e para ele.

Senti minhas bochechas esquentarem e cobri a minha cabeça com a coberta.

Droga.

Sorri sozinha no escuro. Não, não posso. Os poetas dizem que quando a gente ri pensando em alguém, já era, estamos ferradas. Quer dizer... tipo apaixonada!

Levei a mão à cabeça, sentindo tudo girar. Eu precisava urgentemente parar de beber. Mas para parar de beber, eu precisava primeiro resolver os meus problemas, e a verdade é que eu não fazia a menor ideia de como consertar a minha vida.

Me sentei na cama devagar e olhei para o meu próprio corpo. Eu estava usando uma camiseta dele. O cheiro dele estava completamente grudado no tecido, o que não ajudava em nada a minha sanidade.

Fechei os olhos bem forte para tentar lembrar do que tinha acontecido na noite passada. Os pedaços começaram a voltar na minha mente. Lembrei do Hades no subsolo do clube erótico e da sensação incrível que ele deixou no meu corpo... e depois lembrei das sensações angustiantes, da dor, da vergonha.

— Droga. — Me joguei na cama de novo, caindo de braços abertos.

Lembrei de mim mesma entrando no bar do Arthur, pedindo dois shots e desabando no balcão logo depois. E aí não sei direito como vim parar aqui. Baguncei meus cabelos, quase arrancando os fios, tentando lembrar de como cheguei até este quarto.

Um frio na barriga horroroso percorreu meu corpo inteiro. Ele me carregou... eu tossi... e, sei lá, acho que eu vomitei? Droga, está tudo confuso.

De repente, veio um flash na minha cabeça. Uma voz, que parecia ser a minha, dizendo com todas as letras para ele que eu estava apaixonada.

— Não, não, não... — resmunguei para o quarto vazio, sentindo o sangue sumir do meu rosto.

Minhas pernas viraram gelatina debaixo do cobertor só de pensar que eu realmente tinha falado aquilo. Minhas mãos começaram a suar de puro nervoso. Eu não podia ter sido tão burra. Tinha que ser um delírio da bebida, não era possível!

Afastei as cobertas e olhei para o lado. No criado-mudo, ele tinha deixado remédios para ressaca e um copo de água cheio. E em cima da poltrona, vi três sacolas com vestidos novos. Tirei um para olhar: eram novinhos e cabiam perfeitamente em mim.

Senti minhas bochechas queimarem ainda mais. O cara sabia o meu número de cor. Bom, pensando bem, ele já tinha me visto pelada tantas vezes que devia conhecer o meu corpo mais do que a minha própria mãe chegou a conhecer.

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