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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 140

(CAP. CONFORTOS e com muita rivalidade para vocês)

POV: SKY BITTENCOURT

Assim que saímos do restaurante, a minha cabeça parecia que ia rachar em duas de tanta preocupação. A Moon tinha avisado que iria almoçar na casa da Sakura, e o Rocco ficou de me levar para casa após o almoço.

Eu me escorei contra o vidro da janela, totalmente aérea, vendo a cidade passar do lado de fora. Tudo parecia estranho, como se o mundo estivesse rodando em CÂMERA LENTA, ou talvez rápido demais, eu nem sabia dizer direito. Eu estava tão mergulhada no desespero daqueles cento e cento e cinquenta mil reais que fiquei encarando o asfalto, completamente desligada da realidade.

— Você vai acabar esmagando as suas têmporas com os próprios dedos se continuar apertando a cabeça desse jeito — o Rocco comentou, sem tirar os olhos da estrada.

— Eu sei. É que eu estou muito preocupada — confessei, afundando o corpo no banco de couro.

— Deixa para resolver o que você não pode mudar hoje em outro dia, Bittencourt.

Como é fácil para ele falar, não é? Bilionário, poderoso e com um sorriso tentador que resolvia qualquer problema com um estalar de dedos. Eu pensei em argumentar, mas preferi ficar quieta. Se eu dissesse isso em voz alta, o ego dele iria inflar tanto que não sobraria espaço para mim dentro daquela Mercedes.

Fiquei olhando a cidade passar pela janela. Estava tudo cheio e bonito por causa do domingo.

O Rocco cortou o fluxo do trânsito, parou o carro em frente a uma farmácia no meio do caminho e desceu sem falar absolutamente nada. Ele voltou dois minutos depois segurando uma cartela de remédio para enxaqueca e uma garrafinha de água gelada.

Olhei fixamente para ele, e ele apenas revirou os olhos em resposta, arqueando a sobrancelha enquanto me entregava as coisas.

— Toma. Agora.

— Sabe, Blackwood, eu não sou um dos seus funcionários para você ficar me dando ordens desse jeito — retruquei, enfiando o comprimido na boca e virando a garrafa de água para dar um gole enorme, decidida a ignorar a pose dele.

— É, você tem razão — ele respondeu, e o tom de voz dele mudou para algo bizarramente calmo. — Não é um funcionário. É a garota que eu gosto.

A água foi direto para o canal errado e eu ENGASGUEI de um jeito completamente violento.

Comecei a tossir feito uma condenada, com o peito queimando e os olhos lacrimejando enquanto o meu rosto ficava vermelho de tanta falta de ar e de vergonha. O Rocco teve que firmar o corpo no banco, segurando o volante com uma mão enquanto usava a outra para dar dois tapinhas firmes nas minhas costas, soltando uma risada baixa do meu colapso.

— Respira, Bittencourt. Não morre engasgada no meu banco de couro novo não — ele zombou, embora o olhar dele estivesse fixo em mim.

Quando a crise de tosse passou e o ar finalmente voltou para os meus pulmões, o meu cérebro simplesmente entrou em CHOQUE.

Minha boca secou tanto que o som nem saiu. Depois de tantos episódios, brigas e mistérios, ele simplesmente tinha soltado aquilo ali, na maior calmaria do mundo. Fiquei totalmente sem saber o que dizer, apenas escutando o meu coração bater acelerado no peito, em um ritmo desordenado que parecia gritar um EU TAMBÉM de volta para ele.

Desviei o meu rosto depressa para a janela, tentando ignorar o peso do olhar dele cravado em mim enquanto tentava me recuperar do maior baque da minha vida.

Eu achei que a gente estava voltando para a cobertura depois daquilo, mas o Rocco pegou a avenida em direção à zona sul de Porto Alegre e entrou direto nas rampas do BarraShoppingSul. Quando ele estacionou, me puxou para dentro do shopping e paramos bem na fachada barulhenta da HotZone, eu fiquei completamente confusa, sem saber o que falar. O barulho dos simuladores de corrida, as luzes de neon piscando e as músicas eletrônicas dos jogos de dança criavam um caos completo naquele lugar gigante, que estava lotado de pessoas, a maioria crianças correndo para todos os lados.

— Se eu ganhar... significa que a gente está... é... é — Ele hesitou por um segundo, os olhos verdes fixos nos meus, antes de completar: — É, a gente vai decidir o que nós somos hoje. E você vai ter que dormir na minha casa essa noite. Comigo.

Meu coração deu um solavanco violento contra as costelas, mas eu mantive a postura firme, dando um passo curto para frente até ficar quase colada ao peito dele.

— Fechado. Mas já vai tirando o cavalo da chuva se você está achando que vou te pedir para pagar os médicos do meu pai caso eu vença. Pode esquecer, eu não vou fazer isso.

O Rocco arqueou a sobrancelha, visivelmente intrigado com a minha barreira de orgulho, mas concordou com a cabeça.

— Justo. O que você vai querer de mim se ganhar, então?

Pensei rápido, tentando achar algo que destruísse totalmente aquela pose de Imperador intocável dele. Um sorriso maldoso nasceu nos meus lábios.

— Se eu ganhar... você vai ter que usar um avental rosa-choque, daqueles bem cafonas com babado na cintura, e vai ter que cozinhar um jantar completo do zero para mim e para a Moon. E vai ter que servir a gente de joelhos se eu mandar. Sem reclamar.

O Rocco fechou a cara na mesma hora, os olhos dele faiscando de incredulidade.

— NEM FODENDO, Bittencourt.

— Ué? — provoquei, soltando uma risada cínica e dando um tapinha de leve no peito dele. — Está com medo de perder, Blackwood? Pensei que você fosse o cara que sempre domina tudo.

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