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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 146

POV: SKY BITTENCOURT

Ele é um bilionário. Eu sou uma garota cheia de dívidas, tentando salvar a vida do pai no meio do caos. Pessoas como eu não deveriam sonhar tão alto. Apesar do meu nome significar CÉU, eu sabia muito bem que só podia contar com aquilo que os meus próprios pés conseguiam alcançar no chão. Conquistar o Rocco e torcer para que ele realmente estivesse apaixonado por mim era algo que fugia do meu controle. Eu só conseguia controlar as minhas próprias ações. Sem contar o risco imenso de o Gouveia descobrir tudo, me ferrar no tribunal na sexta-feira e acabar com a pouca dignidade que me restava.

Esfreguei as mãos no rosto, tomando uma decisão. Eu precisava confrontar o Rocco assim que saísse dali. Eu precisaria olhar bem no fundo dos olhos dele e descobrir o que ele realmente sentia por mim, sem joguinhos. Dependendo do que ele me respondesse, eu tomaria coragem para abrir o jogo sobre o clube e o Dom Hades.

Me levantei do chão e liguei o chuveiro. Tomei um banho extremamente demorado, deixando a água quente cair pelas minhas costas enquanto tentava buscar forças de onde eu não tinha. Lavei o cabelo, me sequei e vesti o meu pijama de moletom velho mais confortável que estava na mochila.

Pronto. Era a hora da verdade.

Caminhei até a porta do banheiro com os punhos cerrados. Segurei a maçaneta, mas travei no mesmo milésimo de segundo. Minha mão começou a tremer.

— Não, eu não vou conseguir falar nada para ele — sussurrei para o espelho, sentindo uma vergonha absurda lavar o meu corpo. — Meu Deus do céu, que medo. O que eu vou dizer? Ei, Rocco, você gosta de mim enquanto eu vendo o meu corpo no subsolo? Que ideia genial, Sky. Parada cardíaca na hora.

Soltei a maçaneta e dei três passos para trás, dando voltas no mesmo lugar igual a uma barata tonta que tinha acabado de levar uma chinelada.

— Não, para com isso. Você é uma mulher forte, Bittencourt. Vai lá agora — ordenei para mi mesma, estufando o peito.

Girei a chave da porta do banheiro bem devagar, para não fazer barulho. Abri uma fresta pequena, coloquei a cabeça para fora e olhei para o quarto.

Estava vazio.

Dei dois passos cuidadosos para fora, pisando macio no tapete luxuoso da suíte.

Três passos.

Quatro passos.

Cinco.

Quando cheguei perto da porta do quarto que dava para a sala, o pânico me deu outro soco no estômago. E se ele rir da minha cara? E se ele disser que foi tudo uma brincadeira do fliperama?

Parei no mesmo instante.

Dei meia-volta.

Voltei para o banheiro.

Fechei a porta.

Tranquei.

SAÍDA DOIS.

Fiquei trinta segundos encarando a parede. Respirei fundo.

Destranquei.

Abri a porta.

Dei três passos rápidos.

Pensei: E se ele estiver sem camisa na sala?

Travei.

Dei meia-volta correndo.

Voltei para o banheiro.

Fechei a porta.

Tranquei de novo.

SAÍDA TRÊS.

Bati a mão na testa. Eu precisava ser adulta.

Destranquei.

Saí.

Cheguei no meio do quarto.

Esqueci completamente a frase de efeito que eu tinha ensaiado na minha mente. Pânico geral.

Dei meia-volta.

Voltei para o banheiro.

Fechei a porta.

Tranquei.

Olhei para a fechadura.

Destranquei.

Olhei para a fechadura de novo.

Tranquei outra vez.

Meu Deus. Eu estava discutindo com uma porta.

SAÍDA QUATRO.

Tomei coragem mais uma vez.

Abri.

Dei um passo para fora.

Um vento frio bateu nas minhas pernas. Achei que era o fantasma da minha própria dignidade me avisando para recuar antes de passar vergonha.

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