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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 145

POV: SKY BITTENCOURT

O elevador deu o aviso sonoro e a porta se abriu direto no corredor luxuoso da cobertura. Saí do cubículo de metal a passos largos, com os ombros tensos, e parei em frente à imensa porta de madeira maciça. Empurrei a maçaneta de metal cromado.

Estava trancada. Obviamente trancada. É a porcaria da fortaleza blindada de um bilionário.

Tentei empurrar de novo, usei o ombro, balancei a estrutura e nada.

Fiquei parada ali, estática no meio do corredor silencioso do vigésimo andar, olhando para aquela madeira escura. Que situação humilhante. Eu tinha corrido feito uma atleta olímpica para terminar trancada do lado de fora, encarando o tapete de luxo dele enquanto o meu coração continuava batendo feito uma britadeira contra as minhas costelas.

O pior não era nem a situação. O pior era que eu tinha plena consciência de que, se alguém mostrasse as imagens das câmeras de segurança daquele corredor, eu pareceria uma invasora extremamente incompetente.

Primeiro correndo.

Depois tentando abrir uma porta trancada.

Depois empurrando a maçaneta de novo. E de novo. E mais uma vez.

Meu Deus.

Eu parecia um guaxinim tentando invadir uma lixeira de luxo.

Fiquei esperando por alguns minutos que pareceram uma eternidade inteira. Eu andava de um lado para o outro, chutando o ar de raiva, sentindo o suor esfriar no meu pescoço.

Até que o elevador soltou um bipe e as portas se abriram devagar.

O Rocco saiu de dentro da cabine. Ele não tinha corrido. Não tinha unzinho fio de cabelo fora do lugar. Ele andava com aquela calmaria elegante de sempre, segurando duas sacolas grandes de papel pardo com os logos dos restaurantes, espalhando um cheiro absurdo de pizza de queijo e molho shoyu pelo corredor inteiro.

Ele parou a poucos passos de mim, me encarando de cima com uma expressão completamente ilegível, embora os olhos verdes dele estivessem brilhando com aquele deboche silencioso que eu conhecia bem.

— Por que você correu de mim, Bittencourt? — ele perguntou, a voz mansa, erguendo as sacolas de leve.

— Ah... é que... — engasguei com a minha própria saliva, tentando achar qualquer desculpa aceitável na minha mente destruída. — É que eu estava com muita vontade de fazer xixi. Uma emergência.

O Rocco continuou me olhando. Ele olhou para a maçaneta trancada, depois olhou para a mochila aberta na minha mão cheia de roupas reviradas e voltou a focar na minha cara de pau.

— E você não pensou em me pedir a chave antes de disparar feito uma louca? — ele perguntou, arqueando uma das sobrancelhas. — Ficar parada aqui no corredor acho que não alivia a sua bexiga em nada.

— Além disso — continuou ele, olhando para a porta trancada. — Se a situação era tão urgente assim, por que você passou os últimos dez minutos tentando arrombar a minha cobertura?

— Eu não estava tentando arrombar nada.

— Claro.

— Eu só estava... Como você sabe?

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