POV: ROCCO
A Sky engoliu em seco, os poros do pescoço dela se arrepiando inteiros com o meu tom de voz. Dava para ouvir o coração dela batendo forte, acelerado direto na garganta de tanto nervoso, mas a teimosia ruiva não cedeu tão fácil. Ela sustentou o meu olhar, erguendo o queixo com aquela marra que me deixava completamente maluco.
— Ele só estava me explicando um comando do software, Blackwood. Eu converso com quem eu precisar para entregar o melhor trabalho. Agora eu preciso ir — ela disse, dando um passo firme em direção à saída, tentando passar por mim.
— Não. Espera. Me desculpa. Mas é que enquanto você não terminar de vez com ele eu não vou ficar sossegado. Eu não gosto dele — disparei de uma vez, a possessividade queimando o meu bom senso e fazendo o meu peito subir e descer com força.
— Tá... eu vou conversar com ele hoje — ela cedeu, soltando o ar devagar, os lábios entreabertos.
— Mas Sky, espera.
Puxei ela pela mão antes que ela pudesse tocar na maçaneta para abrir a porta. Com um movimento rápido e firme, empurrei o corpo dela para trás até prensar as costas dela direto contra a PAREDE de madeira escura da minha sala. No mesmo milésimo de segundo, estiquei o braço por cima do ombro dela e passei o trinco na porta, trancando tudo e isolando nós dois do resto da empresa.
Segurei o queixo dela com os dedos apertados, forçando a cabeça dela para cima, e cravei os meus lábios nos dela em um beijo bruto, barulhento e faminto. Enfiei a minha língua com força na boca dela, reivindicando cada canto daquela umidade doce, dominando o espaço e lembrando o corpo dela exatamente a quem ela pertencia desde as primeiras horas daquela manhã.
A Sky soltou um gemido abafado contra a minha boca, a rigidez do corpo dela desmoronando por completo sob o meu peso. Ela cravou as unhas compridas no tecido da minha camisa social, se segurando em mim enquanto as pernas dela ameaçavam falhar.
— Me desculpa, é que eu sou completamente fascinado por você. A cada momento eu fico mais louco — confessei contra a pele dela, a minha voz saindo em um rosnado áspero, ditando a minha autoridade máxima.
Segurei o rosto dela com as duas mãos, enterrando os dedos nos fios ruivos e colando as nossas testas para que ela olhasse bem no fundo dos meus olhos.
— Você é minha. Namorada ou não, tentante ou não, é minha. E o seu corpo é meu. Você pertence a mim. Só a mim.
— Não sou uma coisa... — ela sussurrou contra a minha boca, a respiração totalmente cortada, jogando a cabeça para trás e expondo a linha do pescoço, com os olhos completamente nublados pelo desejo.
— Você é minha propriedade, não uma coisa, porque você não tem valor. É muito mais do que isso — envolvi meus braços ao redor dela, apertando o corpo dela contra o meu peito, sentindo os seus seios fartos subindo e descendo contra o meu terno — e eu vou te lembrar disso quantas vezes precisar.
— Rocco...
— Meu nome — disse, quebrando o contato e me ajoelhando no chão, direto no tapete bem na frente dela.
Segurei as coxas dela com as duas mãos e abri as pernas dela para o lado, me encaixando no vão dos joelhos dela.
— Rocco... — ela gemeu o meu nome alto, uma reação involuntária enquanto enfiava os dedos trêmulos nos meus cabelos escuros, tentando encontrar algum ponto de apoio.
— Você é minha.
Comecei a distribuir beijos molhados e pesados entre as pernas dela, subindo pela raiz das coxas. Segurei a barra do vestido dela e puxei para cima com as duas mãos, amontoando o tecido fino na altura da cintura dela. Enrosquei os meus dedos na lateral da calcinha dela e puxei para o lado com força, deixando a boceta dela inteiramente exposta para mim.
Ela já estava completamente molhada, brilhando na penumbra do escritório.

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