Entrar Via

A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 164

POV: SKY BITTENCOURT

Saí da sala da presidência com as pernas tão bambas que precisei apoiar o peso do corpo na parede de madeira do corredor antes de conseguir caminhar até o elevador. Minha boca ainda ardia do beijo bruto do Rocco, e a sensação da língua dele me fazendo gozar ainda repuxava no fundo do meu ventre. Eu não queria mais nada além daquilo, o que provava que, quando se trata daquele homem, a minha libido é totalmente desgovernada.

E o pior de tudo é que eu amo. Amo esse controle dele, amo essa sensação física de pertencer a esse homem de um jeito visceral.

Só que isso também me trazia uma culpa desgraçada. Como eu podia estar ali, derretendo por causa de um homem e sentindo calor por ser dominada, enquanto a minha vida inteira corria o risco de desabar lá fora?

Meu pai estava preso àquela cama de hospital, a minha irmã Moon provavelmente desesperada, audiência marcada, sem saber o que fazer, e eu tendo pensamentos libertinos no meio do andar corporativo?

Estou sendo, feliz sem se preocupar?.

Uma queimação esquisita apertava o meio do meu peito. Será que é errado se sentir tão viva e feliz quando tudo ao redor parece desmoronar?

Voltei para a minha mesa no setor de arquitetura e tentei focar os olhos na tela do computador, mas a minha mente continuava um caos completo. Eu tinha problemas demais se acumulando. A preocupação sufocante com o estado do meu pai, a falta de dinheiro para as contas que não paravam de chegar e o fantasma daquela audiência de sexta-feira com os Gouveia.

Só de lembrar daquele tribunal, um calafrio real cortava a minha espinha e fazia os meus pelos do braço arrepiarem. Para completar, eu ainda precisava desenhar todo o plano de aterramento e definir o número exato de andares para a FASE 2 do concurso.

E ainda tinha a quinta-feira. Eu tinha aquele encontro marcado com o Hades no Ambrosia Club, mas a minha decisão estava tomada: eu ia pisar lá amanhã para encerrar o meu contrato de vez. O Rocco era um homem difícil, cheio de segredos e com uma lista infinita de defeitos, mas por respeito ao sentimento que estava nascendo entre nós, eu ia fazer isso.

Porque eu não aguentaria o peso na consiência.

Infelizmente.

Eu não sabia direito se era certo ou errado aceitar esse lado dele, ou se eu estava sendo completamente cega.

DROGA!

Aquele imbecil do Blackwood simplesmente distorcia toda a minha noção de lógica.

Eu só queria ele. Queria ficar com ele, mesmo sabendo que a nossa diferença era um abismo. Eu não tinha nada, me sentia um poço de inseguranças e com um milhão de defeitos. Eu nem me achava bonita o suficiente para o padrão de um bilionário arrogante como ele, mas eu queria aquele homem de verdade. Queria jogar limpo.

Claro que eu ia exigir que ele cancelasse qualquer acordo ou contrato que tivesse com alguma submissa no clube também, mas primeiro eu precisava limpar a minha barra, focar em ganhar esse projeto e resolver as pendências da minha vida.

Eu estava ali perdida nesses pensamentos, batendo cabeça com um comando travado no software de modelagem, quando o Gael apareceu do meu lado para me ajudar novamente.

Eu o achava gentil, educado e bondoso.

Eu não poderia enganar ele, queria abrir o jogo. Eu gostava dele, do toque dele, mas depois de ter o meu corpo incendiado de verdade pelo Rocco, nada de fato nunca se comparou com a ebulição que acontece nas minhas artérias quando estou com o Blackwood.

Depois do almoço ele veio conversar comigo.

— Você está bem, Sky? — ele perguntou, inclinando o corpo perto de mim, com a voz mansa. — Senti saudades, a gente podia conversar.

— E a gente tem que conversar mesmo — respondi, puxando o corpo um pouco para trás para manter a distância e focando os olhos nos desenhos da tela.

— Eu te levo para casa hoje, pode ser? — ele se aproximou, esticando os dedos para tocar o meu rosto.

Desviei rápido, fingindo que estava arrumando os fios do meu cabelo ruivo atrás da orelha.

— Ok. Perfeito — sorri em resposta.

Como diz o Rocco: resolva o que puder e o que não puder deixe para depois. Primeiro eu iria resolver a minha questão com o Gael, depois eu iria me resolver com o Hades no clube, depois tentar um empréstimo para o hospital, depois ir na audiência com os Gouveia e tentar não enlouquecer, depois ser a irmã mais velha de suporte e, no fim, me acertar com o Rocco. Belos planos?

Quanta bagunça na mente de alguém. Droga.

No final do expediente, ele voltou a me cercar na mesa.

— Então, eu ainda te levo em casa, Sky?

Sim. Eu só tinha esquecido um detalhe pequeno.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário